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1
de Março
Dn 9, 4-10 / Sl 78, 8-13 / Lc 6, 36-38
O amor que Jesus pede supera todo o sentimento, todo o
cálculo humano. Põe a sua razão de ser e a sua motivação
na própria essência de Deus. Ser como o Pai é oferecer
um amor antecipado e desinteressado a todos.
O meu estilo de vida como filho de Deus tem a sua raiz
nesta experiência do Pai?
Pai, deixa-me fazer a experiência do teu amor para poder
amar como tu amas.
O evangelho do domingo passado apresentou-nos Jesus
posto incondicionalmente sob a vontade do Pai e ao
serviço do ser humano. Jesus fez seus os novos valores
de Deus, por isso apresenta-se transfigurado e a voz do
céu mostra-o como modelo. Ele é o homem novo, gérmen e
primícias da nova humanidade. Porque escutou o seu Pai,
vale a pena escutá-lo; porque é o Filho amado, vale a
pena segui-lo.
2
de Março
Is 1, 10.16-20 / Sl 49, 8-9.16-17.21.23 / Mt 23, 1-12
Frente à sinagoga, organizada de modo hierárquico e cujos cargos
criavam diferença e desigualdade, Jesus propõe uma nova forma de
organização e autoridade. A comunidade cristã deve estar fundada
na humildade e na fraternidade.
De
que maneira podem ajudar-nos as palavras do evangelho de hoje a
construir comunidades eclesiais fundamentadas na fraternidade e
não nos títulos e nas honras?
Peço-te, Senhor, pela nossa Igreja.
SENHOR JESUS
Tu
fizeste da tua vida um caminho para ti que passa pelos meus
irmãos. Tomaste-me pela mão quando era criança. Hoje, já adulto,
sinto que me mostras do monte da intimidade amiga, a tarefa de
um mundo que necessita de ser transfigurado pela tua luz e tua
beleza. Faz-me dócil ao teu Espírito; à tua Palavra e aos sinais
do caminho.
3 de
Março
Jr 18, 18-20
/ Sl 30, 5-6. 14-16 / Mt 20, 17-28
Pela terceira vez Jesus anuncia aos seus discípulos a sorte que
o espera. Mas eles não entendem e continuam a pensar na honra e
no poder que podem dar-lhes os primeiros postos junto ao
Messias. Jesus volta a repetir-lhes que a sua vida não irá pelo
caminho do prestígio, mas pelo do serviço.
Até
que ponto venço a tentação de buscar o poder, o prestígio, o
ter, tomando como pretexto a fé? Que lugar ocupa na minha vida o
serviço cristão?
Ajuda-me, Senhor, a ser servo de todos!
O
DEUS DA VIDA
Muitos cristãos só sabem relacionar-se com Deus com cara séria e
coração fechado, como se Deus não gostasse da alegria e do bom
humor. Um dos caminhos que José Luis Martin Descalzo indica para
descobrir a felicidade é: “descobrir que Deus é alegre, que uma
religiosidade que atormenta ou estreita a alma não pode ser
verdadeira, porque Deus ou é o Deus da vida ou é um ídolo.”
4 de
Março
Jr 17, 5-10 / Sl 1, 1-6 / Lc 16, 19-31
O salmo responsorial de hoje põe à nossa consideração
dois caminhos, o do justo e o do ímpio, mostrando onde
conduzem ambos. O evangelho oferece uma ilustração deste
ensinamento com o relato de Lázaro e o homem rico
mostrando que idolatrar as riquezas não é um caminho de
vida.
Hoje sento-me à beira do caminho da minha vida. Por onde
vai esse caminho?
Escolho uma frase do Salmo 1 para repetir durante o dia.
FELIZ O HOMEM QUE SEGUE O BOM CAMINHO
Feliz o homem que não segue o conselho dos ímpios,
nem se detém no caminho dos pecadores,
nem toma parte na reunião dos libertinos;
antes põe o seu enlevo na lei do Senhor
e nela medita dia e noite.
Salmo 1
5 de
Março
Gn 37, 3-4.12-13.17-28 / Sl 104, 16-21 / Mt 21, 33-43.45-46
As leituras de hoje trazem-nos duas histórias exemplares: a de
José e dos seus irmãos no Antigo Testamento, e a de um filho sem
nome e uns rendeiros das quintas do pai. A moral vem no
evangelho.
Conheces o final destas histórias: pela misericórdia de Deus, os
irmãos de José terminaram por ser os beneficiados e a morte do
herdeiro da vinha fará que novos rendeiros produzam fruto no
Reino de Deus. Que frutos dou eu nesse reino?
Venha a nós o teu Reino!
A BÍBLIA
As primeiras bíblias escritas em pergaminho eram autênticos
rolos. O rolo tinha-se numa mão enquanto com a outra se ia
desenrolando o que se ia lendo. Ao contrário do que fazemos
hoje, lia-se da direita para a esquerda. Quando alguém queria
ler uma passagem não dizia “passa-me a Bíblia”, mas “passa-me o
rolo”… de Isaías, por exemplo.
6 de
Março
Mq 7,
14-15.18-20 / Sl 102, 1-4.9-12 / Lc 15, 1-3.11-32
Podemos ler hoje esta passagem de três perspectivas diferentes:
fixando-nos no filho mais velho, no filho mais novo e no Pai
misericordioso. Com qual das três personagens me sinto
identificado?
7
de Março
III Domingo da QUARESMA
Ex
3, 1-8a.13-15 / Sl 102, 1-8.11 / 1 Cor 10, 1-6.10-12 / Lc 13,
1-9
UM
ANO MAIS
As
leituras deste domingo falam-nos de compaixão e de misericórdia.
O Deus que vê, ouve e conhece os sofrimentos do povo decide
intervir para libertá-lo. As suas entranhas de misericórdia
voltaram a ficar reflectidas na parábola do bom vinhateiro que
proclamamos no evangelho. É uma parábola que nos abre à
esperança e à responsabilidade na tarefa de dar fruto. Nunca é
tarde para responder a Deus e converter-nos. A maior dificuldade
não está em cair e levantar-nos, mas em viver obstinados
rejeitando todo o sinal de conversão. A que é que me convidam em
concreto as leituras deste terceiro domingo da quaresma?
8
de Março
2 Rs 5, 1-15a / Sl 41, 2-3; 42, 3-4 / Lc 4, 24-30
O salmo responsorial que a liturgia escolhe para hoje
recorda o profundo desejo de cada crente: a comunhão com
Deus. Deus é a água que dá vida e o orante encontra-se
intranquilo buscando a fonte. Quando a encontrar,
exultará de júbilo.
Durante esta quaresma torno-me consciente da minha sede
de Deus. Quero buscar a fonte de água e deixar que ela
me encontre.
Rezo o salmo 41 e 42.
DIA INTERNACIONAL DOS DIREITOS DA MULHER
Neste dia comemora-se a luta da mulher pela sua
participação em pé de igualdade com o homem, na
sociedade e no seu desenvolvimento integral como pessoa.
A celebração recolhe uma luta já empreendida na Grécia
antiga por Lisístrata, personagem de uma comédia de
Aristófanes, que começou uma greve sexual contra os
homens para pôr fim à guerra; reflectida também na
revolução francesa onde os parisienses pediam
“liberdade, igualdade, fraternidade”. Nos primeiros anos
do século XX começou-se a proclamar a celebração de um
dia de luta específica para a mulher e os seus direitos.
9
de Março
Dn 25, 34-43 / Sl 24, 4-9 / Mt 18, 21-35
As três leituras de hoje recordam a misericórdia de
Deus. A oração de Azarias que suplica no meio da
orfandade do povo; segundo o evangelho a compaixão de
Deus precede o perdão que oferecemos aos nossos irmãos;
o pedido de misericórdia é também o refrão do salmo
responsorial.
Reflicto sobre o rosto de Deus que as leituras de hoje
me oferecem. Tenho experiência do Deus de misericórdia?
A que me compromete essa experiência?
Senhor, não afastes de nós a tua misericórdia!
DIREITOS HUMANOS
No mundo há muitos milhões de pessoas analfabetas; duas
de cada três dessas pessoas são mulheres. Hoje há vários
países que têm leis que discriminam as mulheres. Vinte
por cento das mulheres sofrem maus tratos físicos ou
agressões sexuais.
10
de Março
Dt 4, 1.5-9 / Sl 147, 12-20 / Mt 5, 17-19
Os cristãos da comunidade de Mateus perguntavam-se se
estavam obrigados a cumprir a Lei ou se tinham sido
libertos dela. O evangelista a partir dos ensinamentos
de Jesus, o Senhor, mostra que o decisivo não é até onde
me deixa chegar a Lei, mas até onde chego segundo o
exemplo de Jesus.
São as normas um obstáculo, uma repressão na minha vida
ou vivo-as como uma ajuda que conduz à plenitude?
Frente ao desprezo ou à rigidez da lei, dá-me, Senhor,
espírito de discernimento.
ENAMORA-TE
Nada pode importar mais do que encontrar Deus, quer
dizer, enamorar-se de uma maneira definitiva e absoluta.
Aquele de quem te enamoraste ocupa a tua imaginação e
acaba por ir deixando a sua marca em tudo. Será Ele que
te faz decidir a sair cada manhã da cama, o que fazes ao
entardecer, o que fazes aos teus fins-de-semana, o que
lês, o que conheces, o que faz vibrar o teu coração, e o
que te enche de alegria e gratidão. Enamora-te!
Permanece no amor! Tudo será diferente!
Pedro Arrupe
11
de Março
Jr
7, 23-28 / Sl 94, 1-2.6-9 / Lc 11, 14-23
Jesus é poderoso porque vem investido com o poder de Deus para
implantar um reino onde o mal não tem cabimento.
Podemos voltar as costas a Jesus, endurecer o coração, manter a
nossa pequena parcela em guerra civil. Ou pelo contrário,
podemos prestar ouvidos, pormo-nos do lado de Jesus Cristo.
Desterra, Senhor, os nossos demónios de injustiça, de
obstinação, de infidelidade.
O
MEU COMPROMISSO
Senhor Jesus,
Obrigado pelos que me ajudaram a conhecer-te.
Hoje queria ser eu a mostrar-te aos outros:
aos meus companheiros, amigos, gente boa.
Quero dizer-lhes que tu és amigo da vida,
que estás nas suas aspirações e desejos mais nobres.
Que também queres um mundo edificado sobre a justiça e o amor,
um mundo em que se respeita a dignidade e liberdade de cada ser
humano.
12
de Março
Os 14, 2-10 / Sl 80, 6-11.14.17 / Mc 12, 28-34
O
profeta Oseias exorta o povo à conversão com palavras de perdão
e amor, de cura, regeneração e prosperidade. Quando um Deus
assim se enraizou no coração humano, compreende-se bem o único
mandamento de que fala a passagem do evangelho de hoje.
Que
compromisso concreto me sugerem estas leituras bíblicas?
Quero caminhar pelos teus caminhos, rejeitar os ídolos,
enraizar-me em Ti.
ORAÇÃO
Infundi, Senhor, a vossa graça em nossos corações, para que
saibamos dominar os desejos terrenos e ser fiéis, com a vossa
ajuda, aos mandamentos celestes. Por Nosso Senhor Jesus Cristo
Vosso Filho que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
Amén
13 de
Março
Os 6, 1-6 / Sl 50, 3-4.18-21 / Lc 18, 9-14
O evangelho de hoje sugere-me muitas perguntas: não
estarei mais preocupado com as coisas que faço por Deus
do que pela sua misericórdia? Não serei auto-suficiente
comparando-me com outros e crendo ser superior a eles?
Não estarei pedindo a Deus que anote os meus méritos?
14 de
Março
IV Domingo da QUARESMA
Js
5, 9a.10-12 / Sl 33, 2-7 / 2 Cor 5, 17-21 / Lc 15, 1-3.11-32
O
DEUS MISERICORDIOSO DE JESUS
O
evangelho do Pai misericordioso realça o rosto de Deus bom, que
começámos a descobrir o domingo passado. É um Deus com entranhas
de mãe que se dá aos dois filhos por igual. Ao filho mais novo
devolve-lhe a sua dignidade de filho e reintegra-o no grupo
familiar com os grandes gestos de ternura que se podiam esperar.
Ao filho mais velho, que nunca saíra fisicamente de casa mas que
se tinha sentido nela como servo, recorda-lhe a sua dignidade de
filhos e de irmão, saindo ao seu encontro do mesmo modo como
tinha feito com o filho mais novo. É uma parábola para
contemplar e para depois exclamar com as palavras do salmo:
“Provai e vede como o Senhor é bom”.
A que é que me convidam as leituras deste quarto domingo de
Quaresma?
15 de
Março
Is 65, 17-21 / Sl 29,
2-6.11-13 / Jo 4, 43-54
A esperança que faz brotar
o profeta Isaías na comunidade que volta do desterro com
a criação de uma terra nova, cumpre-se em Jesus.
Esta nova situação,
inaugurada na morte e ressurreição de Jesus,
vislumbra-se em todos aqueles que, como o funcionário
real do evangelho, crêem na palavra de Jesus e se põem a
caminho.
Eu creio, Senhor, mas
aumenta a minha fé!
PAI COM AMOR DE MÃE
Senhor Jesus,
Obrigado porque nos disseste,
com o teu amor e a tua entrega até à morte,
o quanto o Pai nos ama.
Também nós, com a tua ajuda,
queremos deixar na vida sinais do teu amor,
vivendo em atitude de fraternidade.
Obrigado, Senhor, porque cada dia,
a tua luz vai iluminado os nossos pequenos passos até
Ti.
16 de
Março
Ez
47, 1-9.12 / Sl 45, 2-9 / Jo 5, 1-3a.5-16
As
duas leituras de hoje apresentam o mesmo sinal: a água. A água
que fertiliza a terra, água que limpa e descontamina tudo até o
próprio mar, água que dá vida ao ser humano.
“Toma a tua enxerga e anda”. Toma a tua história, o teu passado,
a tua realidade…e começa uma nova forma de viver. Não se
prescinde do que foste, mas agora abre-se uma nova dimensão.
Toma a tua cegueira, paralisia, cobardia, carácter…e anda.
Ó
Deus, minha defesa e minha fortaleza!
ALEGRIA PARA PARTILHAR
Não
permitas que se tome demasiado a sério
essa coisa intrometida que se chama o “Eu”.
Dá-me, Senhor, o sentido de humor.
Dá-me Senhor a capacidade para rir-me de uma anedota
para que saiba ter um pouco de alegria na vida
e possa partilhá-la com os outros
S. Tomás Moro
17 de
Março
Is 49, 8-15 / Sl 144, 8-9.13-14.17-18 / Jo 5, 17-30
O evangelho de hoje toca a melodia do activismo: Deus
continua actuando desde a criação do mundo, e Jesus
acompanha-o fazendo duo. O Pai e o Filho sempre unidos
para fazer o bem.
O salmo da liturgia 144 facilita-me uma lista de acções
benéficas de Deus: clemente, misericordioso, tranquilo,
fiel, bondoso, rico em amor, terno, próximo…
Hoje rezo o Salmo 144 em profundidade.
SALMO 145 (144)
Exaltarei a tua grandeza, ó meu rei e meu Deus;
hei-de bendizer o teu nome para sempre.
Todos os dias te bendirei;
louvarei o teu nome para sempre.
O Senhor é grande e digno de todo o louvor;
a sua grandeza é insondável.
Cada geração contará à seguinte o louvor das tuas obras
e todos proclamarão as tuas proezas.
Anunciarão o esplendor da tua majestade
e eu meditarei sobre as tuas maravilhas…
18 de
Março
Ex 32, 7-14 / Sl 105, 19-23 / Jo 5, 31-47
Jesus fundamenta a sua autoridade diante dos judeus em
três testemunhas inquestionáveis: o Pai, João Baptista e
a Escritura. Mesmo assim, estes testemunhos não são
válidos para os seus interlocutores.
Também nós, às vezes, nos escondemos por detrás de
razões imaginárias e fechamos os olhos às desigualdades;
fechamos o coração àquele que nos pede algo;
enlouquecemos para conseguir o primeiro lugar;
esquecemos a ternura que clama ao nosso lado.
Fechamo-nos ao evangelho e à sua luz.
Pai, quero ser testemunha do teu amor!
PARÁBOLA DO SILÊNCIO
O Reino dos céus é parecido a um homem que vendeu todas
as suas palavras para comprar um silêncio. Quando o
silêncio foi seu, entrou nele, em bicos de pé, sem fazer
ruído…Semeou-o, regou-o, cuidou-o… E pouco tempo depois
brotou uma “Palavra jamais ouvida”. Ele escutou-a sem
dizer nada. E a palavra se fez carne e habitou entre
nós.
Nando
19 de
Março
S. José, esposo da Virgem Santa Maria
2 Sm 7, 4-5a.12-12a.16 / Sl 88, 2-5.27.29 / Rm 4,
13.16-18.22 / Mt 1, 16.18-21.24a.
José, homem justo e bom, toma uma opção marcada pela sua
bondade: libertar Maria do seu compromisso matrimonial
sem escolher a via da denúncia. Mas diante do
acontecimento da gravidez de Maria, fica ainda outro
ponto de vista, o de Deus. E José aceita o de Deus.
Deus
tem os seus planos para o mundo e pede colaboração a
José, a Maria, a ti e a mim. Como e quando escutas Deus?
Até que ponto estás disposto a deixar, como o justo
José, que os planos de Deus mudem os teus?
Fala, Senhor, que o teu servo escuta!
SANTA TERESA E S. JOSÉ
Não
me lembro de pedir-lhe algo que ele o tenha deixado de
fazer. É coisa de espantar as grandes mercês que Deus me
fez por meio deste santo; os perigos de que me livrou,
tanto do corpo como da alma. A outros santos o Senhor
deu-lhe graça para socorrer uma necessidade, mas a este
glorioso santo, tenho experimentado que socorre em todas
e que quer dar-nos a entender que, assim como Jesus lhe
foi sujeito na terra, assim no céu lhe fará quanto lhe
peça.
Santa Teresa de Jesus
20
de Março
Jr 11, 18-20
/ Sl 7, 2-3.9-12 / Jo 7, 40-53
Nicodemos aparece esta vez não de noite a falar com Jesus mas de
dia e falando de Jesus. No final do evangelho de João aparecerá
com perfumes para embalsamar Jesus. São passos de conversão e
seguimento.
21
de
Março
V Domingo da QUARESMA
Is
43, 16-21 / Sl 125, 1-6 / Flp 3, 8-14 / Jo 8, 1-11
ENCONTRAR-SE COM CRISTO É SALVAR-SE
Todas as leituras convidam à esperança. Oferecem um matiz claro
da novidade salvadora que conduz à alegria. É a alegria que
experimentam os ouvintes de Isaías, aos quais o profeta anuncia
o fim próximo do seu exílio. É a novidade que experimentou Paulo
no seu encontro com Cristo e que o levou a reformular os
interesses da sua vida. É a porta aberta ao futuro que descobriu
a mulher adúltera depois do encontro, cheio de misericórdia com
Jesus Cristo.
O
grandioso da Palavra de Deus é que, ao ser proclamada na
assembleia litúrgica, actualiza-se num hoje salvador. A que me
convidam as leituras deste V domingo da quaresma?
22
de Março
Dn
13, 1-9.15-17.33-62 / Sl 22, 1-6 / Jo 8, 1-11
Jesus mostra que a pessoa está acima de qualquer lei. Aquela
mulher viu em frente dela a miséria e a misericórdia, as pedras
e o perdão, o pecado e a graça.Ficámos a compreender que a
partir de Cristo “os castigos exemplares”
superados pelas palavras de alento, os gestos de compreensão, as
manifestações de carinho. É uma atitude nova, escandalosa, a de
Cristo e dos cristãos. Mas está cheia de esperança porque a
partir dela é sempre possível crescer, superar-se, renovar as
pessoas, a Igreja, a sociedade.
Pai, perdoa as nossas ofensas como nós perdoamos a quem nos tem
ofendido!
ÁGUA
O
Dia Mundial da Água é uma ocasião única para recordar que
enquanto uma parte do mundo menospreza um bem tão fundamental
para a nossa vida, muitas pessoas noutras partes do globo não
têm acesso à quantidade de água potável necessária para a sua
sobrevivência.
23
de Março
Nm 21, 4-9 / Sl 101, 2.3.16-21 / Jo 8, 21-30
Jesus disse: Eu sou a luz do mundo (8, 12), o Caminho, a Verdade
(14, 6) a Ressurreição e a Vida (11, 25). Nele se concentram
todas as promessas divinas e todas as esperanças do ser humano.
"E vós quem dizeis que Eu sou?”
A exaltação de Cristo na cruz converte-se para todos os que para
Ele olham e crêem em símbolo de cura e vida. Só vendo-o
levantado se poderá compreender quem Ele é, donde vem, qual é a
sua missão e quem O enviou para realizá-la.
Te adoramos, ó Cristo, e te bendizemos, porque pela tua santa
cruz remiste o mundo!
DIA METEREOLÓGICO MUNDIAL
O tempo e o clima não conhecem fronteiras geográficas, por isso
em todo o mundo se considera que a cooperação internacional é
imprescindível para o desenvolvimento das ciências que o
estudam: a meteorologia e a climatologia; e também para ter
acesso aos benefícios que derivam das suas aplicações práticas.
24 de
Março
Dn 3, 14-20.91-92.95 / Dn 3, 52-56 / Jo 8,
31-42
O
relato da primeira leitura, escrito para consolar os judeus
perseguidos no tempo de Antíoco IV, ensina que Javé é o Deus da
vida e optar por Ele é optar pela vida. Jesus no evangelho
também fala de liberdade. A liberdade consiste em conhecer o
Filho.
Do
mesmo modo que os judeus se definiam como filhos de Abraão nós
chamamo-nos cristãos. Pergunto-me: sou livre ou só sou cristão
porque cumpro umas normas estabelecidas? Em que consiste a
verdadeira liberdade cristã?
Dá-me, Senhor, a liberdade do amor!
DIA
MUNDIAL DA TUBERCULOSE
A
tuberculose no século XIX chegou a ser na Europa e América uma
das mais graves epidemias dessa época. Hoje em dia, apesar de
ter passado pouco mais de um século, e embora a situação tenha
melhorado consideravelmente em todo o mundo, a tuberculose
continua a ser uma ameaça para a saúde e o bem-estar de muitas
pessoas.
25 de
Março
Anunciação do Senhor
Is 7, 10-14 / Sl 39, 7-11 / Lc 1,
26-38
A todos os dons que Deus lhe deu,
Maria respondeu afirmativamente a favor de todos.
Maria deixa-se encher de Deus. E daí nos veio a
salvação. Como respondo eu para favorece os outros?
Maria, roga por nós, pecadores!
A FÉ DE MARIA
O acto de fé de Maria recorda-nos a fé de Abraão, que no
começo da antiga aliança acreditou em Deus, e se tornou
assim o pai de uma descendência numerosa (Gen 15, 6). No
começo da nova aliança também Maria, com a sua fé,
exerce uma influência decisiva na realização do mistério
da encarnação, início e síntese de toda a missão
redentora de Jesus. A estreita relação entre fé e
salvação, que Jesus põe de relevo durante a sua vida
pública, ajuda-nos a compreender também o papel
fundamental que a fé de Maria desempenhou e continua a
desempenhar na salvação do género humano.
João Paulo II
26 de
Março
Jr 20, 10-13 / Sl 17, 2-7 / Jo 10, 31-42
Tanto a vida do profeta Jeremias como a de Jesus estão marcadas
pela controvérsia. As suas palavras são acolhidas por uns e
rejeitadas por outros; os momentos de perseguição, calúnias e
traição sucedem-se nas suas vidas. É comum também a entrega
incondicional de ambos, sobretudo a de Jesus, nas mãos de Deus.
O
evangelho continua a suscitar hoje resistências. Quais são as
resistências que há no meu coração? E as que encontro ao meu
redor?
Dá-nos, Senhor, a tua força e a tua luz para podermos
perseverar!
27 de
Março
Ez 37, 21-28 / Jr 31, 10-13 / Jo 11, 45-46
Os
cristãos acreditam que a grande iniciativa de Deus se chama
Jesus e que a fidelidade à missão confiada pelo Pai O levou até
à cruz. Até que ponto me mantenho fiel ao projecto que Deus tem
para mim apesar das dificuldades?
28
de Março
Domingo de RAMOS e da PAIXÃO DO SENHOR
DIA MUNDIAL DA JUVENTUDE
Procissão: Lc 19, 28-40
Is 50, 4-7 / Sl 21, 8-9.17-24 / Flp 2, 6-11 / Lc 22, 14 – 23, 56
ABAIXAMENTO E EXALTAÇÃO
O hino da carta aos Filipenses antecipa o mistério que
celebramos esta Semana Santa e que culmina com a Páscoa. Não só
proclama quem é Jesus mas ainda revela como é Deus e como nós
somos chamados a ser. Deus é aquele que, por amor, abandona os
seus pedestais e tudo o que pudesse entorpecer a sua proximidade
com o ser humano; nem sequer nega ao seu Filho o destino para
que o empurrou a sua coerência de vida. Se Deus é assim, se se
esvaziou e preocupou em acolher e amar cada pessoa como é, se
Ele deu o primeiro passo, como não imitá-lo? O modelo perfeito
nesta imitação é Cristo que, levando a sua entrega até ao final,
reflecte admiravelmente o rosto de Deus.
Como me convidam, as leituras de hoje, a viver o mistério desta
Semana Santa?
29
de Março
Is 42, 1-7 / Sl 26, 1-3.13-14 / Jo 12, 1-11
No evangelho de hoje encontramos grandes contrastes. Por
um lado Jesus encontra-se em vésperas da sua morte e o
ambiente frente aos judeus é de tensão crescente; mas
entra em Betânia, espaço da amizade e do afecto. Por
outro lado, duas personagens: Maria e Judas. A mulher
admite, por amor, que a rotulem de mãos largas e
desavergonhada; a Judas só lhe importa o seu próprio
benefício.
Também nós somos convidados a cear hoje em Betânia e
nesse clima afirmar o nosso caminho de seguimento.
Podemos optar pela atitude de cálculo ou a do amor.
“Fica entre nós que a tarde vai caindo!”
FORA
Quando nasceu entre nós, nasceu fora de casa e nos arredores.
Quando já adulto, percorreu os caminhos da sua terra, não teve
“onde reclinar a cabeça”, e quando morreu foi fora da cidade, de
novo nos arredores. Ó Deus, Pai dos desterrados, Pai dos que
ficam fora, Pai dos que morrem fora, que sejas Pátria, Terra e
Casa de todos os que hoje vivem sem elas!
Francisco Miralles
30
de Março
Is 49, 1-6 / Sl 70, 1-6.15.17 / Jo 13, 21-33.36-38
O evangelho de hoje deixa-nos antever alguns traços de
três seguidores de Jesus. Um é o discípulo amado e a sua
especial sintonia com o Senhor; outro é Pedro, o homem
de iniciativas e forte personalidade; o terceiro é
Judas, aquele a quem Jesus provoca a um gesto de amor
oferecendo-lhe um pedaço de pão.
No cenáculo todos cabemos, com as nossas circunstâncias
e personalidade própria. O importante é responder ao
amor de Jesus. Como?
Amigo que nunca falhas, nunca deixes de nos atrair para
Ti!
SOMOS SURDOS
Um pai de família contou-me uma vez que, quando estava a
trabalhar no seu escritório, se abstraía tanto que não
ouvia os gritos do seu filho. Também nós às vezes
estamos tão ocupados connosco próprios que não ouvimos
quando Deus nos chama. E, como é lógico, também não
escutamos o que Ele nos quer dizer através daqueles que
nos são próximos.
31
de Março
Is 50, 4-9a / Sl 68, 8-10.21-22.31-34 / Mt 26, 14-25
Deus deixa livre o ser humano para que opte por um dos
dois pólos e essa decisão se manifeste na sua vida.
Qual é a minha opção? Como se manifesta na minha vida?
Senhor, abre os meus ouvidos, que eu não resista nem
volte atrás no teu seguimento!
A MORTE DE JESUS É GLORIFICAÇÃO
A paixão e morte de Jesus não são, de forma alguma, o
desafio trágico de acontecimentos incontroláveis.
Tomando a figura e assumindo a missão do “Servo do
Senhor” foi voluntariamente que Jesus aceitou o
sofrimento e a morte, em substituição dos homens, que
deveriam sofrer pelos seus pecados. É um serviço de
amor, prestado aos irmãos, serviço vivido até à vitória
total sobre o egoísmo, que é a raiz de todo o pecado.
Com a oblação da sua vida, Jesus dá-nos a suprema
revelação da natureza de Deus: “Deus é amor” (1 Jo 4, 8)
e quer que os homens vivam em comunhão com Ele.
Ensina-nos também que, à Sua semelhança, devemos ser
“servos” dos irmãos, num amor generoso até ao sacrifício
da própria vida.
A morte, com que Jesus selou a Aliança nova, não é
aniquilamento, mas Glorificação.
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