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  Leitura crente da Bíblia: Dezembro

 

 

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ADVENTO - NATAL

2010


 

QUARESMA

E PÁSCOA 2010

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

1 de Dezembro

Is 25,6-10a / Sal 22, 1-6 / Mt 15,29-37

O mundo novo anunciado por Isaías, no qual Deus consolará o povo e preparará uma festa, começa com Jesus, na sua acção cheia de misericórdia para com os que sofrem. A multiplicação dos pães dá início ao banquete messiânico para o qual todos somos convidados.

O Banquete messiânico traz consigo a superação de toda a dor e sofrimento. Eu também sou chamado a antecipar esse banquete, partilhando o pão e lutando para eliminar o sofrimento no mundo.

Que eu saiba partilhar os dons que me deste, Senhor, e seja sensível para com os que sofrem.


Dia mundial da luta contra a SIDA

O VIH/SIDA apareceu nos princípios dos anos oitenta. Segundo a ONU actualmente, no mundo, há milhões de pessoas que vivem e morrem sem remédio com a SIDA.
 


2 de Dezembro

Is 26, 1-6 / Sal 117, 1 e 8-9. 19-21. 25-27a / Mt 7, 21. 24-27
Isaías diz que o Senhor é a rocha firme na qual posso confiar. Também o Senhor me exorta a construir a vida sobre a rocha firme da Palavra de Deus. Mas não basta apenas invocar o nome de Deus: è necessário cumprir a sua vontade.

A nossa vida deve estar apoiada no Senhor. Aquele que confia nos poderes do mundo ou na sua auto-suficiência constrói no efémero e não pode sustentar-se.

Senhor, minha rocha e minha força, em ti confio. Ajuda-me a confiar cada vez mais em ti e me alegre em fazer a tua vontade.


Dia internacional para a abolição da escravatura

Em Bruxelas assinou-se em 1890 um acordo antiescravatura assinado por 18 Estados. Depois da I Guerra Mundial, destaca-se a Convenção Internacional sobre a Abolição da Escravatura e o Comércio de Escravos sob os auspícios das Nações Unidas em 25 de Setembro de 1926.

 


3 de Dezembro

S. Francisco Xavier - Padroeiro das Missões

Is 29,17-24 / Sal 26, 1. 4. 13-14 / Mt 9, 27-31

Jesus cura os dois cegos que acreditaram nele. Eles viram em Jesus o Filho de David, o Messias esperado. Porque foram capazes de ver com os olhos da fé, tornaram possível a sua cura.

“Não pior cego do que aquele que não quer ver”, diz o ditado. Muitas vezes não queremos ver a realidade que nos rodeia e seguimos como se nada se passasse. Querer ver é o primeiro passo para superar as muitas cegueiras da vida e do mundo.

Quero ver, Senhor, abre os meus olhos para que me veja a mim mesmo e assim possa ver-te a ti.

O Advento do Senhor

Esforcemo-nos por penetrar na casa do nosso coração, apressemo-nos a limpar com humildade as teias de aranha do nosso orgulho… a pôr tapetes nas paredes com o exercício da virtude, a revestir-nos de gala com a prática das boas obras e a preparar um banquete com a leitura e a meditação da Sagrada escritura.

H. São Victor
 


4 de Dezembro

São João Damasceno

Is 30, 19-21. 23-26 / Sal 146, 1-6 / Mt 9, 15-10,1.6-8


O discípulo de Jesus deve dar continuidade à obra iniciada pelo Mestre. Lutar para eliminar todo o sofrimento, padecer com os que estão como ovelhas sem pastor.

A missão urge e por isso devemos rogar ao Senhor que envie trabalhadores para a sua messe e que nós mesmos sejamos desses trabalhadores.

Deus tornou-se próximo em Jesus Cristo. Ele é dom, liberdade e plenitude no caminho da vida.

Que eu me torne próximo de cada irmão e irmã.

 


5 de Dezembro

Domingo II do Advento

Is 11,1-10 / Sal 71, 2. 7-8.12-13.17 / Rm 15,4-9 / Mt 3, 1-12

Aplanai os caminhos

Advento é tempo de preparar-se para receber a salvação de Deus. Há que abrir caminhos no deserto do nosso individualismo. Existe muito pranto e dor no mundo. Há que aplanar os caminhos que conduzem ao encontro de todos. Existem muitos emigrantes, exilados e refugiados forçados. Ao seu lado não têm faltado pessoas que os acompanham, que lhes dão ânimo e valor, que lhes querem bem e lhes fazem sentir o amor de Deus. Há que derrubar todas as barreiras e todos os muros de objecções nas quais nos fomos entrincheirando.

É Advento. Como abrir caminhos na nossa vida tranquila e confortável e reduzir as distâncias que nos separam dos outros? Como fazer que todos vejamos a salvação de Deus?
 


6 de Dezembro

S. Nicolau

Is 35, 4-7a / Sal 84, 9-14 / Lc 5, 17-26

Os fariseus escandalizam-se que Jesus perdoe os pecados, pois o perdão só Deus o pode dar. A cura do paralítico é sinal da origem de Jesus e também da sua capacidade para perdoar. Ele elimina o pecado e as suas consequências.

O verdadeiro perdão traz consigo a superação das consequências do pecado. Os cristãos devemos, caracterizar-nos por uma acção firme em favor da libertação total do ser humano. Desse modo, seremos sinal do perdão de Deus.

Senhor, que eu leve o teu perdão a todos os ambientes necessitados de salvação.

 

Dia Internacional do Voluntariado para o Desenvolvimento Económico e Social

Cada dia, em muitos cantos do planeta, milhões de mulheres, homens e jovens oferecem diariamente, de maneira desinteressada, o seu trabalho, o seu tempo e a sua capacidade em benefício dos outros.

No mundo há milhões e milhões de voluntários, jovens e anciãos, ricos e pobres, que dedicam todas as horas que podem ao trabalho social em favor dos sectores marginais da nossa sociedade e dos povos empobrecidos do Sul do planeta. Muitos voluntários são estudantes, outros são trabalhadores e muitos são já reformados.
 



7 de Dezembro

S. Ambrósio

Is 40,1-11 / Sal 95, 1-13 / Mt 18, 12-14

O Evangelho mostra que Deus é como um pastor que deixa as noventa e nove ovelhas no monte e vai à procura daquela que se perdeu.

O senhor vem para todos, também para os que estão afastados do redil. Como o pastor que ama as suas ovelhas e se preocupa por cada um dos membros do seu rebanho, nós também devemos preocupar-nos dos que se extraviam e acolhe-los com alegria.

Senhor, tu cuidas de nós com amor. Que nós saibamos acolher como tu acolhes.
 


8 de Dezembro

Imaculada Conceição

Gn 3, 9-15.20 / Sal 97, 1-4 / Ef 1, 3-6. 11-12 / Lc 1, 26-38

A Imaculada pré anuncia a aurora daquele dia eterno em que veremos face a face o Senhor. A Virgem guia-nos e sustem-nos no caminho que ainda nos separa dele. Para este fim último, coroação da vida da graça, devem tender os anseios do nosso coração e os mais generosos esforços de fidelidade cristã.
João XXIII
 


9 de Dezembro

Is 41, 13-20 / Sal 144, 1. 9-13 / Mt 11, 11-15

Deus é o redentor, o advogado, o auxiliador de Israel. Vinculou-se ao povo com a familiaridade que brota da criação e do êxodo. Por isso não pode abandoná-lo.

Além disso, Deus vinculou-se com a humanidade através de Jesus. Segui-lo significa que todos, até os mais pequeninos, gozam da dignidade de ser filhos de Deus.

Tu, Senhor, és clemente e misericordioso.

Quem é essa Senhora?

A imagem da imaculada com uma serpente aos seus pés é símbolo do triunfo de Deus sobre o mal. Deus prometeu no paraíso que uma mulher humilharia a serpente ao dar à luz o seu filho. Maria é essa senhora, a nova Eva, livre do pecado original antes da sua concepção, graças à obra redentora do seu Filho Jesus, que é quem nos liberta do mal e da morte eterna.
 


10 de Dezembro

Sir 48 1, 1-4. 9-11 / Sal 79, 2-3. 15-16. 18-19 / Mt 17, 10-13

Jesus critica os dirigentes do povo que recusam a Palavra de Deus proclamada por João Baptista com a sua ascese e por ele mesmo levando paz e alegria. Eles julgam que estão equivocados porque não entram nos seus esquemas.

Como os que recusaram Jesus também nós estamos tentados a julgar e condenar os que não actuam como nós. Negamos o valor que pode haver neles. Não queremos ver a verdade que podem anunciar.

Vem, Senhor, e liberta os nossos corações de todo o farisaísmo.
 

Dia dos direitos humanos

A celebração a 10 de Dezembro do Dia dos Direitos Humanos tem a sua origem no ano 1950. Nesse ano a Assembleia Geral das Nações Unidas convidou todos os Estados e organizações interessadas para que no dia 10 de Dezembro se observasse o Dia dos Direitos Humanos (resolução 423).
 


11 de Dezembro

S. Dâmaso

Sir 48,1-4.9-11 / Sal 79, 2-3.15-16.18-19 / Mt 17, 10-13
 

Como o povo do tempo de Jesus, que esperava Elias mas não o reconhecia em João Baptista, muitos hoje voltam o seu olhar para o passado e não reconhecem a acção de Deus nas circunstâncias do tempo presente. Que Deus nos dê olhos para ver e ouvidos para escutar.
 


12 de Dezembro

Domingo III do Advento

Is 35, 1-6a.10 / Sal 145, 6-10 / Tg 5, 7-10 / Mt 11, 2-11
 

As dúvidas de João

Diante de tanta injustiça, opressão e corrupção, João duvida que Jesus seja o Messias castigador que todos esperavam. Mas Jesus não castiga ninguém, pelo contrário, procura os publicanos e pecadores e sentava-se à mesa com eles. A pergunta de João à procura de esclarecimentos deu a Jesus a ocasião para mostrara sua identidade e a sua missão: “Os cegos vêem e os inválidos andam… aos pobres é-lhes anunciada a Boa Nova”. A missão de Jesus não vai pelo caminho do castigo ou da repressão, mas pelo da bondade da solidariedade para com todos os que sofrem na vida.

Para tronar visível hoje a presença de Jesus no mundo e celebrar ao Natal é necessário actualizar os sinais da sua presença, sinais de libertação e solidariedade para com os mais necessitados. E Jesus junta uma bem-aventurança: “Ditoso aquele que não se sente defraudado por mim”.
 


13 de Dezembro

S. Luzia

Num 24,2-7 / Sal 24, 4-9 / Mt 21, 23-27

Os sumos-sacerdotes e anciãos questionam a autoridade de Jesus para pregar e realizar milagres, mas não se atrevem a comprometer-se na resposta à sua pergunta. Jesus contesta-lhes com o silêncio, que é muitas vezes a melhor resposta.

Criticamos com muita facilidade, aqueles que estão a fazer alguma coisa pelos outros. Contudo, não demonstramos a mesma facilidade na hora de nos comprometermos com os irmãos, com os seus problemas e as suas dificuldades.

Só tu, Senhor, és coerente. Nós contamos com a tua graça.

Não é a primeira vez

Muitas vezes e de muitos modos falou Deus antigamente aos nossos pais por meio dos profetas. Agora, neste momento final, nos fala por intermédio do seu Filho (Heb 1,1-12).
 


14 de Dezembro

S. João da Cruz

Sof 3,1-2.9-13 / Sal 33, 2-3. 6-7. 17-19 e 23 / Mt 21,28-32

O profeta Sofonias denuncia o povo que se orgulha der ser o povo de Deus mas não cumpre a sua vontade. Do mesmo modo, Jesus alerta contra os que, como o filho da parábola, dizem sim ao convite a trabalhar na vinha mas não trabalham.

Aderir a Jesus não é apenas uma questão de aceitar um conjunto de doutrinas e cumprir uns ritos. É muito mais do que isso. É viver fazendo a sua vontade. É estar atentos à sua Palavra, que nos pede misericórdia e justiça.

Quero caminhar contigo, Senhor, confiando em ti com humildade e sinceridade de coração.
 

O Arco-íris

Senhor Deus, que maravilhoso é contemplar o arco-íris. Como contemplá-lo e não parar para o admirar? Só a ti poderia ocorrer o arco-íris. Sol e tempestade; divindade e harmonia; esperança, felicidade e promessa; maravilha e assombro…
Tu és tudo para mim. Dá-me a tua mão, quero viver unido a ti, como o arco-íris que vai desde a terra ao céu (Gn 9,8-17).
 


15 de Dezembro

Is 45, 6b-8.18.21b-26 / Sal 84, 9-14 / Lc 7, 19-23

Os discípulos de João querem saber se Jesus é o Messias esperado. Jesus responde-lhes com as suas obras, libertadoras do sofrimento humano, sinais evidentes do Reino de Deus.

Tal como Jesus fez, os cristãos temos hoje de promover a libertação total do ser humano. Só se lutarmos para eliminar o sofrimento que há no mundo somos fiéis à Palavra de Deus e construtores do seu Reino.

Contigo e por Ti, Senhor, seremos uma Igreja promotora da justiça e da paz.
 


16 de Dezembro

Is 54, 1-10 / Sal 29,2 e 4-6. 11-13 / Lc 7,24-30
 

Isaías compara o povo desterrado com uma mulher estéril e abandonada a quem o Senhor volta a tomar como esposa. A misericórdia do Senhor é eterna e recorda-se sempre do seu povo, com uma aliança duradoira.

O Senhor ama com amor eterno. A sua misericórdia faz que o que aparentemente era morte se mude em vida. Na sociedade actual toca-nos descobrir esse amor de Deus para com os outros, fazendo-nos instrumentos de misericórdia.

A tua misericórdia é duradoira, Senhor. Louvo-te porque podemos viver no teu amor.

Dia Internacional do Imigrante
 

Os movimentos migratórios a grande escala têm crescido muito nos últimos anos. Actualmente são milhões de pessoas que vivem e trabalham fora dos seus países de origem. Portugal, de onde saíram emigrantes para a Europa, América e África, converteu-se também em país receptor para um grande número de pessoas emigrantes. Saibamos respeitar a todos com o respeito que merece todo o ser humano.
 


17 de Dezembro

Gn 49, 2.8-10 / Sal 71, 2-4.7-8.17 / Mt 1, 1-17
 

A promessa feita aos filhos de Jacob na primeira leitura de hoje parece cumprir-se no evangelho com o nascimento de Jesus, descende de Judá. A história de Jesus está enraizada numa família específica e num povo concreto.

Jesus assumiu a condição humana, é homem como nós e por isso partilha os nossos sofrimentos e alegrias. O nosso Deus faz-se um de nós e enche o nosso mundo de sentido e de esperança.

Tu, Jesus, caminha connosco. És o nosso caminho, mas também és o nosso companheiro de caminhada.
 

A Bíblia

Mateus começa o seu evangelho com a presentação da árvore genealógica de Jesus para indicar que a aliança feita com Abraão se reestabelece com ele e que, aos ser descendente de David, se cumprem as promessas que Deus lhe tinha feito (2 Sm 7,5-16).
 


18 de Dezembro
 

Jer 23, 5-8 / Sal 71, 2. 12-13.18-19 / Mt 1, 18-24
 

No evangelho de Mateus, José é o homem “que sonha com Deus” (1, 20; 2, 13.19.22). É alguém que sendo fiel à lei de Moisés, acolheu e cuidou de Jesus. Tudo isto a partir da escuta atenta da vontade de Deus e do cumprimento fiel dos seus mandamentos.

José, “o justo”, pode ser para nós exemplo de colaboração no plano de Deus. Por onde Deus me está a levar?
 


19 de Dezembro

Domingo IV do Advento

Is 7,10-14 / Sal 23,1-6 / Rm 1,1-7 / Mt 1,18-24

JOSÉ, “O JUSTO”

José é chamado “homem justo” porque estabelece uma estreita relação entre a escuta da vontade de Deus e a sua realização. Se lermos sob este ponto de vista Mt 1 – 2, observamos que Deus lhe pede que acolha Maria como esposa (1, 20); e José fá-lo (1, 24). Deus pede-lhe “levanta-te, toma o menino e sua mãe e fica lá até que eu te avise” (2, 13), algo que José realiza como lhe fora dito (2, 14-15). Uma ordem divina semelhante encontramos em 2, 20 e José executa-a em 2,21. José não diz nada, mas faz tudo o que o anjo do Senhor lhe manda.
 


20 de Dezembro

Is 7, 10-14 / Sal 23,1-6 / Lc 1, 26-38
 

O anjo anuncia a Maria que foi escolhida por Deus. Ela dispõe-se a aceitar a missão que o Senhor lhe confia e enche-se do Espírito Santo. Por meio do seu sim Deus realizará a salvação prometida.

Se, como Maria, estamos abertos à manifestação do Espírito de Deus nas nossas vidas e no nosso mundo, poderemos ser canais através dos quais a salvação de Deus se faz presente na nossa história.

Queremos dizer-te sim, Senhor. Que em nós se faça a tua vontade.
 


21 de Dezembro

Ct 2,8-14 / Sal 32,2-3.11-12.20-21 / Lc 1,39-45
 

Maria põe-se a caminho rapidamente. Ela própria foi visitada por Deus e tem que ir encontrar-se com Isabel. Ambas foram chamadas para dar a vida. Deus entrou na vida de Isabel e de Maria e alegram-se. A fonte de alegria de cada uma é o Espírito.

As pessoas de coração simples são ditosas, porque são capazes de uma fé sem limites em Deus na história guia o seu caminhar e ilumina a s suas vidas.

Faz-nos, Senhor, simples como Maria e Isabel. E aumenta a nossa fé e esperança em ti.

VEM VISITAR-NOS
 

Maria vem visitar-nos trazendo Jesus com ela, para ajudar-nos nas nossas necessidades mais urgentes, mais quotidianas, mais banais: trabalho, compromissos, estado, relações… Maria visita-nos de modo humilde e discreto que a caracteriza. As suas “visitas” não terminarão enquanto houver um ser humano no mundo. Desde que Maria soube que era a mãe de Jesus, a sua atitude de doação total converteu-se em algo como a uma segunda natureza. Maria, hoje, vem visitar-nos.

R. VOILLAUME
 


22 de Dezembro

1 Sam 1, 24-28 / Sal 1 Sam 2, 1.4-8 / Lc 1, 46-56
 

Maria canta a grandeza e misericórdia do Senhor que se compadece dos pequenos, mudando a sua dor em alegria.
Como Maria, reconheçamos a acção misericordiosa de Deus em favor dos pequeninos do mundo e dos pobres da terra.

Converte o nosso coração Senhor, para que te sirvamos em misericórdia e justiça.

VEM AO MEU ENCONTRO!

Senhor vem ao meu encontro, pois te busco! Vem ao meu encontro e vê se há em mim um caminho de iniquidade. E se encontrares em mim o caminho errado que desconheço afasta-o; e, segundo o teu modo habitual de agir, compadecido de mim, leva-me pelo caminho eterno, quer dizer, por Cristo, que é o caminho pelo que se vai, a eternidade para a qual nos dirigimos, à mansão feliz.

GUERRICO DE IGNY
 


23 de Dezembro
 

Mal 3, 1-4; 4, 5-6 / Sal 24, 4-5.8-10.14 / Lc 1, 57-66

O nascimento de João Baptista é um acontecimento extraordinário que manifesta a acção misericordiosa de Deus em favor do seu povo. Por isso os seus pais rompem com a tradição familiar e dão ao menino o nome indicado pelo anjo, símbolo da sua eleição e missão.

Reconhecer a acção de Deus nos nossos dias exige atitudes concretas. Não basta seguir o de sempre. A acção de Deus deve renovar as nossas vidas e levar-nos a comprometer-nos com ele no serviço aos demais.

Queremos caminhar contigo, Senhor, sendo instrumentos da tua misericórdia.
 


24 de Dezembro

Is 9, 1-3.5-6 / Sal 95, 1-3.11-13 / Tit 2, 11-14 / Lc 2, 1-14
 

Jesus nasce em Belém e o anjo anuncia aos pastores que o menino se encontra na pobreza de uma manjedoura, envolto em panos.

Deus vem até nós na fragilidade de um menino e na pobreza de um presépio. Manifesta a sua predilecção pelos pequenos. Para nós, esse acontecimento deveria ser um convite à simplicidade evangélica e à solidariedade com os deserdados da terra.

Tu, Senhor, vens até nós. Faz da nossa vida um louvor constante para ti.
 


25 de Dezembro

NATAL DO SENHOR

Is 52, 7-10 / Sal 97, 1-6 / Heb 1, 1-6 / Jo 1, 1-18

DEU-SE POR AMOR

A Palavra sempre existiu.
Por Ela foi criado tudo o que existe.
Um dia a Palavra fez-se carne.
Veio a esta terra e aqui acampou.
Alguns sabiam e esperavam-Na.
Reconheceram-Na os de sempre:
Os pobres, os simples, os humildes.
Nasceu pobre, simples, humilde.
E assim viveu a sua vida inteira.
Ensinou o que sabia desde sempre.
Amou como o Pai A amou sempre.
Deu-se como o Pai A deu a todos, por amor.
 


26 de Dezembro

Festa da Sagrada Família

Sir 3,3-7.14-17a / Sal 127,1-5 / Col 3,12-21 / Mt 2,13-15.19-23
 

As grandes realidades humanas não são fáceis de definir. A pessoa não é fácil de definir. Certas experiências não são fáceis de definir. Não é por falta de identidade, mas pela sua profundidade e riqueza. Por isso dizemos que tocam o mistério.

Aplicamo-lo á família e encontramos definições lindíssimas.
“Intima comunidade de vida e de amor”(GS 48. João Paulo II FC 11)
“A célula primeira e vital da sociedade” (AA 11)
“A primeira escola das virtudes sociais” (Grav.ed. 3)
“A escola do mais rico humanismo”( GS 52)
“O melhor ícone da Trindade” (Conferência Geral CELAM, Puebla 1979)
 


27 de Dezembro

S. João, Apóstolo e Evangelista

1 Jo 1, 1-4 / Sal 96,1-2.5-6.11-12 / Jo 20,2-8


O discípulo amado vai com Pedro ao sepulcro onde tinham colocado Jesus e encontram-no vazio. Os panos dobrados mostram que não foi nenhum ladrão. E o discípulo acredita. Onde em aparência há morte, percebe que a vida está em plena manifestação: Ressurreição.

No meio das situações de morte presentes no mundo, perceberei sinais de vida e acredito e amo como o discípulo amado. Só uma experiência próxima e pessoal fará com que seja autêntico o anúncio aos outros de que Cristo vive.

Que a tua vida nos inunde, Senhor, e a partilhemos com os nossos irmãos.
 

A Incarnação

Os homens perguntavam angustiados pelo porquê da dor e da humilhação, o porquê da pequenez sentida e padecida, que sentimento tem o sofrimento dos últimos da terra. Os homens perguntavam a Deus. E Deus guardava silêncio. Agora, no Natal, fala Deus. E o homem guarda silêncio. Não pergunta mais. Limita-se a escutar a narração do acontecimento da doçura divina e humana: Deus nasceu pequeno; Deus fez-se história; Deus apelida-se presépio.

L. BOFF
 


28 de Dezembro

Santos Inocentes

1 Jo 1, 5 – 2, 2 / Sal 123, 2-8 / Mt 2, 13-18

Jesus sofre a mesma perseguição e tem que fugir para o Egipto. A ira assassina de Herodes cai sobre os recém-nascidos, inocentes e indefesos. Jesus é o novo Moisés que escapa à morte para conduzir o povo à sua verdadeira libertação.

Os poderes do mundo insistem em perseguir os inocentes para conseguir os seus objectivos: crianças soldados, trabalhadores, vítimas da guerra… a vida é ameaçada. Cabe aos cristãos uma palavra firme e uma acção concreta em favor da vida e dos mais pobres.

Dá-nos valentia, Senhor, para lutar com firmeza contra todas as injustiças.


INOCENTES DE HOJE

A época de natal, caracterizada pelo consumismo e pelo esbanjamento nos países ricos, supõe viver numa redoma que nos defende do que se passa “fora”, onde há pessoas que não têm nenhuma esperança. Esta situação é um dos dramas da humanidade, o que se está a passar “fora” é um crime. Nunca se pôde vencer a fome e a miséria, mas agora há mais ricos que há 50 ou 100 anos, enquanto os pobres se multiplicaram. A distância entre os que têm e os que não têm só tem paralelo com a distância que existe entre os que sabem e os que não sabem, e os que não têm são os que não sabem, pelo que estão condenados desde que nascem.

José Saramago
 


29 de Dezembro

1 Jo 2, 3-11 / Sal 95, 1-6 / Lc 2, 22-25

O evangelho que lemos hoje convida a prestar atenção aos personagens que aparecem na apresentação do Senhor no templo: o menino, os seus pais, um ancião e o Espírito Santo.

Simeão deixa-nos o seu testamento: proclama as maravilhas que Deus realiza nos humildes; ele também tinha esperado toda a sua vida este acontecimento, e Deus não lhe falhou. Deus cumpre sempre as suas promessas.
Ilumina-me, Senhor, com o teu Espírito.
 


30 de Dezembro

1 Jo 2, 12-17 / Sal 95, 7-10 / Lc 2, 36-40

A leitura exorta a não fixarmo-nos no efémero que afasta do amor de Deus. Este amor é aquele que parece ter a profetisa Ana, assídua ao templo e mulher de oração, que reconhece em Jesus a libertação prometida.

As apetências do mundo, entendido como o que afasta de Deus, não são capazes de trazer a felicidade. As pessoas simples como Ana são as que reconhecem a libertação trazida por Deus.

Dá-me, Senhor, um coração simples, capaz de amar-te e de reconhecer-te.

MULHERES NA BÍBLIA

As mulheres no Antigo e no Novo Testamento são apresentadas como figuras distantes, perdidas nos séculos, quase esquecidas pelos estudiosos. Contudo, cada vez são mais as vozes que nos convidam a nos submergirmos nos relatos que nos falam delas com olhar atento e crítico. Lendo a Bíblia desde esta perspectiva, descobriremos, no meio do ambiente patriarcal que rodeava a sua cultura, mulheres fortes, valentes, exemplo de fé para homens e mulheres de qualquer época.
 


31 de Dezembro

1 Jo 2, 18-21 / Sal 95, 1-2.11-13 / Jo 1, 1-18
 

Jesus é a Palavra de Deus, que existia junto dele. É uma palavra cheia de vida. Por meio dela o mundo foi criado. Ela nos dá acesso a Deus e vive entre nós.

Deus é comunicação. Comunica-se através da sua Palavra feita carne. Com Jesus Deus monta a sua tenda no meio de nós., solidário com a nossa condição humana e disposto a implicar-se connosco desde dentro.

Verbo Divino de Deus, ajuda-nos a ser palavras de esperança para todos.

Graças pela minha vida

Graças por este meu caminhar cheio de sentido e de razões fortes para continuar a trabalhar.

Graças por este dom do céu que é a minha própria vida, a minha vida tal qual ela é, complexa, mas cheia de mistério.

Graças pela sementeira de amor e beleza deixada na minha memória de 2010.

FELIZ ANO NOVO 2011
 

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