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1
de Novembro
Solenidade de
Todos os Santos
Ap 7, 2-4.9-14 / Sl 23, 1-6 / 1 Jo 3, 1-3 / Mt 5, 1-12a
O que começou por ser uma memória aos mártires no século
IV converteu-se mais tarde numa celebração a todos os
que foram consequentes com a fé. O Apocalipse menciona
144.000, número que designa todos. O Salmo reconhece que
“este é o grupo que busca o Senhor”. João chama-lhes
“filhos de Deus”. São todos aqueles que escolheram para
suas vidas o caminho traçado por Jesus nas
bem-aventuranças: escolheram ser pobres porque
descobriram o verdadeiro tesouro; aprenderam a chorar
porque acreditaram que toda a lágrima se transformará em
alegria; escolheram ser mansos porque assim se semeia a
bondade na terra; sofreram fome e sede de justiça porque
acreditaram na igualdade de todos; a misericórdia de
Deus levou-os a ser misericordiosos; aceitaram também
ser insultados por causa de Jesus porque viram n’Ele que
o caminho da luz passa através da cruz.
2
de
Novembro
Fiéis Defuntos
Jb 19, 1. 23-27 / Sl 27, 1.4.7-9a / 2 Cor 4, 14 – 5, 1 / Mt 11,
25-30.
A esperança da imortalidade e da ressurreição, que começou a
iluminar os homens no Antigo Testamento, dando-lhes força para
não sucumbirem na dor, atinge o seu termo em Jesus Cristo, morto
por nós e ressuscitado para nos comunicar a vida eterna.
Mediante a morte de Jesus Cristo, Deus reconciliou-nos consigo,
dando-nos a paz e a possibilidade de entrarmos na sua
intimidade. Fundamentada nos méritos de Cristo, a nossa
esperança nunca será iludida.
A vontade de Deus é que todos os homens sejam salvos. A salvação
alcança-se pela fé em Jesus Cristo.
O DIA DOS FIÉIS DEFUNTOS
O dia dos fiéis defuntos não é um dia de luto e de tristeza. É
dia da mais íntima comunhão com aqueles que “não perdemos,
porque simplesmente os mandámos à frente” (S. Cipriano). É dia
de esperança, porque sabemos que os nossos irmãos ressuscitarão
em Cristo para uma vida nova. É, sobretudo, dia de oração, que
se revestirá da maior eficácia, se a unirmos ao sacrifício de
reconciliação, a Eucaristia.
Na Eucaristia, com efeito, o sangue de Cristo lavará as culpas e
alcançará a misericórdia de Deus para os nossos irmãos que
adormeceram na paz com Ele, de modo que, acabada a sua
purificação, sejam admitidos no seu Reino.
3 de
Novembro
S.
Martinho de Porres
Filip 2, 12-18 / Sl 26, 1.4.13-14 / Lc 14, 25-33
Renúncia, abandono, cruz, burlas, derrotas. Os exemplos que
Jesus coloca são mais do que compreensíveis; mas essas
exigências dos primeiros versículos e do último são
recompensadas com a promessa da vitória final.
Seguir Jesus não é deixar alguma coisa, é encontrar-se.
Aqui estou, Senhor. Seguir-te-ei para onde quer que vás.
Custa muito seguir-te
Senhor, custa muito seguir-te; vejo muitas pegas e poucos
aliciantes. Apaixona-me esse modo de ser que tens, a tua
liberdade, o teu amor, o estares tão próximo dos pobres, a tua
honradez e a tua bondade. No fundo gostava de ser como tu, mas…
já sabes, sempre tenho um “mas”que é a minha barreira. Senhor,
ajuda-me a dizer-te: “Aqui estou, tu verás o que querres de
mim”.
J. Eleskano
4 de
Novembro
S. Carlos Borromeu
Filip 3, 3-8a / Sl 041, 2-7 / Lc 15, 1-10
O comportamento de Jesus com os considerados pecadores provoca
murmuração e escândalo nos fariseus. Ele esclarece o seu
comportamento com três parábolas. Hoje temos duas: a da ovelha
perdida e a da moeda extraviada.
A reacção desse pastor e dessa mulher manifestam a alegria de
Deus por um pecador que encontra o que tinha perdido na sua
vida. Deus ama-nos de tal maneira que faz loucuras por nós. E
que alegria a dele quando nós também nos alegramos!
Recito o Salmo 23: O Senhor é meu pastor.
ESTAMOS CHAMADOS
- a ter coragem perante a incredulidade;
- a encontrara novos métodos, inovadores, para proclamar a boa
nova de Jesus Cristo;
- a estar entusiasmados e apaixonados pela nossa fé comum;
- a estar motivados pela compaixão de Jesus para trabalhar
juntos aliviando os sofrimentos do mundo;
- a desafiara a injustiça no mundo e colocando-se ao lado dos
mais pobres.
5 de
Novembro
Filip 3, 17-4,1 / Sl 121,1-5 / Lc 16,1-8
A parábola do evangelho de hoje causa surpresa. Jesus põe como
modelo a astúcia de um mentiroso e ladrão. A última frase é
clarificadora; tinha dito noutra ocasião: sede simples como
pombas mas sagazes como serpentes.
Às vezes, os “filhos da luz” reduzem o evangelho a uma série de
esquemas e princípios, transformando assim o cristianismo em
pura ideologia e privando o reino de Deus da sua vitalidade e
eficácia.
Dá-me luz, Senhor, para distinguir simplicidade da tolice na
vivência da fé.
DIA INTERNACIONAL DO CUIDADO DA NATUREZA E DAS PESSOAS
A dura experiência do Kuwait fez que se dedicasse este dia ao
cuidado da natureza e das pessoas. Na guerra do Golfo em 1991,
as tropas iraquianas destruíram milhares de poços de petróleo no
Kuwait, o combustível ardeu no deserto ou chegou ao mar,
acabando com a pesca e destruindo o ecossistema. Por isso se pôs
este dia internacional como recordação da “difícil experiência,
quando a nossa região foi testemunha de conflitos militares e de
guerras cujas funestas consequências tiveram repercussões
adversas para o seu meio ambiente”.
6 de
Novembro
S. Nuno de
Santa Maria
Filip 4, 10-19 / Sl 111, 1-9 / Lc 16, 9-15
A parábola que ontem lemos conclui hoje com estes ditos a modo
de comentário feito por Jesus. Sou de confiança no encargo que
Jesus me dá de anunciar e construir o Reino de Deus?
7
de Novembro
DOMINGO XXXII DO TEMPO COMUM
2
Mac 7,1-2.9-14 / Sl 16, 1.5-6.8b / 2 Tes 2,16-3,5 / Lc 20, 27-38
Fé na Ressurreição
A
vida é eterna, definitiva. Jesus afirma a existência da vida
após a morte, contra os saduceus que não acreditavam na
ressurreição. Essa vida que perdura não é, como eles imaginavam,
uma mera prolongação da vida orgânica. Jesus diz que a “outra
vida” é diferente, ali ninguém se casa nem pode morrer. A partir
de agora há que preocupar-se por ser um bom cidadão do “outro
mundo”. O próprio Deus é o fundamento dessa nova realidade.
Porque é o Deus da vida, o Deus da Aliança. A fé e a esperança
na ressurreição devem traduzir-se num compromisso por defender a
vida. A fé na ressurreição não nos retira da história, ao
contrário, nos encarna mais profundamente nela, pois o sentido
último está na vida. Deus “não é um Deus de mortos mas de
vivos”. “Creio na ressurreição dos mortos e na vida erterna”.
8 de
Novembro
Tit 1, 1-9 / Sl 23, 1-6 / Lc 17, 1-6
Escândalo, perdão e fé; são os três temas do evangelho
de hoje. Escândalo: somos responsáveis de quem vive à
nossa volta. Perdão. Amar sem limites. Fé: com critérios
somente humanos é difícil viver o seguimento de Jesus.
Jesus falou em muitas ocasiões da necessidade de dar
testemunho. Mas testemunho autêntico. Supero os efeitos
negativos do escândalo com perdão e fé?
Senhor, aumenta a minha fé para poder perdoar sempre e
para viver com coerência e caridade para com o irmão.
CARTA A TITO
A carta dirigida a Tito reflecte a preocupação de lutar
contra os erros difundidos pelos falsos mestres e animar
a vida cristã dos fiéis. Insiste no papel daqueles que
têm a missão de coordenar a comunidade (os pastores) e
oferece algumas orientações para o seu ministério.
Poderia dizer-se que estamos na época da consolidação
das comunidades a partir de famílias bem estruturadas e
sob orientação firme de ministros escolhidos entre os de
melhor comportamento. Para ser presbítero, sacerdote, é
necessário ter um bom comportamento como pai de família.
9 de
Novembro
Dedicação da Basílica de Latrão
Ez
47, 1-2.8-9.12 / Sl 45, 2-3.5-6.8-9 / Jo 2, 13-22.
O Templo de Jerusalém era o orgulho do antigo Povo de Deus, pela
grandiosidade das suas linhas arquitectónicas. Contudo, deixou
de ter valor, e viria a desaparecer, com a vinda de Jesus, o
único e verdadeiro Templo, pois nele habita a plenitude da
divindade.
Desde que Jesus veio à terra, o culto deixou de estar ligado a
um lugar material, para ficar ligado a uma Pessoa. Por meio de
Cristo, temos acesso ao Pai. Dele nos vem todo o bem. As nossas
igrejas (edifícios) são sinais de Cristo e do seu Corpo Místico.
A BASÍLICA DE S. JOÃO DE LATRÃO
A Basílica de S. João de Latrão foi inicialmente dedicada ao
Salvador, mais tarde também a S. João Baptista e a S. João
Evangelista. Como se lê no seu frontispício ela é a “mãe e a
cabeça de todas as igrejas”. Na verdade o Bispo de Roma é ao
mesmo tempo o Sucessor de Pedro e, por isso, o perpétuo e
visível fundamento da unidade, não só dos bispos, mas também da
multidão dos fiéis” (LG 23).
À semelhança do que se passa com esta basílica, em relação à
Igreja universal, também em todas as dioceses se celebra, cada
ano, a Festa da dedicação da igreja catedral, à qual estão
ligadas todas as paróquias e comunidades, que constituem a
Igreja diocesana.
10
de Novembro
S. Leão Magno
Tit 3,1-7 / Sl 22, 1-6 / Lc 17, 11-19
Depois de ter sido curado, o samaritano regressa para conhecer
quem lhe tinha devolvido a saúde. Em Jesus reconhece o Senhor
(prostra-se a seus pés) e agradece-lhe o dom recebido.
Os passos do samaritano agradecido são um caminho de iniciação
cristã que todos os seguidores de Jesus deveriam percorrer para
continuar a crescer. Do que é que me senti curado?
Obrigado, Senhor!
11 de
Novembro
S. Martinho de Tours
Flm 7-20 / Sl 145, 7-10 / Lc 17, 20-25
Nestes poucos versículos do evangelho de hoje
reflecte-se uma grande tragédia: os fariseus têm olhos e
não vêem; olham para o céu e perdem de vista o que está
à frente do seu nariz: o Reino de Deus.
Que sinais me mostram que o Reino de Deus está dentro de
mim, que está entre nós, que está à nossa disposição?
Vede como se amam!
O ESCONDERIJO DE DEUS
Conta um conto que Deus estava cansado que as pessoas
lhe pedissem tantas coisas. Então disse: vou
esconder-me. Reuniu os seus conselheiros e disse-lhes:
Qual será o melhor lugar para me esconder? Alguns
disseram: Esconde-te na montanha mais alta da terra;
outros, no mais fundo do mar, nunca te encontrarão ali;
outros disseram, esconde-te do outro lado da lua. Então
Deus voltou-se para o seu anjo mais inteligente e
perguntou-lhe: Onde me aconselhas tu a esconder-me? E o
anjo inteligente e com humor respondeu-lhe: esconde-te
no coração humano. Esse é o único lugar onde eles nunca
te procurarão.
12
de Novembro
S. Josafat
2
Jo 4-9 / Sl 118, 1-2. 10-11. 17-18 / Lc 17, 26-37
O
evangelho de Lucas continua a falar da presença do reino de
Deus. Os judeus esperavam o dia de Javé, momento em que Deus
interviria de forma extraordinária na história. Jesus diz que
esse momento virá, mas que será imediato.
O evangelho convida-me a estar preparado para a visita de Deus.
Que me sugere esta leitura para a minha vida de cada dia?
Prepara, Senhor, o meu coração e tudo o que sou para que possa
acolher-te hoje em todas as pessoas!
A BÍBLIA
O
Sínodo dos Bispos recomendou a todos os fiéis a leitura assídua
da Escritura para que adquiram a ciência suprema de Jesus
Cristo, “pois desconhecer a Escritura é desconhecer Cristo”. A
Palavra de Deus é a primeira fonte de toda a espiritualidade
cristã. Ela alimenta uma relação pessoal com o Deus vivo e com a
sua vontade salvadora e santificadora. Recordem que a Sagrada
Escritura deve acompanhar a oração para que se realize o diálogo
de Deus com o homem, pois “a Deus falamos quando rezamos, a Deus
escutamos quando lemos as suas palavras”(DV 25).
13 de
Novembro
3 Jo 5-8 / Sl 111,1-6 / Lc 18, 1-8
Deus não fica surdo aos que clamam por Ele. Lucas assim no-lo
ensina na parábola da viúva insistente frente ao juiz injusto.
Há que continuar a gritar e a orar; com insistência, sem
desfalecer.
14 de
Novembro
DOMINGO XXXIII DO TEMPO ORDINÁRIO
Mal 3, 19-20a / Sl 97, 5-9 5 / 2 Tes 3,7-12 / Lc 21,5-19
Não medo mas sim Esperança
O que Jesus prediz da destruição do templo, da
perseguição e da luta no tempo imediato não é uma visão
catastrofista mas sim um ao discernimento, à lucidez e
serenidade, a dar testemunho, a ter confiança em Deus e
constância no trabalho e na missão. Perseverar é
aguentar, resistir, utilizar os dias enquanto se têm e
tal como se têm, dar à luz a vida com a vida. Essa vida
que não está nas pedras dos templos mas na comunidade
que vive e em cada pessoa convertida em templo de Deus.
“Perseguir-vos-ão, odiar-vos-ão por minha causa”; esta
afirmação parece estranha em ambientes tranquilos e
calmos. Será que o nosso evangelho não molesta ninguém
porque o desvirtuámos? Ou talvez porque não nos preocupa
muito conhecê-lo, vivê-lo e transmiti-lo?
15 de
Novembro
S. Alberto Magno
Ap
1, 1-4; 2, 1-5a / Sl 1, 1-6 / Lc 18, 35-43
No evangelho de hoje aparecem muitos personagens: a multidão, os
discípulos, Jesus e um cego. Jesus é o enviado para dar vista
aos cegos (Lc 4,18). A cegueira do homem sentado junto do
caminho da vida pode oferecer a luz aos discípulos, que sem ver
(Lc 18,34) seguem Jesus.
Os gritos de fé do cego podem servir-nos de modelo. O encontro
pessoal com Jesus muda-lhe a sua vida ao ponto de pôr-se a
segui-lo pelo caminho glorificando a Deus.
Senhor, eu creio, mas aumenta a minha fé e o meu compromisso.
16 de
Novembro
Ap
3, 1-6. 14-22 / Sl 14, 2-5 / Lc 19, 1-10
Zaqueu e Jesus encontram-se. Quem procurava quem? Da
curiosidade, Zaqueu passou ao acolhimento na sua casa e ao
compromisso com os pobres. Jesus revela-se como aquele que veio
para procurar e salvar o que estava perdido
Aproximo-me de Jesus para que transforme a minha vida? A que
compromissos me leva a minha fé?
Senhor, tem misericórdia de mim que sou um pecador.
17 de
Novembro
Ap 4,1-11 /
Sl 150, 1-6 / Lc 19, 11-28
Jesus conta esta parábola que fala de valores repartidos
gratuitamente. Quem os recebe não deve guardá-los mas trabalhar
com eles para que possam render. A seu tempo se lhe pedirá
contas.
O medo de perder impede-me de arriscar? As qualidades que recebi
devo empregá-las com valentia a favor do Evangelho.
Senhor Jesus, ajuda-me a valorizar os talentos que me deste e a
pô-los ao serviço dos outros.
ENCONTROS QUE DEIXAM MARCAS
Há pessoa que nos falam e nem as escutamos.
Há pessoas que nos ferem e não deixam cicatrizes.
Mas há pessoas que simplesmente aparecem na nossa vida e nos
marcam para toda a eternidade.
Cecília Meireles
18 de
Novembro
Dedicação das basílicas de S. Pedro e S. Paulo
Act
28, 11-16.30-31 / Sl 97, 1-6 / Mt 14, 22-33
A comunidade cristã depois da ressurreição e Ascensão do Senhor
encontra-se è mercê do mar e dos ventos; a perseguição é uma
realidade. Parece encontrar-se só, mas com ela está Jesus, o
Senhor do mar e de toda a criação.
Às vezes sou como Pedro, a minha valentia vê-se ameaçada e
necessito da mão de Jesus que dê firmeza à minha vacilação. Nas
suas mãos está a nossa vida e a vida da Igreja.
Ó Senhor salva-me que me afundo, vem em meu auxílio!
QUEM ÉS TU?
Torrente de água viva,
que sacias a sede dos desertos,
que fazes renascer o homem velho
como flor, como menino esperançado,
e convertes o Inverno em Primavera?
Espírito de Deus,
tu és todo dom,
tu és todo amor!
E. Stein
19 de
Novembro
Ap 10,8-11 /
Sl 118, 14.24.72.111.131 / Lc 19, 45-48
Lucas põe Jesus lamentando-se sobre Jerusalém porque não
reconhece o momento da sua passagem. Jesus devolve ao Templo o
seu lugar no meio do povo: é casa de oração, lugar de
proclamação.
Aproximo-me do templo para negociar com Deus ou para escutar o
seu Evangelho e descobrir a sua vontade?
Ó Senhor, que a minha oração não seja mercantil; quando rezo não
quero comprar a tua vontade, mas cumpri-la!
A BÍBLIA
Particular veneração merecem os escritos do Novo Testamento,
sobretudo os Evangelhos, que são “o coração de todas as
Escrituras”. Será de grande ajuda a meditação assídua dos textos
evangélicos e dos demais escritos que ilustram as palavras e os
exemplos de Cristo e da Virgem Maria. Convém que se proponha
esta prática aos membros do Povo de Deus promovendo escolas de
oração, de espiritualidade e de leitura orante da escritura, na
qual Deus “fala aos homens como amigos (Ex 33,11; Jo 15,14-15),
trata com eles (Bar 3,38) para os convidar e recebe-los na sua
companhia”.
Sínodo dos Bispos
20
de Novembro
Ap 11, 4-12
/ Sl 143, 1-2. 9-10 / Lc 20,27-40
O Deus de Jesus Cristo é o Deus da vida. É o Deus da aliança, e
nós somos os filhos de Deus que participam na ressurreição. A
ressurreição é uma forma de existência totalmente nova e
transformada, sendo o próprio Deus o fundamento dessa nova
realidade.
21
de Novembro
JESUS CRISTO, REI DO UNIVERSO
2 Sam 5,1-3 / Sl 121, 1-5 / Col 1, 12-20 / Lc 23, 35-43
Era burlesca a coroação de espinhos, mas assim foi
Cristo coroado como Rei. Toda a sua vida tinha reinado
entre a gente com a sua simplicidade, o seu ser
serviçal, estar e ser próximo. Também na Cruz é
reconhecido como rei por um condenado, O ladrão
crucificado ao seu lado foi o primeiro a perceber o que
significa “o meu Reino não é deste mundo”. E compreendeu
que esse Reino é o único que é válido: “Jesus, lembra-te
de mim quando chegares ao teu Reino”. E acertou: “Hoje
estarás comigo no paraíso”. Esse Reino não é meramente
celestial mas vai-se construindo aqui e agora seguindo o
caminho de Jesus. Quando tentamos construir sobre as
Bem-aventuranças, ali reina Jesus Cristo.
22
de Novembro
S. Cecília
Ap 14,1-3; 4b-5 / Sl 23, 1-6/ Lc 21,1-4
Convido-te a concluir o ano litúrgico reflectindo com o
último livro da Bíblia. O autor quer revelar algo
importante aos seus leitores. Hoje dirige-se à primeira
das sete igrejas: Éfeso.
Posso dizer que as obras de que fala o vidente da igreja
de Éfeso se encontram na minha comunidade e em mim?
Também abandonei o primeiro amor?
Senhor, faz com que eu veja a realidade e que reconheça
a realidade que me rodeia.
O LIVRO DO APOCALIPSE
O Apocalipse é o último livro da Bíblia e dele toma a
liturgia as leituras da última semana. O que nele está
escrito quer revelar a situação que estão vivendo os
cristãos no primeiro século e deseja fortalecer a sua
esperança com o triunfo de Jesus. O Apocalipse é uma
mensagem de esperança para os que são perseguidos. O que
aparentemente é derrota, debilidade e morte, em
realidade é a expressão da vitória de Jesus, é pedra
angular na construção do Reino, uma etapa na realização
do plano de Deus.
23
de Novembro
Ap
14, 14-19 / Sl 95, 10-13 / Lc 21, 5-11
O Apocalipse fala da ceifa e vindima com imagens sinistras, mas
por cima desses anjos com a foice na mão está o Cordeiro e a seu
inumerável séquito dos que estão salvos. Essa mensagem repete-se
no evangelho. Jesus infunde calma e segurança para esses
momentos finais.
Vejo o final da minha vida como destrutivo o reconstrutivo?
Perante esse final, espero ou desespero?
Senhor, dá-me lucidez para viver o presente com serenidade e
preparar o futuro com esperança.
24 de
Novembro
Ap 15,1-4 / Sl 97, 1-3.7-9 / Lc 21, 12-19
Depois das sete cartas às sete igrejas, João apresenta a glória
de Deus. O três vezes santo, o eterno, o que está a ponto de
chegar, vai iniciar a libertação do povo.
Tenho esse optimismo que tinha aquele João ao contemplar o mundo
que me rodeia?
Grandes e admiráveis são as vossas obras, Senhor, Deus soberano
de todas as coisas.
OS SÍMBOLOS DOS QUATRO EVANGELISTAS
Cada evangelista tem uma imagem. João uma águia. Lucas um toro.
Mateus um homem com asas. Marcos um leão. Isso vem do livro do
Apocalipse 4,7: são os quatro seres vivos que estão ao redor do
trono de Deus. O Apocalipse, por sua vez, inspira-se na visão
que teve o profeta Ezequiel 1,10. De João diz-se que o seu
pensamento é elevado como o voo de uma águia. Lucas começa o seu
evangelho com Zacarias, que estava oferecendo os sacrifícios de
touros da antiga aliança. A Mateus inspirou-lhe um anjo o seu
evangelho. De Marcos diz-se que o representa um leão porque
começa o seu evangelho no deserto onde Jesus viveu entre as
feras.
25 de
Novembro
Ap 18, 1-2.
21-23; 19, 1-3 / Sl 99,2-5 / Lc 21, 20-28
A figura do Cordeiro degolado, Cristo morto e ressuscitado,
convida a um banquete de núpcias; o choro converte-se em
cântico. À hora da verdade é o bem que vence o mal.
Choro, como João, porque penso que ninguém pode controlar a
história? João me está dizendo no Apocalipse que posso confiar
em Jesus; também hoje há sinais de esperança. Não os noto?
Abre, Senhor, os meus lábios e a minha boca proclamará o teu
louvor.
A VIOLÊNCIA DE GÉNERO
A República Dominicana em 1999, apoiada por mais de 60 governos,
solicitou à ONU a nomeação deste dia internacional da eliminação
da violência contra a mulher. O objectivo de estabelecer uma
data para esta causa é para que os governos e a comunidade
internacional levem a cabo acções concretas para acabar com a
violência de género.
26 de
Novembro
Ap 20, 1-4. 11-21,2 / Sl 83,3-8 / Lc 21, 29-33
Aparecem os novos céus e a nova terra como uma grande
sala onde se celebrarão as núpcias do Cordeiro. A
humanidade salva converte-se na esposa de Cristo.
Tudo me convida a olhar com optimismo e esperança feliz
a novidade que nos espera em Cristo: abrir os olhos
perante as derrotas para contemplar a vitória. Passar
pela morte para renascer à vida.
Senhor, ajuda-me a levantar os olhos e a descobrir a
morada de Deus com os homens.
A BÍBLIA
O Sínodo dos Bispos sobre a importância da Palavra de
Deus na vida e na missão da Igreja disse publicamente:
“Os Padres Sinodais manifestam o desejo de que o
ministério do leitorado se abra também às mulheres, de
modo que, na comunidade cristã, seja reconhecido o seu
papel de anunciadoras da Palavra”.
27 de
Novembro
Ap
22,1-7 / Sl 94, 1-7 / Lc 21, 34-36
O primeiro e o último livro da Bíblia estão presentes na leitura
de hoje. A árvore da vida, um rio de água, uns servos que vêem
face a face o Senhor, como Adão e Eva, como Moisés, como Cristo…
Com todas essas imagens que me foram apresentadas as visões do
Apocalipse, como não me hei-de animar-me a seguir o Cordeiro?
28 de
Novembro
DOMINGO
1º de Advento - CICLO A
Is 2, 1-5 / Sl 121, 1-9 / Rm 13, 11-14 / Mt 24,37-44
Beata Maria Helena Stollenwerk
Co-fundadora das Servas Missionárias do Espírito Santo
ESTAI ATENTOS
O
tempo litúrgico do Advento alerta-nos para as vindas do Senhor.
É o tempo de uma espera activa que tem muito que ver com a
vigilância e o “estar alerta” do evangelho. Aquele que vigia faz
talvez as mesmas coisas de cada dia, mas com mais interesse, com
mais densidade. Os rotineiros ficam-se pela superfície das
coisas, enquanto os vigilantes entram já pelo eterno. Se vivemos
vigilantes estaremos preparados para as três vindas do Senhor.
Porque o Senhor veio: é a vinda histórica da encarnação, por
meio de Maria. O Senhor virá: é a vinda escatológica, no final
dos tempos. Mas o Senhor também vem todos os dias e de muitas
maneiras até nós: na Palavra, no irmão, nos sacramentos… Há que
estar atentos a estas vindas.
29 de
Novembro
Is 4, 2-6 / Sl 121, 1-9 / Mt 8, 5-11
Jesus oferece-se para ir a casa de um estrangeiro. Os
judeus ficaram admirados pois pensavam que o Messias era
apenas enviado só para eles. Mateus diz que mais
admirado ficou Jesus ao ver a fé do centurião que o
tinha chamado.
Ninguém se deve considerar dono exclusivo da fé em Deus.
A boa nova que Jesus traz é que com ele todos somos povo
de Deus e o que nos põe em contacto com ele é uma fé
sincera e humilde.
Senhor, que a nossa fé não exclua ninguém. Que em ti
saibamos acolher a todos, independentemente da sua
condição.
30 de
Novembro
S. André, apóstolo
Rm 10, 9-18 / Sl 18, 2-5 / Mt 4, 18-22
André aceitou, juntamente com o seu irmão Simão Pedro a
novidade de vida que trazia Jesus e optou por viver na
liberdade dos filhos de Deus.
Esta oferta continua a valer para cada um de nós hoje:
basta acolher Jesus Cristo com fé, e logo converter-nos
em evangelizadores. Porque fazem falta pés, mãos,
línguas e corações que levem pelos caminhos do mundo a
palavra salvadora de Cristo.
Aqui estou, Senhor, para fazer a tua vontade!
HÁ LUGAR PARA TODOS
Não há que expulsar ninguém
Para que marques o teu lugar;
Pois quando o amor prepara o seu lugar
Prepara-o para todos
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