2 de Janeiro
1 João 2,22-28 / Salmo 97,1-4 / João 1,19-28
João Baptista abunda em sinceridade. Não deixa dúvidas sobre
quem é ele e quem é Aquele que vem depois dele. Essa sinceridade
vai acompanhada de uma grande humildade.
3 de
Janeiro
Epifania do
Senhor
Isaías 60,1-6 / Salmo 71,2.7-8.10-13 / Efésios 3,2-3.5-6 /
Mateus 2,1-12
A festa da Epifania convida-nos a mostrar ao mundo o que vivemos
e celebramos. Nas celebrações natalícias acolhemos o Senhor e
permitimos que Ele renasça nos nossos corações. No entanto, não
podemos ficar no âmbito meramente emocional e subjectivo destas
festas, pois a presença de Deus no seu Filho Jesus deve ser
comunicada em todos os lugares. Somos chamados a ser estrelas
que indiquem onde se encontra a salvação, estrelas que
acompanham, estrelas que orientam no caminho. Estrelas que têm
luz porque a recebem de Quem é a luz do mundo.
4 de
Janeiro
1 João 3,22-4,6
/ Salmo 2,7-8.10-11 / Mateus 4,12-17.23-25
Deus tem a primeira palavra; vem ao encontro do ser humano. A
conversão acontece como resposta a uma proposta apresentada por
Deus.
5 de
Janeiro
1 João 4,7-10 / Salmo 71,2.3-4.7-8 / Marcos 6,34-44
Foi Deus que nos amou! O homem é chamado a responder a essa
proposta de amor. Trata-se da consciência de que ao dar este
passo já encontra Alguém que o espera.
6 de
Janeiro
1 João 4,11-18 /
Salmo 71,2.10-11.12-13 / Marcos 6,45-52
Deus é amor! A ascética cristã baseada no medo, apoiada em
normas jurídicas, deixa de ser cristã.
7 de Janeiro
1 João 4,19-5,4 / Salmo 71,2.14-15.17 / Lucas 4,14-22
Se alguém disser amo a Deus e odiar o seu irmão é mentiroso. A
dimensão da horizontalidade da religião é fundamental; sem ela
podemos estar no reino da mentira. O Amor fez-se carne em Belém.
8 de
Janeiro
1 João 5,5-13 / Salmo 147,12-13.14-15.19-20 / Lucas 5,12-16
O Amor presente no meio dos homens cura: se quiseres, podes
curar-me. Mas não aceita o culto da personalidade. Também hoje o
centro é a Boa Nova; não aquele que a transmite.
9 de
Janeiro
1 João
5,14-21 / Salmo 149,1-6 / João 3,22-30
Vós sois testemunhas do que Eu disse!
Paulo VI afirma que o testemunho da vida é o primeiro meio de
evangelização. E acrescenta que o homem contemporâneo escuta
melhor as testemunhas do que os mestres ou então se escuta os
mestres, é porque eles são testemunhas.
10 de Janeiro
Baptismo do Senhor
saías 40,1-4.6-7 / Salmo 103 1-4.24-30 / Tito 2,11-14;3,4-7 /
Lucas 3,15-16.21-22
Pai e Filho
Numa cena de profundo significado simbólico, o evangelista Lucas
descreve a experiência que sustem Jesus na sua pregação da boa
notícia: a certeza de ser o Filho amado do Pai. Desta
experiência inigualável brotaram duas atitudes que O
acompanharam em toda a sua vida, inclusivamente nos momentos de
maior dificuldade: a confiança absoluta no Pai e o desejo de em
tudo fazer a Sua vontade. Porque Ele experimentou o que
significa ser Filho querido, abandona-se nas mãos do Pai e pede
aos seus discípulos que confiem sem limites.
11 de
Janeiro
1 Samuel 1,1-8 / Salmo 115,12-19 / Marcos 1,14-20
João Baptista é preso; Jesus surge anunciando o Evangelho. Passa
o antigo e começa o novo.
Jesus cresce nas relações, rodeia-se de seguidores, passa das
margens do Jordão ao espaço do lago da Galileia.
Também a mim me fixaste nos meus olhos e queres que eu te siga.
Senhor, irei contigo.
12 de
Janeiro
1 Samuel 1,9-20 / Salmo 1 Samuel 2,1.4-7 / Marcos 1,21-28
Marcos apresenta a actividade de Jesus: reza, liberta com
autoridade e contagia a sua santidade àqueles que se Lhe
acercam.
Jesus surpreende por aquilo que é, pelo que diz e pelo que faz.
Não deixa ninguém na indiferença. Estas são as pessoas que hoje
o nosso mundo necessita.
Dá-me a capacidade de Te contemplar e de Te admirar em
profundidade, meu Senhor!
13 de
Janeiro
1 Samuel 3,1-10.19-20 / Salmo 39,2.5-10 / Marcos 1,29-39
Marcos narra um modelo de discípula: a sogra de Simão. Jesus
aproxima-se dela, toma-a pela mão e faz com que ela fique em pé.
Sentindo-se curada, ela começa a servir.
Jesus dizia de si mesmo que “não vim para ser servido, mas para
servir”. Quer fazer o mesmo connosco: aproximar-se, tomar-nos
pela mão, levar-nos a ficar de pé, para que nós façamos tal como
fez aquela mulher.
Senhor, não somente rezar mas também agir; não viver sem servir!
14 de
Janeiro
1 Samuel 4,1-11 / Salmo 43,10-15.24-25 / Marcos 1,40-45
Outro encontro com Jesus: um marginalizado devido á doença e à
lei. O Senhor não se afasta do leproso que vem ao seu encontro;
toca-o e cura-o.
Também hoje o mesmo Jesus não se afasta de nós se vamos até Ele
com as nossas lepras, as nossas misérias ou os nossos pecados.
Também nós podemos experimentar a sua força que cura e toda a
sua compaixão.
Senhor, pela tua grande compaixão apaga a minha culpa, lava o
meu delito e limpa o meu pecado!
15 de
Janeiro
S. Arnaldo Janssen
Fundador dos Missionários do Verbo Divino, Servas do Espírito
Santo e Servas do Espírito Santo da Adoração Perpétua.
1 Samuel 8,4-7.10-22 / Salmo 88,16-19 / Marcos 2,1-12
Do santo de hoje, os Missionários do Verbo Divino receberam como
herança esta inquietação: “Viva Deus uno e trino nos nossos
corações e nos corações de todos os homens”.
Na sua mensagem
para o dia missionário mundial do último ano, Bento XVI
recordava às Igrejas antigas como às de recente fundação que
“são constituídas pelo Senhor como sal da terra e luz do mundo,
chamadas a irradiar Cristo, Luz do mundo, até aos confins da
terra. A missão ad gentes deve ser a prioridade de seus planos
pastorais”.
16 de
Janeiro
1 Samuel 9,1-4.17-19; 10,1 / Salmo 20,2-7 / Marcos 2,13-17
Jesus olhou para Levi e disse-lhe, tal como a cada um de nós,
vem! E mudou-lhe a vida. Da mesa de cobrar passa à mesa de
partilhar. Já não estará ao serviço do reino do imperador
romano, mas ao serviço do Reino de Deus.
17 de
Janeiro
Domingo
II do tempo comum – Ano C
Isaías 62,1-5 / Salmo 95,1-10 / 1 Coríntios 12,4-11 / João
2,1-12
Sinal do banquete
Estamos perante a novidade que se inaugura com Jesus, da
realização que acontece em Jesus do projecto salvador de Deus.
Para apresentar esta realidade, escolhe a imagem do casamento,
pois já no Antigo Testamento Yavé tinha prometido tomar Israel
como sua esposa para sempre.
O
sinal de Jesus apresenta-se a partir de uma realidade humana: a
falta de vinho, a falta de salvação. As seis talhas (número que
simboliza o incompleto e que representa as instituições
salvíficas judaicas) ficam cheias com uma água nova que se
transforma em vinho excelente. Jesus infunde um espírito novo e
uma vida nova. Inaugurou os últimos tempos.
Sejamos capazes de acolher a Deus que, em Jesus, veio ficar, por
amor, com o seu povo para sempre.
18 de
Janeiro
INÍCIO DO OITAVÁRIO DE ORAÇÃO PELA UNIDADE DOS CRISTÃOS
1 Samuel 15,16-23 / Salmo 49,8-23 / Marcos 2,18-22
Jesus continua a apresentar a novidade do Evangelho: com a sua
presença é o próprio Deus que convida para um banquete e não
para um jejum. Trata-se da festa do novo Reino.
A presença de um amigo convida ao abraço feliz, ao brinde da
alegria, ao sorriso do encontro. Sendo o Evangelho a boa
notícia, por quê estarmos tristes? Mas, para entender tudo isto
é preciso nascer de Deus, é preciso vestir uma roupa nova!
Feliz a Notícia que nos fala de Ti!
19 de
Janeiro
1 Samuel
16,1-13 / Salmo 88,20-28 / Marcos 2,23-28
Em primeiro lugar está o ser humano e só depois a lei do Sábado.
É
lamentável que ainda hoje a lei continue a passar por cima de
cadáveres. Pode estar a suceder-nos como aos fariseus ao
acreditar que o ser humano está para cumprir a lei e não a lei
para ajudar o ser humano.
Livra-me, Senhor, de converter o meu cumprimento em “cumpro-e-minto”!
20 de
Janeiro
S.
Sebastião
1 Samuel 17,32-33.37.40-51 / Salmo 143,1-10 / Marcos 3,1-6
Jesus está triste com a atitude fechada dos fariseus. O doente
da mão fica curado; os fariseus ficam ainda mais doentes.
Jesus não conseguiu que aqueles fariseus se abrissem ao diálogo.
Vejamos como é difícil aceitar o ponto de vista dos outros
quando estamos obstinados na nossa própria verdade!
Ajuda-me, Senhor, a abrir-me à tua graça!
21 de
Janeiro
S. Inês
1 Samuel 18,6-9;19,1-7 / Salmo 55,2-13 / Marcos 3,7-12
A fama de Jesus corre pela Galileia, Judeia e pelos dois lados
do Jordão. Quando os espíritos impuros O proclamavam “Filho de
Deus” Ele manda-os calar, pois conhecem somente o lado
triunfalista de Jesus com os seus milagres e curas.
Acontece também connosco quando sentimos o êxito e vivemos o
optimismo. Nesses momentos tudo parece um mar de rosas. No
entanto a cor e o entusiasmo mudam facilmente quando nos falam
da cruz!
Dá-me força, Senhor, para Te aclamar e seguir com fidelidade
também nos momentos de cruz.
22 de
Janeiro
1 Samuel
24,3-21 / Salmo 56,2-11 / Marcos 3,13-19
Jesus quer formar um novo Povo; os escolhidos não são
simplesmente companheiros. Este novo Povo de Deus será
universal. Eles são chamados a pregar o reino de Deus por toda a
parte e a expulsar os demónios.
Esta é a missão que recebemos de Jesus. Pelo baptismo entrámos a
formar parte de um povo missionário.
Senhor, faz de mim um mensageiro da tua paz!
23 de
Janeiro
2 Samuel 1,1-4.11-12.19.23-27 / Salmo 79,2-7 / Marcos 3,20-21
Nem os fariseus nem os seus familiares compreendiam e aceitavam
o caminho pelo qual Jesus tinha optado. Diziam que estava louco.
Humanamente falando é verdade: é uma loucura e um disparate
preocupar-se e sacrificar-se gratuitamente pelos outros (se não
é por amor).
24 de
Janeiro
Domingo
III do tempo comum – Ano C
Neemias 8,2-6.8-10 / Salmo 18,8-10.15 / 1 Coríntios12,12-30 /
Lucas 1,1-4;4,14-21
Unido a Deus e ao ser humano
Jesus é o escolhido por Deus, o ungido, cheio do Espírito Santo
e enviado. Estar fortemente vinculado a Deus leva-O a que esteja
próximo dos pobres, dos cegos, dos oprimidos, daqueles que
esperam a libertação. A sua vida consistirá no anúncio desta boa
notícia aos desfavorecidos. Trata-se de um anúncio que se
realiza hoje, no aqui e agora. Todo o momento é apropriado para
acolher a salvação de Deus realizada em Jesus.
Fomos baptizados no mesmo Espírito que levou Jesus a anunciar a
boa notícia. É Ele que também hoje nos configura com Cristo e
nos leva a viver o Evangelho com os outros, particularmente com
os oprimidos e marginalizados.
25 de
Janeiro
Conversão de S. Paulo
8º
dia do Oitavário de Oração pela Unidade dos Cristãos
Actos do Apóstolos 22,3-16 / Salmo 116,1-2 / Marcos 16,15-18
O Evangelho apresenta em forma imperativa o ardente desejo de
Jesus: “ide por todo o mundo…proclamai…”. Que aquilo que vistes
e ouvistes chegue a todas as partes; que todos cheguem ao
conhecimento de que Deus os ama.
S.
Paulo compreendeu a vontade de Jesus e fê-la realidade de uma
maneira nova; foi capaz de apresentar claramente o Evangelho de
Jesus para diversas culturas e classes sociais.
Ajuda-nos, Senhor, a que também nós possamos, tal como S. Paulo,
abraçar e ser abraçados pelo teu Evangelho para o proclamar a
todos.
26 de
Janeiro
S.
Timóteo e S. Tito
2 Timóteo 1,1-8 / Salmo 95,1-3.7-8.10 / Marcos 3,31-35
Jesus vai alargando o círculo da sua família: “o que cumpre a
vontade de Deus, esse é meu irmão…”.
Jesus não apresenta nenhum tipo de desprezo para com a sua Mãe;
Maria é a primeira a dizer: “faça-se em mim segundo a tua
palavra”.
Pai, faça-se a tua vontade assim na terra como no céu!
27 de
Janeiro
2 Samuel
7,4-17 / Salmo 88,4-5.27-30 / Marcos 4,1-20
O semeador da parábola de hoje não apresenta falta de capacidade
para semear. Sobra-lhe generosidade e abundância de semente.
Esse semeador – Deus – é generoso e pronto a oferecer a sua
graça; o fracasso pode estar em nós, a terra onde cai a sua
palavra: pássaros que comem a semente, espinhos que a sufocam,
pedras que não a deixam criar raízes. Mas, no meio de tudo
também se encontra terra boa! Onde me encontro?
Senhor, que a medida do meu amor seja amar sem medida. Como Tu!
28 de
Janeiro
S. Tomás
de Aquino
2 Samuel 7,18-19.24-29 / Salmo 131,1-5.11-14 / Marcos 4,21-25
A parábola apresentada coloca-nos num ambiente doméstico: uma
lâmpada para iluminar, um recipiente para medir. São imagens tão
evidentes que seria absurdo utilizá-las para outras coisas ou de
outra maneira.
Como nos apresentamos frente a esta parábola?
Que
a tua luz Senhor nos faça ver a luz!
29 de
Janeiro
S. José
Freinademetz
Missionário da Congregação do Verbo Divino na China
2 Samuel 11,1-10.13-17 / Salmo 50,3-11 / Marcos 4,26-34
O Reino de Deus é apresentado com imagens campestres: o
agricultor semeia e ceifa. O crescimento da planta depende de
Deus.
Tal
como os discípulos, quantas vezes não entendemos os tempos de
Deus! Necessitamos sentar-nos aos seus pés e deixar que a sua
palavra nos ajude a aproximarmo-nos dos seus planos.
Fala, Senhor, que o teu servo escuta!
S. José Freinademetz
Em
1901 S. José Freinademetz escrevia desde a China afirmando que
“nos meus 23 anos de estadia ininterrupta na China em nenhum
momento diminuiu o meu amor pelos chineses. Ainda que seja um
povo de não cristãos, os chineses são e serão um povo ideal. Eu
amo a China e os chineses; no meio deles quero morrer e no meio
deles ser enterrado”.
30 de
Janeiro
2 Samuel 12,1-7.10-17 / Salmo 59,12-17 / Marcos 4,35-40
O relato apresentado coloca-nos frente à nossa fé. Quando os
ventos estão a nosso favor deixamos tranquilamente Deus nas suas
coisas. Lembramo-nos de Deus quando as tempestades nos
desorientam.
31 de
Janeiro
Domingo IV do tempo comum – Ano C
Jeremias 1,4-5.17-19 / Salmo 70,1-6.15.17 / 1 Coríntios
12,31-13,13 / Lucas 4,21-30
Ser profetas hoje
Jeremias, Elias e Eliseu são profetas que aparecem nas leituras
deste Domingo e que foram recusados pela sua gente. Jesus
partilha da mesma sorte ao proclamar uma mensagem que incomoda
muita gente.
No
meio da não aceitação que tantas vezes se verifica, a mensagem
continua a ser anunciada por tantos homens e mulheres que
procuram viver na fidelidade ao Evangelho de Jesus.
Hoje estamos chamados a ser sinal do amor de Deus como
verdadeiros profetas em todos os nossos ambientes.