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1
de
Dezembro
Is
25,6-10a / Sal 22, 1-6 / Mt 15,29-37
O mundo novo anunciado por Isaías, no qual Deus consolará o povo
e preparará uma festa, começa com Jesus, na sua acção cheia de
misericórdia para com os que sofrem. A multiplicação dos pães dá
início ao banquete messiânico para o qual todos somos
convidados.
O
Banquete messiânico traz consigo a superação de toda a dor e
sofrimento. Eu também sou chamado a antecipar esse banquete,
partilhando o pão e lutando para eliminar o sofrimento no mundo.
Que
eu saiba partilhar os dons que me deste, Senhor, e seja sensível
para com os que sofrem.
Dia mundial da luta contra a SIDA
O VIH/SIDA apareceu nos princípios dos anos oitenta. Segundo a
ONU actualmente, no mundo, há milhões de pessoas que vivem e
morrem sem remédio com a SIDA.
2
de
Dezembro
Is 26, 1-6 / Sal 117, 1 e 8-9. 19-21. 25-27a / Mt 7, 21. 24-27
Isaías diz que o Senhor é a rocha firme na qual posso confiar.
Também o Senhor me exorta a construir a vida sobre a rocha firme
da Palavra de Deus. Mas não basta apenas invocar o nome de Deus:
è necessário cumprir a sua vontade.
A
nossa vida deve estar apoiada no Senhor. Aquele que confia nos
poderes do mundo ou na sua auto-suficiência constrói no efémero
e não pode sustentar-se.
Senhor, minha rocha e minha força, em ti confio. Ajuda-me a
confiar cada vez mais em ti e me alegre em fazer a tua vontade.
Dia internacional para a abolição da escravatura
Em Bruxelas assinou-se em 1890 um acordo antiescravatura
assinado por 18 Estados. Depois da I Guerra Mundial, destaca-se
a Convenção Internacional sobre a Abolição da Escravatura e o
Comércio de Escravos sob os auspícios das Nações Unidas em 25 de
Setembro de 1926.
3 de
Dezembro
S. Francisco Xavier - Padroeiro das Missões
Is 29,17-24 / Sal 26, 1. 4. 13-14 / Mt 9, 27-31
Jesus cura os dois cegos que acreditaram nele. Eles viram em
Jesus o Filho de David, o Messias esperado. Porque foram capazes
de ver com os olhos da fé, tornaram possível a sua cura.
“Não pior cego do que aquele que não quer ver”, diz o ditado.
Muitas vezes não queremos ver a realidade que nos rodeia e
seguimos como se nada se passasse. Querer ver é o primeiro passo
para superar as muitas cegueiras da vida e do mundo.
Quero ver, Senhor, abre os meus olhos para que me veja a mim
mesmo e assim possa ver-te a ti.
O Advento do Senhor
Esforcemo-nos por penetrar na casa do nosso coração,
apressemo-nos a limpar com humildade as teias de aranha do nosso
orgulho… a pôr tapetes nas paredes com o exercício da virtude, a
revestir-nos de gala com a prática das boas obras e a preparar
um banquete com a leitura e a meditação da Sagrada escritura.
H. São Victor
4 de
Dezembro
São João
Damasceno
Is 30, 19-21. 23-26 / Sal 146, 1-6 / Mt 9, 15-10,1.6-8
O discípulo de Jesus deve dar continuidade à obra iniciada pelo
Mestre. Lutar para eliminar todo o sofrimento, padecer com os
que estão como ovelhas sem pastor.
A
missão urge e por isso devemos rogar ao Senhor que envie
trabalhadores para a sua messe e que nós mesmos sejamos desses
trabalhadores.
Deus tornou-se próximo em Jesus Cristo. Ele é dom, liberdade e
plenitude no caminho da vida.
Que
eu me torne próximo de cada irmão e irmã.
5 de
Dezembro
Domingo II do Advento
Is 11,1-10 / Sal 71, 2. 7-8.12-13.17 / Rm 15,4-9 / Mt 3,
1-12
Aplanai os caminhos
Advento é tempo de preparar-se
para receber a salvação de Deus. Há que abrir caminhos
no deserto do nosso individualismo. Existe muito pranto
e dor no mundo. Há que aplanar os caminhos que conduzem
ao encontro de todos. Existem muitos emigrantes,
exilados e refugiados forçados. Ao seu lado não têm
faltado pessoas que os acompanham, que lhes dão ânimo e
valor, que lhes querem bem e lhes fazem sentir o amor de
Deus. Há que derrubar todas as barreiras e todos os
muros de objecções nas quais nos fomos entrincheirando.
É Advento. Como abrir caminhos na nossa vida tranquila e
confortável e reduzir as distâncias que nos separam dos
outros? Como fazer que todos vejamos a salvação de Deus?
6 de
Dezembro
S.
Nicolau
Is 35, 4-7a / Sal 84, 9-14
/ Lc 5, 17-26
Os fariseus
escandalizam-se que Jesus perdoe os pecados, pois o
perdão só Deus o pode dar. A cura do paralítico é sinal
da origem de Jesus e também da sua capacidade para
perdoar. Ele elimina o pecado e as suas consequências.
O verdadeiro perdão traz
consigo a superação das consequências do pecado. Os
cristãos devemos, caracterizar-nos por uma acção firme
em favor da libertação total do ser humano. Desse modo,
seremos sinal do perdão de Deus.
Senhor, que eu leve o teu
perdão a todos os ambientes necessitados de salvação.
Dia
Internacional do Voluntariado para o Desenvolvimento
Económico e Social
Cada dia, em muitos cantos
do planeta, milhões de mulheres, homens e jovens
oferecem diariamente, de maneira desinteressada, o seu
trabalho, o seu tempo e a sua capacidade em benefício
dos outros.
No mundo há milhões e
milhões de voluntários, jovens e anciãos, ricos e
pobres, que dedicam todas as horas que podem ao trabalho
social em favor dos sectores marginais da nossa
sociedade e dos povos empobrecidos do Sul do planeta.
Muitos voluntários são estudantes, outros são
trabalhadores e muitos são já reformados.
7
de Dezembro
S.
Ambrósio
Is 40,1-11 / Sal 95, 1-13 / Mt 18, 12-14
O Evangelho mostra que Deus é como um pastor que deixa
as noventa e nove ovelhas no monte e vai à procura
daquela que se perdeu.
O senhor vem para todos, também para os que estão
afastados do redil. Como o pastor que ama as suas
ovelhas e se preocupa por cada um dos membros do seu
rebanho, nós também devemos preocupar-nos dos que se
extraviam e acolhe-los com alegria.
Senhor, tu cuidas de nós com amor. Que nós saibamos
acolher como tu acolhes.
8
de Dezembro
Imaculada Conceição
Gn 3, 9-15.20 / Sal 97, 1-4 / Ef 1, 3-6. 11-12 / Lc 1,
26-38
A Imaculada pré anuncia a aurora daquele dia eterno em
que veremos face a face o Senhor. A Virgem guia-nos e
sustem-nos no caminho que ainda nos separa dele. Para
este fim último, coroação da vida da graça, devem tender
os anseios do nosso coração e os mais generosos esforços
de fidelidade cristã.
João XXIII
9
de Dezembro
Is 41, 13-20 / Sal 144, 1. 9-13 / Mt 11, 11-15
Deus é o redentor, o advogado, o auxiliador de Israel.
Vinculou-se ao povo com a familiaridade que brota da
criação e do êxodo. Por isso não pode abandoná-lo.
Além disso, Deus vinculou-se com a humanidade através de
Jesus. Segui-lo significa que todos, até os mais
pequeninos, gozam da dignidade de ser filhos de Deus.
Tu, Senhor, és clemente e misericordioso.
Quem é essa Senhora?
A imagem da imaculada com uma serpente aos seus pés é
símbolo do triunfo de Deus sobre o mal. Deus prometeu no
paraíso que uma mulher humilharia a serpente ao dar à
luz o seu filho. Maria é essa senhora, a nova Eva, livre
do pecado original antes da sua concepção, graças à obra
redentora do seu Filho Jesus, que é quem nos liberta do
mal e da morte eterna.
10
de Dezembro
Sir 48
1, 1-4. 9-11 / Sal 79, 2-3. 15-16. 18-19 / Mt 17, 10-13
Jesus
critica os dirigentes do povo que recusam a Palavra de Deus
proclamada por João Baptista com a sua ascese e por ele mesmo
levando paz e alegria. Eles julgam que estão equivocados porque
não entram nos seus esquemas.
Como
os que recusaram Jesus também nós estamos tentados a julgar e
condenar os que não actuam como nós. Negamos o valor que pode
haver neles. Não queremos ver a verdade que podem anunciar.
Vem,
Senhor, e liberta os nossos corações de todo o farisaísmo.
Dia dos direitos humanos
A
celebração a 10 de Dezembro do Dia dos Direitos Humanos tem a
sua origem no ano 1950. Nesse ano a Assembleia Geral das Nações
Unidas convidou todos os Estados e organizações interessadas
para que no dia 10 de Dezembro se observasse o Dia dos Direitos
Humanos (resolução 423).
11 de
Dezembro
S. Dâmaso
Sir 48,1-4.9-11 / Sal 79, 2-3.15-16.18-19 / Mt 17, 10-13
Como o povo do tempo de Jesus, que esperava Elias mas
não o reconhecia em João Baptista, muitos hoje voltam o
seu olhar para o passado e não reconhecem a acção de
Deus nas circunstâncias do tempo presente. Que Deus nos
dê olhos para ver e ouvidos para escutar.
12
de Dezembro
Domingo III do Advento
Is 35, 1-6a.10 / Sal 145, 6-10 / Tg 5, 7-10 / Mt 11,
2-11
As dúvidas de João
Diante de tanta injustiça, opressão e corrupção, João
duvida que Jesus seja o Messias castigador que todos
esperavam. Mas Jesus não castiga ninguém, pelo
contrário, procura os publicanos e pecadores e
sentava-se à mesa com eles. A pergunta de João à procura
de esclarecimentos deu a Jesus a ocasião para mostrara
sua identidade e a sua missão: “Os cegos vêem e os
inválidos andam… aos pobres é-lhes anunciada a Boa
Nova”. A missão de Jesus não vai pelo caminho do castigo
ou da repressão, mas pelo da bondade da solidariedade
para com todos os que sofrem na vida.
Para tronar visível hoje a presença de Jesus no mundo e
celebrar ao Natal é necessário actualizar os sinais da
sua presença, sinais de libertação e solidariedade para
com os mais necessitados. E Jesus junta uma
bem-aventurança: “Ditoso aquele que não se sente
defraudado por mim”.
13 de
Dezembro
S. Luzia
Num 24,2-7 / Sal 24, 4-9 / Mt 21, 23-27
Os sumos-sacerdotes e anciãos questionam a autoridade de
Jesus para pregar e realizar milagres, mas não se
atrevem a comprometer-se na resposta à sua pergunta.
Jesus contesta-lhes com o silêncio, que é muitas vezes a
melhor resposta.
Criticamos com muita facilidade, aqueles que estão a
fazer alguma coisa pelos outros. Contudo, não
demonstramos a mesma facilidade na hora de nos
comprometermos com os irmãos, com os seus problemas e as
suas dificuldades.
Só tu, Senhor, és coerente. Nós contamos com a tua
graça.
Não é a primeira vez
Muitas vezes e de muitos modos falou Deus antigamente
aos nossos pais por meio dos profetas. Agora, neste
momento final, nos fala por intermédio do seu Filho (Heb
1,1-12).
14 de
Dezembro
S. João da Cruz
Sof 3,1-2.9-13 / Sal 33, 2-3. 6-7. 17-19 e 23 / Mt
21,28-32
O profeta Sofonias denuncia o povo que se orgulha der
ser o povo de Deus mas não cumpre a sua vontade. Do
mesmo modo, Jesus alerta contra os que, como o filho da
parábola, dizem sim ao convite a trabalhar na vinha mas
não trabalham.
Aderir a Jesus não é apenas uma questão de aceitar um
conjunto de doutrinas e cumprir uns ritos. É muito mais
do que isso. É viver fazendo a sua vontade. É estar
atentos à sua Palavra, que nos pede misericórdia e
justiça.
Quero caminhar contigo, Senhor, confiando em ti com
humildade e sinceridade de coração.
O Arco-íris
Senhor Deus, que maravilhoso é contemplar o arco-íris.
Como contemplá-lo e não parar para o admirar? Só a ti
poderia ocorrer o arco-íris. Sol e tempestade; divindade
e harmonia; esperança, felicidade e promessa; maravilha
e assombro…
Tu és tudo para mim. Dá-me a tua mão, quero viver unido
a ti, como o arco-íris que vai desde a terra ao céu (Gn
9,8-17).
15 de
Dezembro
Is 45, 6b-8.18.21b-26 / Sal 84, 9-14 / Lc 7, 19-23
Os discípulos de João querem saber se Jesus é o Messias
esperado. Jesus responde-lhes com as suas obras,
libertadoras do sofrimento humano, sinais evidentes do
Reino de Deus.
Tal como Jesus fez, os cristãos temos hoje de promover a
libertação total do ser humano. Só se lutarmos para
eliminar o sofrimento que há no mundo somos fiéis à
Palavra de Deus e construtores do seu Reino.
Contigo e por Ti, Senhor, seremos uma Igreja promotora
da justiça e da paz.
16 de
Dezembro
Is 54, 1-10 / Sal 29,2 e 4-6. 11-13 / Lc 7,24-30
Isaías compara o povo desterrado com uma mulher estéril
e abandonada a quem o Senhor volta a tomar como esposa.
A misericórdia do Senhor é eterna e recorda-se sempre do
seu povo, com uma aliança duradoira.
O Senhor ama com amor eterno. A sua misericórdia faz que
o que aparentemente era morte se mude em vida. Na
sociedade actual toca-nos descobrir esse amor de Deus
para com os outros, fazendo-nos instrumentos de
misericórdia.
A tua misericórdia é duradoira, Senhor. Louvo-te porque
podemos viver no teu amor.
Dia Internacional do Imigrante
Os movimentos migratórios a grande escala têm crescido
muito nos últimos anos. Actualmente são milhões de
pessoas que vivem e trabalham fora dos seus países de
origem. Portugal, de onde saíram emigrantes para a
Europa, América e África, converteu-se também em país
receptor para um grande número de pessoas emigrantes.
Saibamos respeitar a todos com o respeito que merece
todo o ser humano.
17 de
Dezembro
Gn 49, 2.8-10 / Sal 71, 2-4.7-8.17 / Mt 1, 1-17
A promessa feita aos filhos de Jacob na primeira leitura
de hoje parece cumprir-se no evangelho com o nascimento
de Jesus, descende de Judá. A história de Jesus está
enraizada numa família específica e num povo concreto.
Jesus assumiu a condição humana, é homem como nós e por
isso partilha os nossos sofrimentos e alegrias. O nosso
Deus faz-se um de nós e enche o nosso mundo de sentido e
de esperança.
Tu, Jesus, caminha connosco. És o nosso caminho, mas
também és o nosso companheiro de caminhada.
A Bíblia
Mateus começa o seu evangelho com a presentação da
árvore genealógica de Jesus para indicar que a aliança
feita com Abraão se reestabelece com ele e que, aos ser
descendente de David, se cumprem as promessas que Deus
lhe tinha feito (2 Sm 7,5-16).
18 de
Dezembro
Jer 23, 5-8 / Sal 71, 2. 12-13.18-19 / Mt 1, 18-24
No evangelho de Mateus, José é o homem “que sonha com
Deus” (1, 20; 2, 13.19.22). É alguém que sendo fiel à
lei de Moisés, acolheu e cuidou de Jesus. Tudo isto a
partir da escuta atenta da vontade de Deus e do
cumprimento fiel dos seus mandamentos.
José, “o justo”, pode ser para nós exemplo de
colaboração no plano de Deus. Por onde Deus me está a
levar?
19 de
Dezembro
Domingo IV do Advento
Is
7,10-14 / Sal 23,1-6 / Rm 1,1-7 / Mt 1,18-24
JOSÉ, “O JUSTO”
José é chamado “homem justo” porque estabelece uma estreita
relação entre a escuta da vontade de Deus e a sua realização. Se
lermos sob este ponto de vista Mt 1 – 2, observamos que Deus lhe
pede que acolha Maria como esposa (1, 20); e José fá-lo (1, 24).
Deus pede-lhe “levanta-te, toma o menino e sua mãe e fica lá até
que eu te avise” (2, 13), algo que José realiza como lhe fora
dito (2, 14-15). Uma ordem divina semelhante encontramos em 2,
20 e José executa-a em 2,21. José não diz nada, mas faz tudo o
que o anjo do Senhor lhe manda.
20
de Dezembro
Is 7, 10-14 / Sal 23,1-6 / Lc 1, 26-38
O anjo anuncia a Maria que foi escolhida por Deus. Ela
dispõe-se a aceitar a missão que o Senhor lhe confia e
enche-se do Espírito Santo. Por meio do seu sim Deus
realizará a salvação prometida.
Se, como Maria, estamos abertos à manifestação do
Espírito de Deus nas nossas vidas e no nosso mundo,
poderemos ser canais através dos quais a salvação de
Deus se faz presente na nossa história.
Queremos dizer-te sim, Senhor. Que em nós se faça a tua
vontade.
21
de Dezembro
Ct 2,8-14 / Sal 32,2-3.11-12.20-21 / Lc 1,39-45
Maria põe-se a caminho rapidamente. Ela própria foi
visitada por Deus e tem que ir encontrar-se com Isabel.
Ambas foram chamadas para dar a vida. Deus entrou na
vida de Isabel e de Maria e alegram-se. A fonte de
alegria de cada uma é o Espírito.
As pessoas de coração simples são ditosas, porque são
capazes de uma fé sem limites em Deus na história guia o
seu caminhar e ilumina a s suas vidas.
Faz-nos, Senhor, simples como Maria e Isabel. E aumenta
a nossa fé e esperança em ti.
VEM VISITAR-NOS
Maria vem visitar-nos trazendo Jesus com ela, para
ajudar-nos nas nossas necessidades mais urgentes, mais
quotidianas, mais banais: trabalho, compromissos,
estado, relações… Maria visita-nos de modo humilde e
discreto que a caracteriza. As suas “visitas” não
terminarão enquanto houver um ser humano no mundo. Desde
que Maria soube que era a mãe de Jesus, a sua atitude de
doação total converteu-se em algo como a uma segunda
natureza. Maria, hoje, vem visitar-nos.
R. VOILLAUME
22
de Dezembro
1 Sam 1,
24-28 / Sal 1 Sam 2, 1.4-8 / Lc 1, 46-56
Maria canta a grandeza e misericórdia do Senhor que se compadece
dos pequenos, mudando a sua dor em alegria.
Como Maria, reconheçamos a acção misericordiosa de Deus em favor
dos pequeninos do mundo e dos pobres da terra.
Converte o nosso coração Senhor, para que te sirvamos em
misericórdia e justiça.
VEM AO MEU ENCONTRO!
Senhor vem ao meu encontro, pois te busco! Vem ao meu encontro e
vê se há em mim um caminho de iniquidade. E se encontrares em
mim o caminho errado que desconheço afasta-o; e, segundo o teu
modo habitual de agir, compadecido de mim, leva-me pelo caminho
eterno, quer dizer, por Cristo, que é o caminho pelo que se vai,
a eternidade para a qual nos dirigimos, à mansão feliz.
GUERRICO DE IGNY
23
de Dezembro
Mal 3, 1-4; 4, 5-6 / Sal 24, 4-5.8-10.14 / Lc 1, 57-66
O nascimento de João Baptista é um acontecimento
extraordinário que manifesta a acção misericordiosa de
Deus em favor do seu povo. Por isso os seus pais rompem
com a tradição familiar e dão ao menino o nome indicado
pelo anjo, símbolo da sua eleição e missão.
Reconhecer a acção de Deus nos nossos dias exige
atitudes concretas. Não basta seguir o de sempre. A
acção de Deus deve renovar as nossas vidas e levar-nos a
comprometer-nos com ele no serviço aos demais.
Queremos caminhar contigo, Senhor, sendo instrumentos da
tua misericórdia.
24 de
Dezembro
Is 9,
1-3.5-6 / Sal 95, 1-3.11-13 / Tit 2, 11-14 / Lc 2, 1-14
Jesus nasce em Belém e o anjo anuncia aos pastores que o menino
se encontra na pobreza de uma manjedoura, envolto em panos.
Deus vem até nós na fragilidade de um menino e na pobreza de um
presépio. Manifesta a sua predilecção pelos pequenos. Para nós,
esse acontecimento deveria ser um convite à simplicidade
evangélica e à solidariedade com os deserdados da terra.
Tu,
Senhor, vens até nós. Faz da nossa vida um louvor constante para
ti.
25 de
Dezembro
NATAL DO SENHOR
Is 52, 7-10 / Sal 97, 1-6 / Heb 1, 1-6 / Jo 1, 1-18
DEU-SE POR AMOR
A Palavra sempre existiu.
Por Ela foi criado tudo o que existe.
Um dia a Palavra fez-se carne.
Veio a esta terra e aqui acampou.
Alguns sabiam e esperavam-Na.
Reconheceram-Na os de sempre:
Os pobres, os simples, os humildes.
Nasceu pobre, simples, humilde.
E assim viveu a sua vida inteira.
Ensinou o que sabia desde sempre.
Amou como o Pai A amou sempre.
Deu-se como o Pai A deu a todos, por amor.
26 de
Dezembro
Festa da Sagrada Família
Sir
3,3-7.14-17a / Sal 127,1-5 / Col 3,12-21 / Mt 2,13-15.19-23
As
grandes realidades humanas não são fáceis de definir. A pessoa
não é fácil de definir. Certas experiências não são fáceis de
definir. Não é por falta de identidade, mas pela sua
profundidade e riqueza. Por isso dizemos que tocam o mistério.
Aplicamo-lo á família e encontramos definições lindíssimas.
“Intima comunidade de vida e de amor”(GS 48. João Paulo II FC
11)
“A célula primeira e vital da sociedade” (AA 11)
“A primeira escola das virtudes sociais” (Grav.ed. 3)
“A escola do mais rico humanismo”( GS 52)
“O melhor ícone da Trindade” (Conferência Geral CELAM, Puebla
1979)
27 de
Dezembro
S. João, Apóstolo e Evangelista
1 Jo 1, 1-4 / Sal 96,1-2.5-6.11-12 / Jo 20,2-8
O discípulo amado vai com Pedro ao sepulcro onde tinham
colocado Jesus e encontram-no vazio. Os panos dobrados
mostram que não foi nenhum ladrão. E o discípulo
acredita. Onde em aparência há morte, percebe que a vida
está em plena manifestação: Ressurreição.
No meio das situações de morte presentes no mundo,
perceberei sinais de vida e acredito e amo como o
discípulo amado. Só uma experiência próxima e pessoal
fará com que seja autêntico o anúncio aos outros de que
Cristo vive.
Que a tua vida nos inunde, Senhor, e a partilhemos com
os nossos irmãos.
A Incarnação
Os homens perguntavam angustiados pelo porquê da dor e
da humilhação, o porquê da pequenez sentida e padecida,
que sentimento tem o sofrimento dos últimos da terra. Os
homens perguntavam a Deus. E Deus guardava silêncio.
Agora, no Natal, fala Deus. E o homem guarda silêncio.
Não pergunta mais. Limita-se a escutar a narração do
acontecimento da doçura divina e humana: Deus nasceu
pequeno; Deus fez-se história; Deus apelida-se presépio.
L. BOFF
28 de
Dezembro
Santos
Inocentes
1
Jo 1, 5 – 2, 2 / Sal 123, 2-8 / Mt 2, 13-18
Jesus sofre a mesma perseguição e tem que fugir para o Egipto. A
ira assassina de Herodes cai sobre os recém-nascidos, inocentes
e indefesos. Jesus é o novo Moisés que escapa à morte para
conduzir o povo à sua verdadeira libertação.
Os
poderes do mundo insistem em perseguir os inocentes para
conseguir os seus objectivos: crianças soldados, trabalhadores,
vítimas da guerra… a vida é ameaçada. Cabe aos cristãos uma
palavra firme e uma acção concreta em favor da vida e dos mais
pobres.
Dá-nos valentia, Senhor, para lutar com firmeza contra todas as
injustiças.
INOCENTES DE HOJE
A
época de natal, caracterizada pelo consumismo e pelo
esbanjamento nos países ricos, supõe viver numa redoma que nos
defende do que se passa “fora”, onde há pessoas que não têm
nenhuma esperança. Esta situação é um dos dramas da humanidade,
o que se está a passar “fora” é um crime. Nunca se pôde vencer a
fome e a miséria, mas agora há mais ricos que há 50 ou 100 anos,
enquanto os pobres se multiplicaram. A distância entre os que
têm e os que não têm só tem paralelo com a distância que existe
entre os que sabem e os que não sabem, e os que não têm são os
que não sabem, pelo que estão condenados desde que nascem.
José Saramago
29 de
Dezembro
1 Jo 2, 3-11
/ Sal 95, 1-6 / Lc 2, 22-25
O
evangelho que lemos hoje convida a prestar atenção aos
personagens que aparecem na apresentação do Senhor no templo: o
menino, os seus pais, um ancião e o Espírito Santo.
Simeão deixa-nos o seu testamento: proclama as maravilhas que
Deus realiza nos humildes; ele também tinha esperado toda a sua
vida este acontecimento, e Deus não lhe falhou. Deus cumpre
sempre as suas promessas.
Ilumina-me, Senhor, com o teu Espírito.
30
de Dezembro
1
Jo 2, 12-17 / Sal 95, 7-10 / Lc 2, 36-40
A
leitura exorta a não fixarmo-nos no efémero que afasta do amor
de Deus. Este amor é aquele que parece ter a profetisa Ana,
assídua ao templo e mulher de oração, que reconhece em Jesus a
libertação prometida.
As
apetências do mundo, entendido como o que afasta de Deus, não
são capazes de trazer a felicidade. As pessoas simples como Ana
são as que reconhecem a libertação trazida por Deus.
Dá-me, Senhor, um coração simples, capaz de amar-te e de
reconhecer-te.
MULHERES NA BÍBLIA
As
mulheres no Antigo e no Novo Testamento são apresentadas como
figuras distantes, perdidas nos séculos, quase esquecidas pelos
estudiosos. Contudo, cada vez são mais as vozes que nos convidam
a nos submergirmos nos relatos que nos falam delas com olhar
atento e crítico. Lendo a Bíblia desde esta perspectiva,
descobriremos, no meio do ambiente patriarcal que rodeava a sua
cultura, mulheres fortes, valentes, exemplo de fé para homens e
mulheres de qualquer época.
31
de Dezembro
1 Jo 2, 18-21 / Sal 95, 1-2.11-13 / Jo 1, 1-18
Jesus é a Palavra de Deus, que existia junto dele. É uma
palavra cheia de vida. Por meio dela o mundo foi criado.
Ela nos dá acesso a Deus e vive entre nós.
Deus é comunicação. Comunica-se através da sua Palavra
feita carne. Com Jesus Deus monta a sua tenda no meio de
nós., solidário com a nossa condição humana e disposto a
implicar-se connosco desde dentro.
Verbo Divino de Deus, ajuda-nos a ser palavras de
esperança para todos.
Graças pela minha vida
Graças por este meu caminhar cheio de sentido e de
razões fortes para continuar a trabalhar.
Graças por este dom do céu que é a minha própria vida, a
minha vida tal qual ela é, complexa, mas cheia de
mistério.
Graças pela sementeira de amor e beleza deixada na minha
memória de 2010.
FELIZ ANO NOVO 2011
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