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  Leitura crente da Bíblia: Novembro

 

 

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1 de Novembro

Solenidade de Todos os Santos

Ap 7, 2-4.9-14 / Sl 23, 1-6 / 1 Jo 3, 1-3 / Mt 5, 1-12a

O que começou por ser uma memória aos mártires no século IV converteu-se mais tarde numa celebração a todos os que foram consequentes com a fé. O Apocalipse menciona 144.000, número que designa todos. O Salmo reconhece que “este é o grupo que busca o Senhor”. João chama-lhes “filhos de Deus”. São todos aqueles que escolheram para suas vidas o caminho traçado por Jesus nas bem-aventuranças: escolheram ser pobres porque descobriram o verdadeiro tesouro; aprenderam a chorar porque acreditaram que toda a lágrima se transformará em alegria; escolheram ser mansos porque assim se semeia a bondade na terra; sofreram fome e sede de justiça porque acreditaram na igualdade de todos; a misericórdia de Deus levou-os a ser misericordiosos; aceitaram também ser insultados por causa de Jesus porque viram n’Ele que o caminho da luz passa através da cruz.
 


2 de Novembro

Fiéis Defuntos

Jb 19, 1. 23-27 / Sl 27, 1.4.7-9a / 2 Cor 4, 14 – 5, 1 / Mt 11, 25-30.

A esperança da imortalidade e da ressurreição, que começou a iluminar os homens no Antigo Testamento, dando-lhes força para não sucumbirem na dor, atinge o seu termo em Jesus Cristo, morto por nós e ressuscitado para nos comunicar a vida eterna.

Mediante a morte de Jesus Cristo, Deus reconciliou-nos consigo, dando-nos a paz e a possibilidade de entrarmos na sua intimidade. Fundamentada nos méritos de Cristo, a nossa esperança nunca será iludida.

A vontade de Deus é que todos os homens sejam salvos. A salvação alcança-se pela fé em Jesus Cristo.

O DIA DOS FIÉIS DEFUNTOS

O dia dos fiéis defuntos não é um dia de luto e de tristeza. É dia da mais íntima comunhão com aqueles que “não perdemos, porque simplesmente os mandámos à frente” (S. Cipriano). É dia de esperança, porque sabemos que os nossos irmãos ressuscitarão em Cristo para uma vida nova. É, sobretudo, dia de oração, que se revestirá da maior eficácia, se a unirmos ao sacrifício de reconciliação, a Eucaristia.
Na Eucaristia, com efeito, o sangue de Cristo lavará as culpas e alcançará a misericórdia de Deus para os nossos irmãos que adormeceram na paz com Ele, de modo que, acabada a sua purificação, sejam admitidos no seu Reino.

 


3 de Novembro

S. Martinho de Porres


Filip 2, 12-18 / Sl 26, 1.4.13-14 / Lc 14, 25-33

Renúncia, abandono, cruz, burlas, derrotas. Os exemplos que Jesus coloca são mais do que compreensíveis; mas essas exigências dos primeiros versículos e do último são recompensadas com a promessa da vitória final.
Seguir Jesus não é deixar alguma coisa, é encontrar-se.
Aqui estou, Senhor. Seguir-te-ei para onde quer que vás.


Custa muito seguir-te

Senhor, custa muito seguir-te; vejo muitas pegas e poucos aliciantes. Apaixona-me esse modo de ser que tens, a tua liberdade, o teu amor, o estares tão próximo dos pobres, a tua honradez e a tua bondade. No fundo gostava de ser como tu, mas… já sabes, sempre tenho um “mas”que é a minha barreira. Senhor, ajuda-me a dizer-te: “Aqui estou, tu verás o que querres de mim”.

J. Eleskano

 


4 de Novembro

S. Carlos Borromeu


Filip 3, 3-8a / Sl 041, 2-7 / Lc 15, 1-10

O comportamento de Jesus com os considerados pecadores provoca murmuração e escândalo nos fariseus. Ele esclarece o seu comportamento com três parábolas. Hoje temos duas: a da ovelha perdida e a da moeda extraviada.

A reacção desse pastor e dessa mulher manifestam a alegria de Deus por um pecador que encontra o que tinha perdido na sua vida. Deus ama-nos de tal maneira que faz loucuras por nós. E que alegria a dele quando nós também nos alegramos!

Recito o Salmo 23: O Senhor é meu pastor.


ESTAMOS CHAMADOS

- a ter coragem perante a incredulidade;
- a encontrara novos métodos, inovadores, para proclamar a boa nova de Jesus Cristo;
- a estar entusiasmados e apaixonados pela nossa fé comum;
- a estar motivados pela compaixão de Jesus para trabalhar juntos aliviando os sofrimentos do mundo;
- a desafiara a injustiça no mundo e colocando-se ao lado dos mais pobres.

 


5 de Novembro
 

Filip 3, 17-4,1 / Sl 121,1-5 / Lc 16,1-8

A parábola do evangelho de hoje causa surpresa. Jesus põe como modelo a astúcia de um mentiroso e ladrão. A última frase é clarificadora; tinha dito noutra ocasião: sede simples como pombas mas sagazes como serpentes.

Às vezes, os “filhos da luz” reduzem o evangelho a uma série de esquemas e princípios, transformando assim o cristianismo em pura ideologia e privando o reino de Deus da sua vitalidade e eficácia.

Dá-me luz, Senhor, para distinguir simplicidade da tolice na vivência da fé.

DIA INTERNACIONAL DO CUIDADO DA NATUREZA E DAS PESSOAS

A dura experiência do Kuwait fez que se dedicasse este dia ao cuidado da natureza e das pessoas. Na guerra do Golfo em 1991, as tropas iraquianas destruíram milhares de poços de petróleo no Kuwait, o combustível ardeu no deserto ou chegou ao mar, acabando com a pesca e destruindo o ecossistema. Por isso se pôs este dia internacional como recordação da “difícil experiência, quando a nossa região foi testemunha de conflitos militares e de guerras cujas funestas consequências tiveram repercussões adversas para o seu meio ambiente”.
 


6 de Novembro

S. Nuno de Santa Maria

Filip 4, 10-19 / Sl 111, 1-9 / Lc 16, 9-15

A parábola que ontem lemos conclui hoje com estes ditos a modo de comentário feito por Jesus. Sou de confiança no encargo que Jesus me dá de anunciar e construir o Reino de Deus?

 



7 de Novembro

DOMINGO XXXII DO TEMPO COMUM

2 Mac 7,1-2.9-14 / Sl 16, 1.5-6.8b / 2 Tes 2,16-3,5 / Lc 20, 27-38

Fé na Ressurreição

A vida é eterna, definitiva. Jesus afirma a existência da vida após a morte, contra os saduceus que não acreditavam na ressurreição. Essa vida que perdura não é, como eles imaginavam, uma mera prolongação da vida orgânica. Jesus diz que a “outra vida” é diferente, ali ninguém se casa nem pode morrer. A partir de agora há que preocupar-se por ser um bom cidadão do “outro mundo”. O próprio Deus é o fundamento dessa nova realidade. Porque é o Deus da vida, o Deus da Aliança. A fé e a esperança na ressurreição devem traduzir-se num compromisso por defender a vida. A fé na ressurreição não nos retira da história, ao contrário, nos encarna mais profundamente nela, pois o sentido último está na vida. Deus “não é um Deus de mortos mas de vivos”. “Creio na ressurreição dos mortos e na vida erterna”.
 


8 de Novembro

Tit 1, 1-9 / Sl 23, 1-6 / Lc 17, 1-6

Escândalo, perdão e fé; são os três temas do evangelho de hoje. Escândalo: somos responsáveis de quem vive à nossa volta. Perdão. Amar sem limites. Fé: com critérios somente humanos é difícil viver o seguimento de Jesus.

Jesus falou em muitas ocasiões da necessidade de dar testemunho. Mas testemunho autêntico. Supero os efeitos negativos do escândalo com perdão e fé?

Senhor, aumenta a minha fé para poder perdoar sempre e para viver com coerência e caridade para com o irmão.


CARTA A TITO

A carta dirigida a Tito reflecte a preocupação de lutar contra os erros difundidos pelos falsos mestres e animar a vida cristã dos fiéis. Insiste no papel daqueles que têm a missão de coordenar a comunidade (os pastores) e oferece algumas orientações para o seu ministério. Poderia dizer-se que estamos na época da consolidação das comunidades a partir de famílias bem estruturadas e sob orientação firme de ministros escolhidos entre os de melhor comportamento. Para ser presbítero, sacerdote, é necessário ter um bom comportamento como pai de família.
 


9 de Novembro

Dedicação da Basílica de Latrão

Ez 47, 1-2.8-9.12 / Sl 45, 2-3.5-6.8-9 / Jo 2, 13-22.


O Templo de Jerusalém era o orgulho do antigo Povo de Deus, pela grandiosidade das suas linhas arquitectónicas. Contudo, deixou de ter valor, e viria a desaparecer, com a vinda de Jesus, o único e verdadeiro Templo, pois nele habita a plenitude da divindade.
Desde que Jesus veio à terra, o culto deixou de estar ligado a um lugar material, para ficar ligado a uma Pessoa. Por meio de Cristo, temos acesso ao Pai. Dele nos vem todo o bem. As nossas igrejas (edifícios) são sinais de Cristo e do seu Corpo Místico.

A BASÍLICA DE S. JOÃO DE LATRÃO

A Basílica de S. João de Latrão foi inicialmente dedicada ao Salvador, mais tarde também a S. João Baptista e a S. João Evangelista. Como se lê no seu frontispício ela é a “mãe e a cabeça de todas as igrejas”. Na verdade o Bispo de Roma é ao mesmo tempo o Sucessor de Pedro e, por isso, o perpétuo e visível fundamento da unidade, não só dos bispos, mas também da multidão dos fiéis” (LG 23).
À semelhança do que se passa com esta basílica, em relação à Igreja universal, também em todas as dioceses se celebra, cada ano, a Festa da dedicação da igreja catedral, à qual estão ligadas todas as paróquias e comunidades, que constituem a Igreja diocesana.
 


10 de Novembro
 

S. Leão Magno

Tit 3,1-7 / Sl 22, 1-6 / Lc 17, 11-19

Depois de ter sido curado, o samaritano regressa para conhecer quem lhe tinha devolvido a saúde. Em Jesus reconhece o Senhor (prostra-se a seus pés) e agradece-lhe o dom recebido.

Os passos do samaritano agradecido são um caminho de iniciação cristã que todos os seguidores de Jesus deveriam percorrer para continuar a crescer. Do que é que me senti curado?

Obrigado, Senhor!
 



11 de Novembro

S. Martinho de Tours

Flm 7-20 / Sl 145, 7-10 / Lc 17, 20-25

Nestes poucos versículos do evangelho de hoje reflecte-se uma grande tragédia: os fariseus têm olhos e não vêem; olham para o céu e perdem de vista o que está à frente do seu nariz: o Reino de Deus.
Que sinais me mostram que o Reino de Deus está dentro de mim, que está entre nós, que está à nossa disposição?

Vede como se amam!

O ESCONDERIJO DE DEUS
Conta um conto que Deus estava cansado que as pessoas lhe pedissem tantas coisas. Então disse: vou esconder-me. Reuniu os seus conselheiros e disse-lhes: Qual será o melhor lugar para me esconder? Alguns disseram: Esconde-te na montanha mais alta da terra; outros, no mais fundo do mar, nunca te encontrarão ali; outros disseram, esconde-te do outro lado da lua. Então Deus voltou-se para o seu anjo mais inteligente e perguntou-lhe: Onde me aconselhas tu a esconder-me? E o anjo inteligente e com humor respondeu-lhe: esconde-te no coração humano. Esse é o único lugar onde eles nunca te procurarão.
 



12 de Novembro

S. Josafat

2 Jo 4-9 / Sl 118, 1-2. 10-11. 17-18 / Lc 17, 26-37

O evangelho de Lucas continua a falar da presença do reino de Deus. Os judeus esperavam o dia de Javé, momento em que Deus interviria de forma extraordinária na história. Jesus diz que esse momento virá, mas que será imediato.

O evangelho convida-me a estar preparado para a visita de Deus. Que me sugere esta leitura para a minha vida de cada dia?

Prepara, Senhor, o meu coração e tudo o que sou para que possa acolher-te hoje em todas as pessoas!

A BÍBLIA

O Sínodo dos Bispos recomendou a todos os fiéis a leitura assídua da Escritura para que adquiram a ciência suprema de Jesus Cristo, “pois desconhecer a Escritura é desconhecer Cristo”. A Palavra de Deus é a primeira fonte de toda a espiritualidade cristã. Ela alimenta uma relação pessoal com o Deus vivo e com a sua vontade salvadora e santificadora. Recordem que a Sagrada Escritura deve acompanhar a oração para que se realize o diálogo de Deus com o homem, pois “a Deus falamos quando rezamos, a Deus escutamos quando lemos as suas palavras”(DV 25).

 


13 de Novembro


3 Jo 5-8 / Sl 111,1-6 / Lc 18, 1-8

Deus não fica surdo aos que clamam por Ele. Lucas assim no-lo ensina na parábola da viúva insistente frente ao juiz injusto. Há que continuar a gritar e a orar; com insistência, sem desfalecer.

 


14 de Novembro
 

DOMINGO XXXIII DO TEMPO ORDINÁRIO

Mal 3, 19-20a / Sl 97, 5-9 5 / 2 Tes 3,7-12 / Lc 21,5-19

Não medo mas sim Esperança

O que Jesus prediz da destruição do templo, da perseguição e da luta no tempo imediato não é uma visão catastrofista mas sim um ao discernimento, à lucidez e serenidade, a dar testemunho, a ter confiança em Deus e constância no trabalho e na missão. Perseverar é aguentar, resistir, utilizar os dias enquanto se têm e tal como se têm, dar à luz a vida com a vida. Essa vida que não está nas pedras dos templos mas na comunidade que vive e em cada pessoa convertida em templo de Deus. “Perseguir-vos-ão, odiar-vos-ão por minha causa”; esta afirmação parece estranha em ambientes tranquilos e calmos. Será que o nosso evangelho não molesta ninguém porque o desvirtuámos? Ou talvez porque não nos preocupa muito conhecê-lo, vivê-lo e transmiti-lo?

 



15 de Novembro

S. Alberto Magno

Ap 1, 1-4; 2, 1-5a / Sl 1, 1-6 / Lc 18, 35-43

No evangelho de hoje aparecem muitos personagens: a multidão, os discípulos, Jesus e um cego. Jesus é o enviado para dar vista aos cegos (Lc 4,18). A cegueira do homem sentado junto do caminho da vida pode oferecer a luz aos discípulos, que sem ver (Lc 18,34) seguem Jesus.

Os gritos de fé do cego podem servir-nos de modelo. O encontro pessoal com Jesus muda-lhe a sua vida ao ponto de pôr-se a segui-lo pelo caminho glorificando a Deus.

Senhor, eu creio, mas aumenta a minha fé e o meu compromisso.

 


16 de Novembro

Ap 3, 1-6. 14-22 / Sl 14, 2-5 / Lc 19, 1-10

Zaqueu e Jesus encontram-se. Quem procurava quem? Da curiosidade, Zaqueu passou ao acolhimento na sua casa e ao compromisso com os pobres. Jesus revela-se como aquele que veio para procurar e salvar o que estava perdido

Aproximo-me de Jesus para que transforme a minha vida? A que compromissos me leva a minha fé?

Senhor, tem misericórdia de mim que sou um pecador.
 


17 de Novembro

Ap 4,1-11 / Sl 150, 1-6 / Lc 19, 11-28

Jesus conta esta parábola que fala de valores repartidos gratuitamente. Quem os recebe não deve guardá-los mas trabalhar com eles para que possam render. A seu tempo se lhe pedirá contas.

O medo de perder impede-me de arriscar? As qualidades que recebi devo empregá-las com valentia a favor do Evangelho.

Senhor Jesus, ajuda-me a valorizar os talentos que me deste e a pô-los ao serviço dos outros.

ENCONTROS QUE DEIXAM MARCAS

Há pessoa que nos falam e nem as escutamos.
Há pessoas que nos ferem e não deixam cicatrizes.
Mas há pessoas que simplesmente aparecem na nossa vida e nos marcam para toda a eternidade.

Cecília Meireles
 


18 de Novembro

Dedicação das basílicas de S. Pedro e S. Paulo
 

Act 28, 11-16.30-31 / Sl 97, 1-6 / Mt 14, 22-33

A comunidade cristã depois da ressurreição e Ascensão do Senhor encontra-se è mercê do mar e dos ventos; a perseguição é uma realidade. Parece encontrar-se só, mas com ela está Jesus, o Senhor do mar e de toda a criação.

Às vezes sou como Pedro, a minha valentia vê-se ameaçada e necessito da mão de Jesus que dê firmeza à minha vacilação. Nas suas mãos está a nossa vida e a vida da Igreja.

Ó Senhor salva-me que me afundo, vem em meu auxílio!

QUEM ÉS TU?

Torrente de água viva,
que sacias a sede dos desertos,
que fazes renascer o homem velho
como flor, como menino esperançado,
e convertes o Inverno em Primavera?
Espírito de Deus,
tu és todo dom,
tu és todo amor!

E. Stein


19 de Novembro

Ap 10,8-11 / Sl 118, 14.24.72.111.131 / Lc 19, 45-48

Lucas põe Jesus lamentando-se sobre Jerusalém porque não reconhece o momento da sua passagem. Jesus devolve ao Templo o seu lugar no meio do povo: é casa de oração, lugar de proclamação.

Aproximo-me do templo para negociar com Deus ou para escutar o seu Evangelho e descobrir a sua vontade?

Ó Senhor, que a minha oração não seja mercantil; quando rezo não quero comprar a tua vontade, mas cumpri-la!

A BÍBLIA

Particular veneração merecem os escritos do Novo Testamento, sobretudo os Evangelhos, que são “o coração de todas as Escrituras”. Será de grande ajuda a meditação assídua dos textos evangélicos e dos demais escritos que ilustram as palavras e os exemplos de Cristo e da Virgem Maria. Convém que se proponha esta prática aos membros do Povo de Deus promovendo escolas de oração, de espiritualidade e de leitura orante da escritura, na qual Deus “fala aos homens como amigos (Ex 33,11; Jo 15,14-15), trata com eles (Bar 3,38) para os convidar e recebe-los na sua companhia”.

Sínodo dos Bispos
 


20 de Novembro

Ap 11, 4-12 / Sl 143, 1-2. 9-10 / Lc 20,27-40

O Deus de Jesus Cristo é o Deus da vida. É o Deus da aliança, e nós somos os filhos de Deus que participam na ressurreição. A ressurreição é uma forma de existência totalmente nova e transformada, sendo o próprio Deus o fundamento dessa nova realidade.
 


21 de Novembro

JESUS CRISTO, REI DO UNIVERSO

2 Sam 5,1-3 / Sl 121, 1-5 / Col 1, 12-20 / Lc 23, 35-43

Era burlesca a coroação de espinhos, mas assim foi Cristo coroado como Rei. Toda a sua vida tinha reinado entre a gente com a sua simplicidade, o seu ser serviçal, estar e ser próximo. Também na Cruz é reconhecido como rei por um condenado, O ladrão crucificado ao seu lado foi o primeiro a perceber o que significa “o meu Reino não é deste mundo”. E compreendeu que esse Reino é o único que é válido: “Jesus, lembra-te de mim quando chegares ao teu Reino”. E acertou: “Hoje estarás comigo no paraíso”. Esse Reino não é meramente celestial mas vai-se construindo aqui e agora seguindo o caminho de Jesus. Quando tentamos construir sobre as Bem-aventuranças, ali reina Jesus Cristo.
 


22 de Novembro

S. Cecília

Ap 14,1-3; 4b-5 / Sl 23, 1-6/ Lc 21,1-4

Convido-te a concluir o ano litúrgico reflectindo com o último livro da Bíblia. O autor quer revelar algo importante aos seus leitores. Hoje dirige-se à primeira das sete igrejas: Éfeso.

Posso dizer que as obras de que fala o vidente da igreja de Éfeso se encontram na minha comunidade e em mim? Também abandonei o primeiro amor?

Senhor, faz com que eu veja a realidade e que reconheça a realidade que me rodeia.

O LIVRO DO APOCALIPSE

O Apocalipse é o último livro da Bíblia e dele toma a liturgia as leituras da última semana. O que nele está escrito quer revelar a situação que estão vivendo os cristãos no primeiro século e deseja fortalecer a sua esperança com o triunfo de Jesus. O Apocalipse é uma mensagem de esperança para os que são perseguidos. O que aparentemente é derrota, debilidade e morte, em realidade é a expressão da vitória de Jesus, é pedra angular na construção do Reino, uma etapa na realização do plano de Deus.
 


23 de Novembro

Ap 14, 14-19 / Sl 95, 10-13 / Lc 21, 5-11


O Apocalipse fala da ceifa e vindima com imagens sinistras, mas por cima desses anjos com a foice na mão está o Cordeiro e a seu inumerável séquito dos que estão salvos. Essa mensagem repete-se no evangelho. Jesus infunde calma e segurança para esses momentos finais.

Vejo o final da minha vida como destrutivo o reconstrutivo? Perante esse final, espero ou desespero?
Senhor, dá-me lucidez para viver o presente com serenidade e preparar o futuro com esperança.

 


24 de Novembro

Ap 15,1-4 / Sl 97, 1-3.7-9 / Lc 21, 12-19

Depois das sete cartas às sete igrejas, João apresenta a glória de Deus. O três vezes santo, o eterno, o que está a ponto de chegar, vai iniciar a libertação do povo.

Tenho esse optimismo que tinha aquele João ao contemplar o mundo que me rodeia?

Grandes e admiráveis são as vossas obras, Senhor, Deus soberano de todas as coisas.


OS SÍMBOLOS DOS QUATRO EVANGELISTAS

Cada evangelista tem uma imagem. João uma águia. Lucas um toro. Mateus um homem com asas. Marcos um leão. Isso vem do livro do Apocalipse 4,7: são os quatro seres vivos que estão ao redor do trono de Deus. O Apocalipse, por sua vez, inspira-se na visão que teve o profeta Ezequiel 1,10. De João diz-se que o seu pensamento é elevado como o voo de uma águia. Lucas começa o seu evangelho com Zacarias, que estava oferecendo os sacrifícios de touros da antiga aliança. A Mateus inspirou-lhe um anjo o seu evangelho. De Marcos diz-se que o representa um leão porque começa o seu evangelho no deserto onde Jesus viveu entre as feras.

 


25 de Novembro

Ap 18, 1-2. 21-23; 19, 1-3 / Sl 99,2-5 / Lc 21, 20-28


A figura do Cordeiro degolado, Cristo morto e ressuscitado, convida a um banquete de núpcias; o choro converte-se em cântico. À hora da verdade é o bem que vence o mal.

Choro, como João, porque penso que ninguém pode controlar a história? João me está dizendo no Apocalipse que posso confiar em Jesus; também hoje há sinais de esperança. Não os noto?

Abre, Senhor, os meus lábios e a minha boca proclamará o teu louvor.


A VIOLÊNCIA DE GÉNERO

A República Dominicana em 1999, apoiada por mais de 60 governos, solicitou à ONU a nomeação deste dia internacional da eliminação da violência contra a mulher. O objectivo de estabelecer uma data para esta causa é para que os governos e a comunidade internacional levem a cabo acções concretas para acabar com a violência de género.

 


26 de Novembro
 

Ap 20, 1-4. 11-21,2 / Sl 83,3-8 / Lc 21, 29-33

Aparecem os novos céus e a nova terra como uma grande sala onde se celebrarão as núpcias do Cordeiro. A humanidade salva converte-se na esposa de Cristo.

Tudo me convida a olhar com optimismo e esperança feliz a novidade que nos espera em Cristo: abrir os olhos perante as derrotas para contemplar a vitória. Passar pela morte para renascer à vida.

Senhor, ajuda-me a levantar os olhos e a descobrir a morada de Deus com os homens.

A BÍBLIA

O Sínodo dos Bispos sobre a importância da Palavra de Deus na vida e na missão da Igreja disse publicamente: “Os Padres Sinodais manifestam o desejo de que o ministério do leitorado se abra também às mulheres, de modo que, na comunidade cristã, seja reconhecido o seu papel de anunciadoras da Palavra”.
 


27 de Novembro

Ap 22,1-7 / Sl 94, 1-7 / Lc 21, 34-36

O primeiro e o último livro da Bíblia estão presentes na leitura de hoje. A árvore da vida, um rio de água, uns servos que vêem face a face o Senhor, como Adão e Eva, como Moisés, como Cristo… Com todas essas imagens que me foram apresentadas as visões do Apocalipse, como não me hei-de animar-me a seguir o Cordeiro?
 


28 de Novembro

DOMINGO 1º de Advento - CICLO A
Is 2, 1-5 / Sl 121, 1-9 / Rm 13, 11-14 / Mt 24,37-44
Beata Maria Helena Stollenwerk
Co-fundadora das Servas Missionárias do Espírito Santo

ESTAI ATENTOS

O tempo litúrgico do Advento alerta-nos para as vindas do Senhor. É o tempo de uma espera activa que tem muito que ver com a vigilância e o “estar alerta” do evangelho. Aquele que vigia faz talvez as mesmas coisas de cada dia, mas com mais interesse, com mais densidade. Os rotineiros ficam-se pela superfície das coisas, enquanto os vigilantes entram já pelo eterno. Se vivemos vigilantes estaremos preparados para as três vindas do Senhor. Porque o Senhor veio: é a vinda histórica da encarnação, por meio de Maria. O Senhor virá: é a vinda escatológica, no final dos tempos. Mas o Senhor também vem todos os dias e de muitas maneiras até nós: na Palavra, no irmão, nos sacramentos… Há que estar atentos a estas vindas.
 


29 de Novembro

Is 4, 2-6 / Sl 121, 1-9 / Mt 8, 5-11

Jesus oferece-se para ir a casa de um estrangeiro. Os judeus ficaram admirados pois pensavam que o Messias era apenas enviado só para eles. Mateus diz que mais admirado ficou Jesus ao ver a fé do centurião que o tinha chamado.

Ninguém se deve considerar dono exclusivo da fé em Deus. A boa nova que Jesus traz é que com ele todos somos povo de Deus e o que nos põe em contacto com ele é uma fé sincera e humilde.

Senhor, que a nossa fé não exclua ninguém. Que em ti saibamos acolher a todos, independentemente da sua condição.
 


30 de Novembro

S. André, apóstolo

Rm 10, 9-18 / Sl 18, 2-5 / Mt 4, 18-22

André aceitou, juntamente com o seu irmão Simão Pedro a novidade de vida que trazia Jesus e optou por viver na liberdade dos filhos de Deus.
Esta oferta continua a valer para cada um de nós hoje: basta acolher Jesus Cristo com fé, e logo converter-nos em evangelizadores. Porque fazem falta pés, mãos, línguas e corações que levem pelos caminhos do mundo a palavra salvadora de Cristo.

Aqui estou, Senhor, para fazer a tua vontade!

HÁ LUGAR PARA TODOS

Não há que expulsar ninguém
Para que marques o teu lugar;
Pois quando o amor prepara o seu lugar
Prepara-o para todos
 

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