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  Leitura crente da Bíblia: Março

 

 

 

A PALAVRA

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QUARESMA

E PÁSCOA 2010

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

1 de Março

 

Sir 35,1-15 / Sl 49, 5-8. 14.23 / Mc 10, 28-31


Ser discípulo não é uma carreira de renúncias e obstáculos. O maior prémio é Deus que se nos dá ele mesmo e, com ele, uma nova família e uma nova vida.

Tenho a experiência de família e de casa para além da minha família carnal? Dou testemunho disso?

Graças, Senhor, pela minha nova família que é a Igreja.

 

A FAMÍLIA

Família, amor e pessoa são três realidades unidas por um laço indissolúvel que nenhuma delas se sustenta sem o apoio das outras duas. “Não há família sem pessoas; não há pessoas sem família; e sobretudo não há família nem pessoas sem amor” dizia João Paulo II.


2 de Março

Sir 36,1-2a. 5-6. 13-19 / Sl 78, 8.9.11.13 / Mc 10,32-45

 

A caminho de Jerusalém, Jesus ensina aos seus discípulos o que significa segui-lo. Mas eles não compreendem os seus ensinamentos.

Tiago e João pedem honras e privilégios. Também hoje nos custa compreender que seguimos Cristo servidor e servo.

Repito com o Salmo: “Mostrai-nos, Senhor, a Vossa misericórdia”.

 


3 de Março
 

Sir 42, 15-26 / Sl 32, 2-9 / Mc 10, 46-52

 

Enquanto os filhos de Zebedeu pediam lugares de honra, o cego está consciente da sua situação e pede apenas para ver.

Jesus também a nós nos pergunta hoje: Que queres que eu te faça?

Senhor, que eu veja e te siga pelo teu caminho.
 


4 de Março

S. Casimiro

Sir 44, 1.9-13 / Sl 149, 1-6.9 / Mc 11, 11-26

 

Duas atitudes importantes para quem reza: a reconciliação com os irmãos e a confiança ilimitada em Deus.

Revejo as minhas atitudes de oração. Porque o modo de rezar reflecte o modo de viver.

Senhor, ensina-nos a rezar. Envia-nos o teu Espírito.

 

REZAR

Ensina-nos a rezar, Senhor,

para encontrar o teu rosto.

Convida-nos ao silêncio,

para escutar a tua voz.

Ilumina o nosso olhar,

para descobrir os teus sinais.

Ensina-nos a rezar, Senhor, faz-nos falta.

Queremos procurar o teu rosto,

Encontrar os teus traços, reconhecer os teus passos.

Necessitamos descobrir os teus olhos,

sentir o teu alento.

Descansar no teu olhar,

Palpar o teu abraço de perto.

Convida-nos à tranquilidade,

ao sossego, à paz.

Ensina-nos a escutar,

a esperar, a agradecer.

Dá-nos simplicidade para nos colocarmos

nas tuas mãos de Pai.


5 de Março

Sir 51, 17-27 / Sl 18, 8-11 / Mc 11, 27-33
 

Partilho esta alegria de procurar a sabedoria?

Só os preceitos do Senhor é que alegram o coração.

A Palavra do Senhor é preciosa, mais preciosa do que o ouro;
A Sua Palavra é saborosa, mais saborosa do que o mel.
 


6 de Março

IX DOMINGO DO TEMPO COMUM

Dt 11,18.26-28 / Sl 30, 2-4.17.25 / Rm 2, 21-25.28 / Mt 7,21-27
 

A casa de que fala o evangelho representa cada um de nós e também a casa da Igreja. Curiosamente coloca a chave da sensatez na escuta obediente da Palavra. Assim alicerçada, está firme quando cheguem os imprevistos.
Em paralelo encontramos o protótipo da insensatez, quem escuta as palavras de Jesus e nos momentos de crise se encontra à mercê dos acontecimentos, sem base onde apoiar-se. A sua vida vem abaixo sem remédio.
Somos nós quem tem de optar. A escuta obediente pode levar-nos por caminhos que não pensámos, mas sem dúvida que nos construirá como pessoas crentes.
 



7 de Março

S. Perpétua e S. Felicidade

Tb 1,1-2,1b-8/ Sl 111, 1-6 / Mc 12, 1-12
 

A parábola da vinha resume a história de Israel. Fala de Jesus, do amor de Deus pelo seu povo e desmascara o abuso da autoridade.

Uma chamada de atenção para quem exerce qualquer tipo de autoridade: na família, no trabalho, na comunidade…

Por todos os que têm autoridade, que a exerçam com amor e não com interesses egoístas.
 

O Livro de Tobit

É uma história exemplar escrita nos finais do século III a.C. Os nomes dos protagonistas antecipam o ensinamento do livro. Tobit significa “bondade” e Tobias “O Senhor é bom”. Junto com o convite a confiar na Providência divina, este relato destaca outros valores de profundo conteúdo evangélico: a santidade do matrimónio, o respeito filial, a misericórdia para com os pobres, a prática da esmola, a fidelidade de Deus no meio da dor e a eficácia da oração.
 


8 de Março

S. João de Deus

Tb 2,10-23 2 / Sl 111, 1-2.4.7-9 / Mc 12, 13-17
 

No meio do sofrimento, Tobias mantém-se fiel a Deus.

Ainda que tudo pareça desmoronar-se, Deus está ao nosso lado. É um dom e um esforço descobrir a sua presença no meio da dor.

O meu coração está firme no Senhor.
 

DIA INTERNACIONAL DOS DIREITOS DA MULHER

Neste dia comemora-se a luta da mulher pela sua participação em pé de igualdade com o homem, na sociedade e no seu desenvolvimento integral como pessoa.
 


9 de Março

QUARTA-FEIRA DE CINZAS

Joel 2, 12-18 / Sl 50, 3-6.12-17 / 2 Cor 5, 20 – 6, 2 / Mt 6, 1-6.16-18
 

Começa o tempo de preparação para a Páscoa com uma chamada a voltar-nos para Deus. A Palavra de Deus na liturgia cristã nos guiará. Do nosso olhar para quem é total misericórdia brotará o arrependimento, a mudança interior e as obras externas de bondade.

A Bíblia é “o livro que me lê”. Como falam de mim as leituras de hoje? A que compromissos concretos me convidam?

Misericórdia. Pela tua grande bondade, apagai o meu pecado.
 

CINZAS

«Convertei-vos e acreditai no Evangelho!» é um dizer fortíssimo, que, nesta formulação, aparece uma única vez em toda a Escritura Santa (Marcos 1,15). É o dizer que acompanha o rito das cinzas que serenamente depositamos na cabeça neste dia de Quarta-Feira de Cinzas, entregando a nossa terra ardida e seca às mãos carinhosas e ao sopro criador de Deus.
 


10 de Março
 

Dt 30, 15-20 / Sl 1, 1-6 / Lc 9, 22-25
 

As leituras de hoje colocam-nos diante de uma escolha que nos conduz à vida. Se decidirmos manter-nos no caminho atrás de Jesus, temos de preparar-nos para assumir uma “espiritualidade de intempérie”.

Talvez me preocupem os meus investimentos económicos. Preocupa-me também como e em quem invisto a minha vida?

Neste começo da Quaresma quero escolher com confiança ilimitada: opto por Ti, Senhor!
 

JESUS, QUEM ÉS?

Diz-me Jesus, quem és. És o Filho de Deus glorificado ou o Filho do homem ensanguentado? És o que tocas as estrelas ou o que baixa aos infernos? És a carícia do Pai e o beijo do Espírito ou o que grita na cruz a sua angústia e o seu abandono? Diz-me, Jesus, quem és. Tu, Jesus, és o homem que encerra dentro de si a amplitude do céu, és o milagre que passa sobre os caminhos da nossa terra.
Paulo VI
 


11 de Março

Is 58, 1-9a / Sl 50, 3-6.18-19 / Mt 9, 14-15
 

As leituras de hoje falam da graça do Deus amor. É esse olhar o que permite ao orante descobrir o seu pecado e admitir que a sua condição só tem remédio a partir de uma nova criação do Deus que é misericórdia.

Vivo a partir da certeza que me acompanha um Deus misericórdia? Relaciono-me com os outros desde esta perspectiva?

Converte-me, Senhor, em criatura nova. Que o teu amor em mim seja fermento para continuar a implicar-me, com os meus irmãos e irmãs, na edificação do teu Reino.
 

O SENTIDO DO JEJUM

O jejum e todas as práticas ascéticas não têm valor em si mesmas, se não em função de algo maior. Por isso uma extrema rigidez na regulamentação destas práticas é certamente anti-evangélica: uma pobreza muito regulamentada não respeita suficientemente o verdadeiro pobre.
 


12 de Março

Is 58, 9b-14 / Sl 85, 1-6 / Lc 5, 27-32
 

As leituras de hoje coincidem em rejeitar a murmuração. Talvez esta prática possa ser um bom “jejum” penitencial durante a Quaresma.
 

BRILHAR COMO LUZ

A justiça para com o oprimido e a bondade para com o necessitado fazem brilhar a luz de Deus no mundo. O conselheiro inspirado da comunidade vê nisso a bênção. Os bens do mundo (Paz, abundância, restauração de ruínas) são sinal e dom de Deus. O dia do Senhor é repouso na busca de bens, para desfrutar de todo o bem.
 


13 de Março

I DOMINGO DA QUARESMA

Gn 2,7-9; 3,1-7 / Sl 50, 3-6.12-14.17 / Rm 5,12-19 / Mt 4,1-11
 

O relato das tentações aproxima-nos de uma realidade muito humana e pela qual Jesus também passou. Todas elas se podem resumir numa só: “Como és o Filho de Deus, não sejas um Filho-Servo. Sê um Filho de Deus Poderoso”. Jesus saiu das tentações muito mais confiante em si mesmo. A melhor maneira que teve de nos mostrar a sua filiação foi manter-se obediente à vontade do Pai e chegando, pela coerência com essa vontade, até à morte de cruz.

Assim, Jesus converte-se em modelo e primazia da nova criação, no novo Adão. A sua vitória é também a nossa. A vitória final sobre o mal dar-se-á na Paixão. O relato das tentações pede desde o princípio que fixemos o nosso olhar na Cruz e no caminho que há que percorrer até alcançar a vitória pascal.
 


14 de Março

Lv 19, 1-2.11-18 / Sl 18, 8-10.15 / Mt 25,31-46
 

Jesus faz um exame final prático. Não pergunta coisas de religião: o culto, o jejum… Deixa falar as obras de misericórdia.

Permitamos hoje que falem de nós as nossas obras de amor e fraternidade.

Dá-nos, Senhor, um coração novo.
 


15 de Março

Is 55, 10-11 / Sl 33, 4-7.16-19 / Mt 6, 7-15
 

A oração que Jesus oferece aos seus discípulos é o Pai-nosso. Nesta oração estão estritamente ligadas o louvor e a súplica a Deus com o olhar comprometido para com os irmãos. A fé é inseparável do compromisso ético, mas necessitamos orar para viver a partir da fé e para aprender a viver.

Olho para as duas partes que integram a oração do Pai-nosso. Oro assim?

Pai nosso…
 

ROGO A DEUS
 

Rogo a Deus que me permita, antes que pereça, levantar minha voz uma vez mais, como um toque de trompeta, para alertar aqueles que ganham e guardam quanto podem mas não dão tudo quanto podem. São fundamentalmente essas pessoas que ofendem o Santo Espírito de Deus, e são responsáveis em grande medida de que a sua graça não desça nas nossas assembleias. Muitos irmãos nossos, amados de Deus, não têm comida, não têm roupa com que cobrir-se, não têm onde recostar a cabeça.

John Wesley
 


16 de Março

Jonas 3, 1-10 / Sl 50, 3-4.12-13.18-19 / Lc 11, 29-32
 

A resposta de Nínive à pregação de Jonas é desconcertante: toda a gente se converte e Deus perdoa-lhes. O comportamento exemplar desta cidade contrasta com a mesquinhez de Jonas, que prefere um Deus castigador e exclusivista.

Qual é a minha experiência de Deus que me busca? Em que se parece ao Deus de Jonas? E ao Deus de Jesus Cristo?

Que te conheça a Ti, Senhor, e me conheça a mim como Tu me conheces!
 

QUARESMA: QUARENTA DIAS

Os quarenta dias constituem um dado teológico. Quarenta anos ou quarenta dias exprimem na Escritura o tempo de provação e de discernimento: o processo de amadurecimento que o coração do homem deve fazer com vista a uma opção radical pelo Senhor.

J. Latorre
 


17 de Março

Ester 14, 1.3-5.12-14 / Sl 137, 1-3.7-8 / Mt 7, 7-12
 

Jesus exorta a ter uma confiança sem limites porque temos um Pai bom que só sabe derramar bondade sobre os seus filhos. Por isso podemos pedir, buscar e chamar com toda a confiança, sabendo que seremos atendidos.

Como é a minha oração? Está marcada pela constância e a confiança sem limites?

Senhor, ensina-nos a orar!
 

NEM UMA PALAVRA MAIS
 

Deus ficou mudo e não tem mais que falar. O que falava antes por partes aos profetas já o falou totalmente, dando-nos o Todo, que é o seu Filho. O que agora quisesse perguntar a Deus (…) Deus poderia responder desta maneira: “Sim tenho já faladas todas as coisas na minha Palavra, que é o meu Filho, e não tenho outra, que posso eu agora responder ou revelar que seja mais que isso? Põe os olhos só nele, porque nele te tenho tudo dito e revelado, e acharás nele ainda mais do que pedes e desejas.”

S. João da Cruz
 


18 de Março

Ez 18, 21-28 / Sl 129, 1-8 / Mt 5, 21-26
 

Jesus vai para além das explicações que os rabinos dão sobre a lei. A lei que Jesus oferece não pode entender-se como mero cumprimento de umas normas externas. São atitudes que devem impregnar toda a vida. Por isso são tão exigentes.

Que dificuldades experimento para viver o que a passagem evangélica de hoje me pede?
Senhor, ensina-me a viver os teus ensinamentos desde o interior, sem barreiras.
 

CÂNTICO DE ESPERANÇA

Do fundo do abismo clamo a ti, Senhor!
Senhor, ouve a minha prece!
Estejam teus ouvidos atentos
à voz da minha súplica!
Se tiveres em conta os nossos pecados,
Senhor, quem poderá resistir?
Mas em ti encontramos o perdão;
por isso te fazes respeitar.
Eu espero no Senhor! Sim, espero!
A minha alma confia na sua palavra.

(Sl 129, 1-5)
 


19 de Março

S. JOSÉ, ESPOSO DA VIRGEM MARIA

2 Sm 7, 4-5a.12-12a.16 / Sl 88, 2-5.27.29 / Rm 4, 13.16-18.22 / Mt 1, 16.18-21.24a.
 

José, homem justo e bom, toma uma opção marcada pela sua bondade: libertar Maria do seu compromisso matrimonial sem escolher a via da denúncia. Mas diante do acontecimento da gravidez de Maria, fica ainda outro ponto de vista, o de Deus. E José aceita o de Deus.

Deus tem os seus planos para o mundo e pede colaboração a José, a Maria, a ti e a mim. Como e quando escutas Deus? Até que ponto estás disposto a deixar, como o justo José, que os planos de Deus mudem os teus?

Fala, Senhor, que o teu servo escuta!
 

S. JOSÉ

É o homem apaixonado. É o homem dos sonhos. Cada um age na base daquilo que tem dentro de si. O homem justo tem os mesmos sonhos de Deus. No sonho da palavra humana, desperta a Palavra de Deus.
É o homem de fé. Escuta e põe em prática. Faz sua a primeira palavra com que, desde sempre, Deus se dirige ao homem: “Não temas”. O medo é o contrário da fé.
José não dá ouvidos ao medo, torna-se verdadeiro pai de Jesus, embora não seja o seu progenitor. Gerar um filho é fácil, mas ser seu pai e mãe, amá-lo, fazê-lo crescer, fazê-lo feliz, ensinar-lhe a ser homem, é uma aventura muitíssimo diferente. Bastam poucos instantes para tornar-se progenitor/a; mas alguém só se torna pai ou mãe ao longo de toda a vida. José é a figura de cada homem e de cada pai.
 


20 de Março

II DOMINGO DA QUARESMA

Gn 12, 1-4a / Sl 32,4-5.18-20 / 2 Tm 1,8b-10 / Mt 17,1-9

Jesus a caminho de Jerusalém anuncia aos seus discípulos que se aproxima a hora da sua paixão e morte. Perante o desânimo, quer oferecer-lhes um sinal que lhes sirva de ápio no caminho da cruz que estão prestes a começar indo atrás do Mestre. E mostra-lhes o verdadeiro rosto do Filho predilecto, do Filho que nos precede.

A vida cristã é uma experiência em dois tempos. Há uma componente de ascese, de sofrimento e outro de felicidade., de transfiguração. Nos momentos de desânimo, de confusão, estamos convidados a olhar para Jesus e escutar a voz do Pai que nos remete para o baptismo. E logo seguir no caminho, com a força e as esperança que a consolação suscita, descobrindo a presença de Deus na nossa história e sendo testemunhas dela.
 


21 de Março

Dn 9, 4-10 / Sl 78, 8-13 / Lc 6, 36-38

O amor que Jesus pede supera todo o sentimento, todo o cálculo humano. Põe a sua razão de ser e a sua motivação na própria essência de Deus. Ser como o Pai é oferecer um amor antecipado e desinteressado a todos.

O meu estilo de vida como filho de Deus tem a sua raiz nesta experiência do Pai?

Pai, deixa-me fazer a experiência do teu amor para poder amar como tu amas.
 


22 de Março

Is 1, 10.16-20 / Sl 49, 8-9.16-17.21.23 / Mt 23, 1-12
 

O Profeta Isaías recorda-nos hoje que a escuta da Palavra de Deus fica incompleta sem a obediência aos seus mandamentos.

Curiosamente todos esses mandamentos fazem referência à relação com o próximo. Com qual fico hoje?

Escutaremos a tua voz, Senhor.
 

ÁGUA

O Dia Mundial da Água é uma ocasião única para recordar que enquanto uma parte do mundo menospreza um bem tão fundamental para a nossa vida, muitas pessoas noutras partes do globo não têm acesso à quantidade de água potável necessária para a sua sobrevivência.
 


23 de Março
 

Jr 18, 18-20 / Sl 30, 5-6. 14-16 / Mt 20, 17-28
 

A vida do profeta Jeremias corre perigo. A sua proclamação é incómoda e as autoridades religiosas estendem-lhe uma ratoeira. Jeremias implora ao Senhor. Põe toda a sua confiança em Deus e continua o seu anúncio.

Qual é a minha atitude nos momentos de dificuldade?

Eu confio em ti, Senhor.
 

DIA METEREOLÓGICO MUNDIAL
 

O tempo e o clima não conhecem fronteiras geográficas, por isso em todo o mundo se considera que a cooperação internacional é imprescindível para o desenvolvimento das ciências que o estudam: a meteorologia e a climatologia; e também para ter acesso aos benefícios que derivam das suas aplicações práticas.
 


24 de Março

Jr 17, 5-10 / Sl 1, 1-6 / Lc 16, 19-31
 

O salmo responsorial de hoje põe à nossa consideração dois caminhos, o do justo e o do ímpio, mostrando onde conduzem ambos. O evangelho oferece uma ilustração deste ensinamento com o relato de Lázaro e o homem rico mostrando que idolatrar as riquezas não é um caminho de vida.

Hoje sento-me à beira do caminho da minha vida. Por onde vai esse caminho?

Escolho uma frase do Salmo 1 para repetir durante o dia.
 

FELIZ O HOMEM QUE SEGUE O BOM CAMINHO

Feliz o homem que não segue o conselho dos ímpios,
nem se detém no caminho dos pecadores,
nem toma parte na reunião dos libertinos;
antes põe o seu enlevo na lei do Senhor
e nela medita dia e noite.

Salmo 1

DIA MUNDIAL DA TUBERCULOSE

A tuberculose no século XIX chegou a ser na Europa e América uma das mais graves epidemias dessa época. Hoje em dia, apesar de ter passado pouco mais de um século, e embora a situação tenha melhorado consideravelmente em todo o mundo, a tuberculose continua a ser uma ameaça para a saúde e o bem-estar de muitas pessoas.
 


25 de Março

ANUNCIAÇÃO DO SENHOR

Is 7, 10-14 / Sl 39, 7-11/ Hb 10,4-10 / Lc 1, 26-38
 

Maria deixa-se encher de Deus. E daí nos veio a salvação.

Ela ensina-nos como havemos de escutar Deus e guardar a sua Palavra. Ela escutou e guardou a Palavra no seu seio.

Ela ensina-nos como estar com Deus, em relação permanente.

Ensina-nos como amar a Deus, com todo o coração, com toda a inteligência, com toda a alma. É um amor de afectos e sentimentos e, ao mesmo tempo, um amor de entrega. É um amor que se deixa amar. É um amor que diz sim. É um amor que se abre e se deixa modelar. É um amor que também se põe a caminho, que cuida, que se traduz em bênçãos e serviço. É um amor que dá vida e dá a vida.

Ensina-nos como há que receber Deus. Ela tinha os seus projectos, os seus planos, mas vem Deus e ele tem outros projectos e outros planos para Maria. Com ela aprendemos que Deus tem também para nós os seus planos. E Deus não quer tanto as nossas obras, mas sim a nossa disponibilidade. Ele quer a nossa fé.
 


26 de Março

Mq 7, 14-15.18-20 / Sl 102,1-4.9-12 / Lc 15,1-3.11-32
 

Deus é esse Pai/Mãe que se lhe comovem as entranhas e sai correndo a abraçar-nos com o seu perdão. É esse Pai/Mãe que nos recorda a nossa condição de filhos e irmãos.
 


27 de Março

III DOMINGO DA QUARESMA

Ex 17,3-7 / Sl 94,1-2.6-9 / Rm 5,1-2.5-8 / Jo 4,5-42
 

O evangelho de João dá muita importância à mulher. A elas atribui-lhes revelações e missões que, nos outros evangelhos são atribuídos aos homens. A samaritana é a primeira pessoa que recebe de Jesus uma manifestação como o Messias. E converte-se em evangelizadora da Samaria. Isto pode ajudar-nos a reflectir sobre o lugar da mulher na Igreja de Jesus Cristo.

Em todo o caso, o poder da samaritana, para além da condição feminina, está em ter-se apresentado diante de Jesus como tendo sede, sedenta, e ter aceitado o encontro pessoal com ele e a água que ele lhe oferecia como fonte e símbolo do Espírito Santo. Daqui brotou o seu ser missionário. Deixemo-nos olhar hoje por este relato.

Qual é a minha sede?

Que tipo de missionário sou eu?
 


28 de Março

2 Rs 5, 1-15a / Sl 41, 2-3; 42, 3-4 / Lc 4, 24-30
 

O salmo responsorial que a liturgia escolhe para hoje recorda o profundo desejo de cada crente: a comunhão com Deus. Deus é a água que dá vida e o orante encontra-se intranquilo buscando a fonte. Quando a encontrar, exultará de júbilo.

Durante esta quaresma torno-me consciente da minha sede de Deus. Quero buscar a fonte de água e deixar que ela me encontre.

Rezo o salmo 41 e 42.
 


29 de Março

Dn 3, 25.34-43 / Sl 24, 4-9 / Mt 18, 21-35
 

Mateus quer que as comunidades cristãs sejam espaços de fraternidade e misericórdia. Convida, com a parábola, a imitar a misericórdia de Deus.

Perante a visão deste rei tão magnânimo, reconcilio-me, de coração, com os irmãos, comigo mesmo.

Perdoa a s nossas ofensas. Comprometemo-nos a perdoar como Tu perdoas.
 

TEMPO DE MISERICÓRDIA

A Quaresma é o momento favorável para nos convertermos ao amor. Um amor que saiba fazer sua a atitude da compaixão e misericórdia do Senhor.

Bento XVI
 


30 de Março

Dt 4, 1.5-9 / Sl 147, 12-20 / Mt 5, 17-19
 

Os cristãos da comunidade de Mateus perguntavam-se se estavam obrigados a cumprir a Lei ou se tinham sido libertos dela. O evangelista a partir dos ensinamentos de Jesus, o Senhor, mostra que o decisivo não é até onde me deixa chegar a Lei, mas até onde chego segundo o exemplo de Jesus.

São as normas um obstáculo, uma repressão na minha vida ou vivo-as como uma ajuda que conduz à plenitude?

Frente ao desprezo ou à rigidez da lei, dá-me, Senhor, espírito de discernimento.
 

ENAMORA-TE
 

Nada pode importar mais do que encontrar Deus, quer dizer, enamorar-se de uma maneira definitiva e absoluta. Aquele de quem te enamoraste ocupa a tua imaginação e acaba por ir deixando a sua marca em tudo. Será Ele que te faz decidir a sair cada manhã da cama, o que fazes ao entardecer, o que fazes aos teus fins-de-semana, o que lês, o que conheces, o que faz vibrar o teu coração, e o que te enche de alegria e gratidão. Enamora-te! Permanece no amor! Tudo será diferente!

Pedro Arrupe
 


31 de Março

Jr 7, 23-28 / Sl 94, 1-2.6-9 / Lc 11, 14-23
 

Também nós hoje temos um coração obstinado que não quer escutar a voz de Deus.

Mas contamos com Jesus. Ele pode mudar o nosso coração. Ele pode expulsar do coração todos os demónios.

Abre, Senhor, os nossos ouvidos. Ensina-nos a caminhar segundo a vontade do Pai.
 

SABIAS QUE…?
 

Na Bíblia, o órgão mais importante é o coração. É onde se aloja o espírito que anima cada pessoa. Do coração brotam as atitudes, os sentimentos, os valores que movem a vida de cada um. Por isso, Deus quer que examinemos o nosso coração e deixemos que o seu Espírito o encha para poder viver como ele ensina, para poder realizar o seu Projecto.

M. A. Murúa

 

 

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