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1 de Novembro
Solenidade de
Todos os Santos
Ap 7, 2-4.9-14 / Sl 23, 1-6 / 1 Jo 3, 1-3 / Mt 5, 1-12a
O que começou por ser uma memória aos mártires no século
IV converteu-se mais tarde numa celebração a todos os
que foram consequentes com a fé. O Apocalipse menciona
144.000, número que designa todos. O Salmo reconhece que
“este é o grupo que busca o Senhor”. João chama-lhes
“filhos de Deus”. São todos aqueles que escolheram para
suas vidas o caminho traçado por Jesus nas
bem-aventuranças: escolheram ser pobres porque
descobriram o verdadeiro tesouro; aprenderam a chorar
porque acreditaram que toda a lágrima se transformará em
alegria; escolheram ser mansos porque assim se semeia a
bondade na terra; sofreram fome e sede de justiça porque
acreditaram na igualdade de todos; a misericórdia de
Deus levou-os a ser misericordiosos; aceitaram também
ser insultados por causa de Jesus porque viram n’Ele que
o caminho da luz passa através da cruz.
2 de
Novembro
Fiéis Defuntos
Jb 19, 1. 23-27 / Sl 27, 1.4.7-9a / 2 Cor 4, 14 – 5, 1 / Mt 11,
25-30
A
esperança da imortalidade e da ressurreição, que começou a
iluminar os homens no Antigo Testamento, dando-lhes força para
não sucumbirem na dor, atinge o seu termo em Jesus Cristo, morto
por nós e ressuscitado para nos comunicar a vida eterna.
Mediante a morte de Jesus Cristo, Deus reconciliou-nos consigo,
dando-nos a paz e a possibilidade de entrarmos na sua
intimidade. Fundamentada nos méritos de Cristo, a nossa
esperança nunca será iludida.
A vontade de Deus é que todos os homens sejam salvos. A salvação
alcança-se pela fé em Jesus Cristo.
O DIA DOS FIÉIS DEFUNTOS
O dia dos fiéis defuntos não é um dia de luto e de tristeza. É
dia da mais íntima comunhão com aqueles que “não perdemos,
porque simplesmente os mandámos à frente” (S. Cipriano). É dia
de esperança, porque sabemos que os nossos irmãos ressuscitarão
em Cristo para uma vida nova. É, sobretudo, dia de oração, que
se revestirá da maior eficácia, se a unirmos ao sacrifício de
reconciliação, a Eucaristia.
Na Eucaristia, com efeito, o sangue de Cristo lavará as culpas e
alcançará a misericórdia de Deus para os nossos irmãos que
adormeceram na paz com Ele, de modo que, acabada a sua
purificação, sejam admitidos no seu Reino.
3 de
Novembro
Rm 12, 5-16a / Sl 130, 1-3 / Lc 14, 15-24
Deus continua a chamar para a boda de seu Filho, mas repetem-se
as desculpas mesquinhas dos que estão fartos e não querem
partilhar a mesa com os pobres e os simples. E contudo, Deus
continua a convidar. Será grande a nossa admiração quando nos
virmos cegos, coxos, famintos, num festim que de nenhum modo
merecemos.
Como respondo ao convite de partilhar com os outros a minha vida
e a minha alegria?
Obrigado, Senhor, porque continuas a convidar-me com
insistência!
BEM-AVENTURADOS
Bem-aventurados os que sabem calar e escutar
porque aprenderão muitas coisas novas.
Bem-aventurados se levais a sério as coisas pequenas
e enfrentais com calma as grandes
porque chegareis longe na vida.
Bem-aventurados se apreciais um sorriso
e não pondes má cara face aos acontecimentos,
pois caminhareis pela vertente feliz da vida.
4 de
Novembro
Rm 13, 8-10 / Sl
111, 1-2.4-5.9 / Lc 14, 25-33
Jesus oferece aos que o seguem duas faces do ser cristão: a
alegria e a renúncia. E por esta ordem, porque ser discípulo não
é alguém que deixa algo, mas uma pessoa que se encontrou com
alguém. Este encontro faz mudar-lhe a escala de valores. O que
deixa não é renúncia, mas busca de um bem maior.
Será que para mim a vida cristã é pesada e triste? O que me
falta abandonar para seguir Jesus com alegria?
Quero seguir-Te; mas quando o caminho me seja insuportável,
leva-me em teus braços, Senhor!
ESTÁS DEPRIMIDO?
Não estás deprimido, estás distraído. Por isso pensas que
perdeste algo, o que é impossível, porque tudo te foi dado. Não
fizeste nem um só cabelo da tua cabeça, portanto não podes ser
dono de nada. Além disso, a vida não te tira coisas: liberta-te
de coisas…alivia-te para que voes mais alto, para que alcances a
plenitude. Do berço ao túmulo é uma escola; por isso, o que
chamas problemas, são lições. Não perdeste ninguém: quem morreu,
simplesmente foi à nossa frente, porque para lá vamos todos.
Além disso, o melhor dele, o amor, continua em teu coração.
5 de
Novembro
Rm 14, 7-12 / Sl 26, 1.4.13-14 / Lc 15, 1-10
Deus é misericórdia, é amor e é alegria. Por isso não se cansa
de esperar o filho que se foi embora e ao que embora estando em
casa nunca foi filho; por isso não cessa de varrer em busca da
dracma perdida; por isso busca a ovelha extraviada.
O que significa para mim que Deus é misericórdia, que é perdão,
que é alegria?
Senhor, ajuda-me a optar pela verdadeira alegria!
EVANGELIZADORAS COM S.PAULO
Nas primeiras comunidades cristãs encontramos mulheres que,
juntamente com os homens, exerciam serviços concretos: Paulo
chama a Júnia, apóstolo (Rm 16,7), a Febe diaconisa e protectora
da comunidade de Cêncreas, em Corinto (Rm 16,1-2). Algumas
mulheres fazem de suas casas igrejas domésticas: Lídia (Act 16,
14); Ninfa (Cl 4, 15); Cloé (1 Cor 1, 11); ou estando dedicando
a sua vida à causa do evangelho (Rm 16). Talvez o mesmo Espírito
que levou Paulo a defender a igualdade entre homem e mulher (Gl
3, 26) esteja a deixar ouvir a sua voz entre os que pedem para
as mulheres mais ministérios e responsabilidades na vida da
Igreja actual.
6 de
Novembro
Rm 15, 14-21 / Sl
97, 1-4 / Lc 16, 1-8
A parábola do evangelho de hoje causa surpresa. Jesus põe como
modelo a astúcia de um mentiroso e ladrão. A última frase é
clarificadora; tinha dito noutra ocasião: sede simples como
pombas mas sagazes como serpentes.
Às vezes, os “filhos da luz” reduzem o evangelho a uma série de
esquemas e princípios, transformando assim o cristianismo em
pura ideologia e privando o reino de Deus da sua vitalidade e
eficácia.
Dá-me luz, Senhor, para distinguir simplicidade da tolice na
vivência da fé.
DIA INTERNACIONAL DO CUIDADO DA NATUREZA E DAS PESSOAS
A dura experiência do Kuwait fez que se dedicasse este dia ao
cuidado da natureza e das pessoas. Na guerra do Golfo em 1991,
as tropas iraquianas destruíram milhares de poços de petróleo no
Kuwait, o combustível ardeu no deserto ou chegou ao mar,
acabando com a pesca e destruindo o ecosistema. Por isso se pôs
este dia internacional como recordação da “difícil experiência,
quando a nossa região foi testemunha de conflitos militares e de
guerras cujas funestas consequências tiveram repercussões
adversas para o seu meio ambiente”.
7 de Novembro
Rm 16, 3-9.16.22-27 / Sl 144, 2-5.10-11 / Lc 16, 9-15
A atitude face aos bens que aparece na explicação da parábola
que lemos no evangelho está reflectida em Paulo e nos
evangelizadores que menciona no final da carta aos Romanos que
lemos hoje. Posso incluir-me nesta lista?
Jesus insiste em que o nosso empenho deve ser posto muito mais
nos bens espirituais, o verdadeiro bem, pois não é possível ser
servo de Deus e simultaneamente do dinheiro.
8 de
Novembro
Domingo XXXII do TempoComum
1
Rs 17, 10-16 / Sl 145, 7-10 / Heb 9, 24-28 / Mc 12, 38-44
CONFIANÇA PLENA
A viúva pobre e desprotegida captou plenamente a essência do
evangelho: entrega total e incondicional nas mãos de Deus.
Frente a uma generosidade sensata e calculada, a observação de
Jesus é inquietante: “essa pobre viúva deu mais do que todos os
outros”. Curiosa aritmética! A moeda da viúva vale muito mais do
que as grandes quantidades dos ricos. O motivo é claro: “porque
estes deram do que lhes sobrava e ela deu tudo o que tinha para
viver”. A pobre viúva é uma das imagens mais formosas do próprio
Jesus. Ele foi quem deu mais do que ninguém a Deus e à
humanidade. Por isso, a viúva é a última personagem que o
evangelho de Marcos coloca diante dos nossos olhos antes da
paixão.
9 de
Novembro
Dedicação da Basílica de Latrão
1
Cor 3, 9c-11.16-17 / Sl 45, 2-3.5-6.8-9 / Jo 2, 13-22.
Todo o cristão, unido pela fé a Jesus Cristo (Pedra Viva)
participa na construção do novo povo de Deus, herdeiro dos
privilégios e títulos do antigo Israel. É portanto, uma pedra
viva do Templo espiritual, em que Deus habita. Evidentemente que
Cristo será sempre em virtude da sua morte, a Pedra fundamental,
essencial. Mas, se o cristão não viver a sua missão na Igreja,
ela demorará a crescer até atingir as dimensões da Humanidade.
O Templo de Jerusalém era o orgulho do antigo Povo de Deus, pela
grandiosidade das suas linhas arquitectónicas. Contudo, deixou
de ter valor, e viria a desaparecer, com a vinda de Jesus, o
único e verdadeiro Templo, pois nele habita a plenitude da
divindade.
Desde que Jesus veio à terra, o culto deixou de estar ligado a
um lugar material, para ficar ligado a uma Pessoa. Por meio de
Cristo, temos acesso ao Pai. Dele nos vem todo o bem. As nossas
igrejas (edifícios) são sinais de Cristo e do seu Corpo Místico.
A BASÍLICA DE S. JOÃO DE LATRÃO
A Basílica de S. João de Latrão foi inicialmente dedicada ao
Salvador, mais tarde também a S. João Baptista e a S. João
Evangelista. Como se lê no seu frontispício ela é a “mãe e a
cabeça de todas as igrejas”. Na verdade o Bispo de Roma é ao
mesmo tempo o Sucessor de Pedro e, por isso, o perpétuo e
visível fundamento da unidade, não só dos bispos, mas também da
multidão dos fiéis” (LG 23).
À semelhança do que se passa com esta basílica, em relação à
Igreja universal, também em todas as dioceses se celebra, cada
ano, a Festa da dedicação da igreja catedral, à qual estão
ligadas todas as paróquias e comunidades, que constituem a
Igreja diocesana.
10 de Novembro
Sb 2, 23 – 3, 9 / Sl 33, 2-3 / Lc 17, 7-10
Os fariseus tinham-se convencido de que eram as suas boas obras
que concediam o mérito diante de Deus. O ensinamento do
evangelho de hoje destrói este ensinamento. Não se ganha a Deus
com méritos. Servimos a Deus com amor gratuito.
Sou importante mas não imprescindível. Deus conta comigo, mas
não passa folha de salário nem factura. Nem se deixa comprar nem
vender.
Ó Senhor, que saiba fazer o meu trabalho e deixar o resto nas
tuas mãos!
O LIVRO DA SABEDORIA
O livro da Sabedoria donde se toma a 1ª leitura desta semana,
foi escrito em Alexandria, uma cidade brilhante do Egipto.
Alguns judeus que tinham emigrado para aquele país abandonaram a
fé deixando-se arrastar pelos costumes gregos. Neste ambiente, o
livro pretende um duplo objectivo: primeiro, manter e fortalecer
os judeus na sua própria Sabedoria, na sua fé, nos seus
costumes; e em segundo lugar, oferecer estas reflexões aos
gregos, numa cidade onde conviviam muitas ofertas de felicidade.
11 de Novembro
S.
Martinho de Tours
Sb
6, 2-12 / Sl 81, 3-4.6-7 / Lc 17, 11-19
Depois de ter sido curado, o samaritano regressa para conhecer
quem lhe tinha devolvido a saúde. Em Jesus reconhece o Senhor
(prostra-se a seus pés) e agradece-lhe o dom recebido.
Os passos do samaritano agradecido são um caminho de iniciação
cristã que todos os seguidores de Jesus deveriam percorrer para
continuar a crescer. Do que é que me senti curado?
Obrigado, Senhor!
OS SAMARITANOS
Os Samaritanos são os habitantes da Samaria, região que está
entre a Judeia e a Galileia. Durante o domínio dos Assírios,
construíram um templo no monte Garizim e introduziram o culto a
vários deuses em toda a região, e assim se perdeu a identidade
religiosa israelita. Com isso vieram também as tensões com
Jerusalém. Os evangelhos mencionam várias vezes essa região e
Jesus fala de personagens samaritanos em parábolas (Lc 10), em
curas (Lc 17) e em catequeses (Jo 4).
12 de
Novembro
Sb 7, 22 – 8, 1 / Sl 118, 89-91.130.135.175 / Lc 17, 20-25
No tempo de Jesus esperava-se o grande dia do reino de Javé, dia
da restauração de Israel. Os fariseus perguntavam a Jesus por
esse dia com a sua data exacta. Jesus responde de modo
imprevisível: “ o reino de Deus está em vós”.
A resposta que Jesus deu aos fariseus é válida também para nós,
hoje. Basta que o queiramos reconhecer e respondamos
confiadamente com a nossa vida à sua mensagem.
Teu reino é vida, teu reino é amor. Venha até nós o teu reino,
Senhor!
OS FARISEUS
Os fariseus são um grupo de judeus piedosos do tempo de Jesus.
Também eles propunham viver a pureza da fé, mas reduzida ao
cumprimento exacto da lei de Moisés. Não aceitavam as mudanças
sociais e religiosas que propunham os gregos com a sua cultura
helenista. Também não viam com bons olhos a proposta de Jesus:
lei, sim, mas a lei do amor. Por isso cada vez mais se
distanciavam uns dos outros. O confronto mais forte entre
fariseus e cristãos está reflectido nos escritos de Paulo e
também nos evangelhos.
13 de
Novembro
Sb 13, 1-9 /
Sl 18, 2-5 / Lc 17, 26-37
O evangelho de Lucas continua a falar da presença do reino de
Deus. Os judeus esperavam o dia de Javé, momento em que Deus
interviria de forma extraordinária na história. Jesus diz que
esse momento virá, mas que será imediato.
O evangelho convida-me a estar preparado para a visita de Deus.
Que me sugere esta leitura para a minha vida de cada dia?
Prepara, Senhor, o meu coração e tudo o que sou para que possa
acolher-te hoje em todas as pessoas!
CAMINHAR EM DIRECÇÃO A DEUS
Caminhar em direcção a Deus, como nos indicam as leituras da
liturgia deste mês, não é avançar para um futuro incerto, mas
caminhar pela mão de Cristo em direcção a Deus; dirigir-se para
a meta levando connosco um grande número de irmãos e irmãs.
14 de
Novembro
Sb 18, 14-16.; 19, 6-9 / Sl 104, 2-3.36-37.42-43 / Lc
18, 1-8
Deus não fica surdo aos que clamam por Ele. Lucas assim
no-lo ensina na parábola da viúva insistente frente ao
juiz injusto. Há que continuar a gritar e a orar; com
insistência, sem desfalecer.
15 de
Novembro
Domingo XXXIII do Tempo Comum
Dn
12, 1-3 / Sl 15, 5.8-11 / Heb 10, 11-14.18 / Mc 13, 24-32
VEM, SENHOR JESUS!
O evangelho do penúltimo domingo do ano litúrgico dá uma
mensagem orientada para o futuro. Mas os ensinamentos de Jesus
não estão orientados para o como e o quando será esse futuro.
Diz-nos: a humanidade nasceu para o radiante amanhecer em que
Jesus virá, organizará tudo e isso será a vida eterna
definitiva.
Os crentes devem esperar o Senhor com grande confiança. Os
tempos difíceis não devem atemorizar-nos nem acabar com a nossa
esperança. Embora não saibamos nem o dia nem a hora,
preparamo-nos para viver na espera da vinda do Senhor, como se
preparam as árvores na Primavera, esperando que o Verão as
encontre cheias de ramos tenros, de folhas e de flores.
Para aproximar em tempo e em atitudes esse dia do Senhor (da
nova humanidade), o cristão tem que estar solidamente alimentado
pelo princípio da Esperança.
16 de
Novembro
1
Mac 1, 10-15.41-45.55-57.62-64 / Sl 118, 53. 61.134.150.155.158
/ Lc 18, 35-43
A insistência confiante do cego faz que recupere a vista e a
actividade: seguiu Jesus, glorificando a Deus.
A cegueira deste homem, sentado junto ao caminho da vida,
oferece luz à obscuridade dos discípulos de então e de agora. A
sua fé pode ser modelo para mim.
Ó, Senhor, também eu te grito: que eu veja!
A TOLERÂNCIA
Berthold Bretch viu assim a intolerância nazi no seu poema:
AGORA LEVAM-ME A MIM
Primeiro levaram os comunistas
Mas eu não me importei
Porque não o era.
Em seguida levaram uns operários
Mas eu não me importei
Porque também não o era.
Depois prenderam os sindicalistas
Mas eu não me importei
Porque eu não sou sindicalista.
Em seguida prenderam uns sacerdotes
Mas como não sou religioso
Também não me importei
Agora levam-me a mim, mas já é tarde.
17 de
Novembro
2 Mac 6,
18-31 / Sl 3, 2-7 / Lc 19, 1-10
Zaqueu manifesta uma curiosidade e Jesus satisfê-la: “Baixa,
Zaqueu, hoje tenho que alojar-me em tua casa”.
Zaqueu escutou a chamada do Senhor e abriu-lhe a porta da sua
casa, a caixa dos seus tesouros e a conversão do seu coração.
Compreendeu muito bem o que significa encontrar-se com Jesus e
deixá-lo entrar na sua vida.
Não sou digno de que entres na minha casa, mas uma palavra tua
bastará para curar-me!
A PERSONAGEM DE HOJE
Quem busca a quem, Zaqueu a Jesus ou Jesus a Zaqueu? Tal como
no-lo apresenta Lucas, esta personagem é malvista pelos seus
contemporâneos: “chefe de publicanos e rico” com o que isso
significava para os pobres contribuintes. Além disso era baixo
em sentido físico e moral. Eram precisamente esses que Jesus ia
buscando. Este relato de Lucas é como uma actualização das
parábolas da misericórdia na vida de Jesus. Zaqueu é como a
ovelha perdida, a moeda perdida, o filho que estava perdido… E
Deus não parou até dar com ele.
18 de
Novembro
Dedicação das Basílicas dos apóstolos Pedro e Paulo
Act 28, 11-16.30-31 / Sl 97, 1-6 / Mt 14, 22-33
A comunidade cristã depois da ressurreição e Ascensão do Senhor
encontra-se è mercê do mar e dos ventos; a perseguição é uma
realidade. Parece encontrar-se só, mas com ela está Jesus, o
Senhor do mar e de toda a criação.
Às vezes sou como Pedro, a minha valentia vê-se ameaçada e
necessito da mão de Jesus que dê firmeza à minha vacilação. Nas
suas mãos está a nossa vida e a vida da Igreja.
Ó Senhor salva-me que me afundo, vem em meu auxílio!
QUEM ÉS TU?
Torrente de água viva,
que sacias a sede dos desertos,
que fazes renascer o homem velho
como flor, como menino esperançado,
e convertes o Inverno em Primavera?
Espírito de Deus,
tu és todo dom,
tu és todo amor!
E. Stein
19 de
Novembro
1 Mac 2,
15-29 / Sl 49, 1-2.5-6.14-15 / Lc 19, 41-44
As leituras de hoje expressam tragédia: a dos Macabeus apresenta
a rebelião de Matatias e a sua família contra o rei sacrílego
Antíoco; a de Lucas apresenta Jesus a lamentar-se sobre
Jerusalém porque não reconhece o momento da passagem de Jesus, a
salvação, a paz.
Pode ser que também eu não saiba reconhecer a passagem de Deus
pela minha vida de cada dia. Se tomar a Palavra de Deus como luz
que ilumina o meu caminho, verei com mais claridade os meus
irmãos.
Ilumina-me, Senhor, com o teu Espírito!
O LIVRO DOS MACABEUS
O livro dos Macabeus, escrito cerca do ano 100 a.C. relata a
epopeia de Judas Macabeu e dos seus irmãos, Jonatã e Simão.
Considera que a luta empreendida por estes heróis é a
continuação da guerra santa dos tempos dos juízes e dos reis. Os
Macabeus são os autênticos defensores da lei. O autor quer fazer
uma história sagrada na linha dos profetas anteriores e
mostra-nos Deus a libertar o seu povo e salvando-o da desgraça
em que o pecado o tinha lançado.
20 de Novembro
1 Mac 4,
36-37. 52-59 / Sl 1 Cr 29, 10-12 / Lc 19, 45-48
Jesus devolve ao Templo o seu lugar no meio do povo: é casa de
oração, lugar de proclamação. O seu gesto desperta a ira nos
dirigentes do povo que maquinam como acabar com Ele.
Ser profeta traz consigo jogar a vida ao defender o que se
experimenta como vontade de Deus. Já alguma vez a minha vida ou
fama correu perigo por defender a verdade?
Ó Senhor, que a minha oração não seja mercantil; quando rezo não
quero comprar a tua vontade, mas cumpri-la!
21 de Novembro
Apresentação de Nossa Senhora
1
Mac 6, 1-13 / Sl 9, 2-4.16.19 / Lc 20, 27-40
Deus é o Deus da vida. É o Deus da aliança, o Deus de Jesus
Cristo e nós somos os filhos de Deus que participam na
ressurreição. A ressurreição é uma forma de existência
totalmente nova e transformada, sendo o próprio Deus o
fundamento dessa nova realidade.
22 de Novembro
Jesus Cristo, Rei do Universo
Dn
7, 13-14 / Sl 92, 1-2.5 / Ap 1, 5-8 / Jo 18, 33-37
DOMINGO DE CRISTO REI
Jesus reconhece-se como rei quando o têm preso diante de
Pilatos. Todo um mistério. De que poder se trata? Do poder que
serve, que promove a vida, que dá prioridade aos desprezados e
que entrega a própria vida por amor. Cristo é rei, mas não à
maneira deste mundo. Não tem súbditos, mas discípulos que
escutam a sua voz e o seguem. Reina sem governar. O seu reinado
não se fundamenta no poder, mas no serviço. Reina a partir da
Cruz “para que tenham vida e a tenham em abundância”.
Os que aceitam Jesus como rei têm a missão de viver e trabalhar
para que a verdade deste rei confronte e vença as instituições e
os valores injustos. Como dizia Unamuno, “verdade não é o que
faz pensar, mas o que faz viver”. A Igreja, só quando se
despojar do poder temporal tem autoridade para anunciar a
“justiça, a paz, a fraternidade, o amor, a verdade e a vida, a
graça e a santidade”, como proclama o prefácio desta solenidade
de Cristo Rei.
23 de Novembro
Dn
1, 1-6.8-20 / Sl 3, 52-56 / Lc 21, 1-4
Nesta última semana do ano litúrgico vamos orar com o texto da
primeira leitura, que nos oferece o livro apocalíptico de
Daniel. Diz que o rei Nabucodonosor introduz no seu governo
quatro jovens judeus. Sem sabê-lo, o rei está levando a cabo o
plano de Deus, que age através destes quatro jovens.
O facto de que Deus leve por diante o seu plano não é motivo
para que abandonemos o discernimento. Isto só nos dá certeza que
no final e apesar das limitações humanas, o seu projecto de amor
seguirá em frente.
Ó Senhor, dá-me o valor e a fé de Daniel para que em mim se
realizem os teus planos!
O LIVRO DE DANIEL
O objectivo de Daniel era lançar uma mensagem de consoloção aos
exilados na Babilónia, animar a resistência e manter a
esperança. A linguagem desta literatura apocalíptica abunda em
expressões misteriosas e seres estranhos. Deus aparece como
Senhor e soberano da história. Com relatos triunfais na primeira
parte, a segunda (7 - 12) descreve uma série de visões nas quais
o sábio Daniel vê como Deus triunfará dos malvados graças à
intervenção de um Filho do homem que virá sobre as nuvens do
céu.
24 de
Novembro
Dn 2, 31-45
/ Sl Dn 3, 57-61 / Lc 21, 5-11
O sábio Daniel interpreta um sonho do rei, que vê uma estátua
enorme de distintos metais. Uma pedra que se desprende do monte
destrói essa estátua. Significa o senhorio eterno de Deus que
acabará com todo o domínio humano.
Hoje Deus também se pode servir de imagens, acontecimentos ou
personagens para anunciar a chegada do seu reino. Terei que
prestar muita atenção para captar a sua mensagem e a minha
responsabilidade.
Dá-me, Senhor, um espírito de Sabedoria e discernimento!
QUEM PODERÁ SUBIR?
Poderá subir ao monte do Senhor
Aquele que tiver alma de criança
Se deixe levar nos braços de seu Pai
E alentar pelo vento do Espírito.
Poderá subir quem se sinta
Atraído para o alto
Quem de verdade deseja elevar-se
Com fome e sede de beleza, de justiça
Desapegado de cadeias consumistas.
Poderá subir quem tenha capacidade de assombro
Quem ponha o coração nas coisas do alto
E aguente o cansaço, o desalento,
E entre sem medo por entre as nuvens do céu.
Do Salmo 24
25 de
Novembro
Dn 5,
1-6.13-14.16-17.23-28 / Dn 3, 62-67 / Lc 21, 12-19
O livro de Daniel diz que ninguém era capaz de interpretar o
escrito que aparece diante de Baltasar e dos seus convidados no
banquete. No relato aparece Daniel, um judeu que sabe ler e
interpretar os sinais de Deus.
Este relato recorda-nos a impossibilidade humana de compreender
os desígnios de Deus: a nossa história, muitas vezes,
apresenta-se-nos como um livro selado com sete selos. E a mim
quem me lê hoje esses sinais?
Ilumina-me, Senhor, com o teu Espírito!
A VIOLÊNCIA DE GÉNERO
A República Dominicana em 1999, apoiada por mais de 60 governos,
solicitou à ONU a nomeação deste dia internacional da eliminação
da violência contra a mulher. O objectivo de estabelecer uma
data para esta causa é para que os governos e a comunidade
internacional levem a cabo acções concretas para acabar com a
violência de género.
26 de
Novembro
Dn
6, 11-27 / Sl Dn 3, 68-74 / Lc 21, 20-28
Daniel, apesar da proibição do rei, continua a rezar ao Senhor.
Por causa disso é acusado e o rigor da lei cai sobre ele; mas
Deus salva-o das garras dos leões e o rei reconhece o Deus de
Daniel.
Hoje não existem proibições explícitas que nos proíbam de orar
mas não encontramos tempo nem motivos para rezar. Será que
dedico algum tempo para escutar a Deus, ler a sua palavra e
dar-lhe uma resposta?
Fala, Senhor que o teu servo escuta!
O CÂNTICO DOS TRÊS JOVENS
Bendito sejas, Senhor, Deus de nossos pais:
- digno de louvor e glória eternamente!
Bendito seja o teu nome santo e glorioso:
- digno de supremo louvor e exaltação eternamente!
Bendito sejas no templo da tua santa glória:
- digno de supremo louvor e glória eternamente!
Obras do Senhor, bendizei todas o Senhor:
- a Ele a glória e o louvor eternamente!
Céus, bendizei o Senhor:
- a Ele a glória e o louvor eternamente!
Anjos do Senhor, bendizei o Senhor:
- a Ele a glória e o louvor eternamente!
Águas que estais acima dos céus, bendizei o Senhor:
- a Ele a glória e o louvor eternamente!
Vós, seres humanos, bendizei o Senhor:
- a Ele a glória e o louvor eternamente!
Vós, os piedosos, bendizei o Senhor, Deus dos deuses,
louvai-o, glorificai-o,
porque a sua misericórdia é eterna!
27 de
Novembro
Dn
7, 2-14 / Sl Dn 3, 75-81 / Lc 21, 29-33
A leitura de hoje apresenta a célebre visão apocalíptica de
Daniel: as quatro feras, o ancião e o filho de homem.
A passagem revela que o mal não tem a última palavra. É certo
que o poder do mal infunde terror aos crentes, mas existe outro
poder que não tem limites: o do ancião que entrega o senhorio
eterno ao Filho do homem. Nós optámos por esse Filho de homem.
Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo!
A DISCUSSÃO DAS SETE CORES
Um dia as cores discutiam entre si sobre a importância de cada
uma delas. O verde alegava ser a cor da vida e da esperança, a
mais abundante na natureza; o azul reivindicava ser a cor da
água e do céu; o amarelo dizia ser a cor do sol, da vitalidade e
da alegria; a cor de laranja que era a cor da saúde, da vitamina
e da força; o vermelho ressaltava a sua paixão e o seu fogo; a
púrpura dizia que era a cor da nobreza e do poder; o anil era a
cor do silêncio e da oração… A chuva que estava a ouvir a
discussão, interveio com toda a força. As cores misturaram-se
entre si e se fundiram numa só. Quando a chuva se retirou,
apareceram as cores formando um formoso arco-íris.
28 de
Novembro
Beata
Maria Helena Stollenwerk
Co-fundadora das Servas Missionárias do Espírito Santo
Dn 7, 15-27 / Sl Dn 3, 82-87 / Lc 21, 34-36
Alguns crentes em Javé sofrem perseguição por parte de Antíoco
IV Epifanes. Esta passagem do livro de Daniel assegura-lhes a
vitória final se se mantêm fiéis na sua fé.
Manter-se fiéis é velar para que a agitação de cada dia não nos
impeça de reconhecer os sinais do Senhor que fala e continua a
pedir-nos fidelidade.
29 de
Novembro
I Domingo do Advento
Jr
33, 14-16 / Sl 24, 4-5.8-10.14 / 1 Ts 3, 12 – 4, 2 / Lc 21,
25-28
ESPERANÇA NA LIBERTAÇÃO QUE ESTÁ PRÓXIMA
Não queremos preparar o Natal só com a azáfama da compra de
muitas coisas. Queremos que estas quatro semanas do Advento
sejam um tempo propício para renovar a esperança de que a paz e
a justiça podem ser uma realidade. Sabemos que quando Jesus vier
não nos defraudará. Se os melhores sonhos da humanidade se
tornaram realidade nele, por que não em nós? Por isso reavivemos
a nossa esperança. O Senhor nossa Justiça, unirá as nossas
vontades na prática dos direitos humanos. Este mundo violento e
inumano encontrará caminhos de paz e humanidade. Está desperto
caso chamem à tua porta, ou melhor, abre a tua porta
reencontra-te com o horizonte da vida solidária.
30 de
Novembro
S. André, apóstolo
Rm
10, 9-18 / Sl 18, 2-5 / Mt 4, 18-22
André aceitou, juntamente com o seu irmão Simão Pedro a novidade
de vida que trazia Jesus e optou por viver na liberdade dos
filhos de Deus.
Esta oferta continua a valer para cada um de nós hoje: basta
acolher Jesus Cristo com fé, e logo converter-nos em
evangelizadores. Porque fazem falta pés, mãos, línguas e
corações que levem pelos caminhos do mundo a palavra salvadora
de Cristo.
Aqui estou, Senhor, para fazer a tua vontade!
HÁ LUGAR PARA TODOS
Não há que expulsar ninguém
Para que marques o teu lugar;
Pois quando o amor prepara o seu lugar
Prepara-o para todos.
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