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1
de Abril
Os 14,2-10 / Sal 80,6-11.14-17/ Mc 12,28-34
As escolas rabínicas contavam com 248 preceitos positivos e 365
proibições legais. Jesus deixa claro que o culto autêntico não
pode separar-se da atenção amorosa às necessidades do irmão.
À luz desta palavra, posso rever tudo o que está sendo
importante para mim na minha vida.
Torna-me consciente, Senhor, de que se não tenho amor, nada sou.
2
de Abril
Os 6,1-6 / Sal 50, 3-4.18-21/ Lc 18,9-14
Deus quer que nos exponhamos à misericórdia de Deus, que é mais
forte do que qualquer pecado.
Como podemos negar-nos diante de um Deus assim?
Senhor, tem piedade de mim porque sou pecador!
3 de
Abril
Domingo IV da Quaresma
Is 60, 1-6 / Sal
71, 2. 7-8. 10-13 / Ef 3, 1-3a. 5-6 / Mt 2,1-12
O
texto que lemos hoje tem muitas cores: há sinais, mudanças de
lugares, numerosas personagens (Jesus, discípulos, cego,
vizinhos, parentes, fariseus, autoridades judaicas), sentimentos
fortes e encontrados, reacções duras. Mas o mais importante é
que é um relato que nos embarca num processo de fé no qual cada
um de nós se pode ver reflectido.
Jesus tem um encontro pessoal com um mendigo cego ao qual se
revela como a luz do mundo. É um itinerário de iluminação no
qual se passa da cura física à dinâmica espiritual de crer em
Jesus. Além disso, é um relato que afecto tudo e todos à sua
volta. Inclusive até os leitores se encontram afectados, pois no
final têm de fazer uma opção ou a favor ou contra Jesus.
Cristo ilumina-nos e quer que vivamos como filhos da luz e
cheguemos a ser luz na noite do mundo.
4 de
Abril
Is 65, 17-21 / Sal 29,
2-6.11-13 / Jo 4, 43-54
Isaías convida os seus contemporâneos a encherem-se de
esperança perante a nova criação que se avizinha. Nós
temos de acreditar que essa nova ordem já se inaugurou
com Jesus Cristo.
Há sinais de alegria, de
plenitude, de paz em nosso mundo. Hoje quero estar
atento a esses sinais.
Eu vi, Senhor, sinais de
uma nova criação à minha volta. Quero trabalhar para que
esses sinais perdurem no tempo.
5 de
Abril
Ez 47, 1-9 / Sal 45,2-9 / Jo 5, 1-3a. 5-16
As duas leituras de hoje falam de água. Uma água que dá
vida a tudo o que entra em contacto com ela.
Acreditamos que Jesus é a água viva. Cada vez que nós,
cegos, coxos, doentes ou paralíticos, entramos em
contacto com ele, ficamos curados e tornamo-nos fonte de
bênçãos para o nosso mundo.
Senhor, dá-me dessa água para que jamais tenha sede.
6 de
Abril
Is 49, 8-15 / Sal
144, 8-9.13-14.17-18 / Jo 5, 17-30
Duas imagens preciosas e complementares de Deus: o Deus Mãe de
Isaías e o Deus PAI de Jesus Cristo.
Ambas as imagens dirigem-se a nós, esperam a nossa resposta de
filhos que nos torna também irmãos.
Senhor, Mãe-Pai, tu és misericordioso, fiel, bondoso…
7
de Abril
Dia mundial da saúde
Ex 32,7-14 / Sal 105, 19-23 / Jo 5, 31-47
A passagem do livro do Êxodo apresenta Moisés
intercedendo diante de Yahve em favor de um povo de dura
cerviz que não termina de desprender-se dos seus
pecados. Jesus é o intermediário por excelência diante
do Pai.
Caracteriza-me a qualidade de intercessor? Procuro
semear a paz e a bênção nos ambientes em que me
movimento?
Faz-me, Senhor, instrumento da tua paz.
Leitura da Bíblia
Se tens endurecido o coração, recorda o que diz a
Escritura: “Ele enviará a sua palavra e se derreterá. À
voz do meu Amado, a minha alma derreteu-se”, Se és morno
e temes ser vomitado, não te afastes da palavra de Deus
e ela te inflamará, porque é uma palavra de fogo. E se
choras na escuridão da ignorância, escuta atentamente o
que te diz o Senhor: a palavra de Deus será lâmpada para
os teus passos e luz para os teus caminhos.
S. Bernardo
8
de Abril
Sab 2, 1a. 12-22 / Sal 33, 17-23 /
Jo 47, 1-2.10.25-30
Os adversários procuram matar
Jesus porque a sua mensagem e a sua pessoa incomodam.
Até que ponto a nossa vida serve
de interrogação para os outros? Questionam o nosso
comportamento e os nossos valores, algumas ideias
sociais alheias ao evangelho?
Senhor, tu estás próximo de quem
sofre perseguição por anunciar o reino de Deus.
9
de Abril
Jr 11,18-20 / Sal 7, 2-3.9-12 / Jo 7,40-53
A identidade de Jesus, tanto ontem como hoje, cria
divisões e provoca diferentes reacções.
E nós, qual é a nossa posição?
Resistir
Gosto do verbo resistir. Resistir ao que me aprisiona,
aos preconceitos, aos juízos precipitados, à vontade de
julgar, à vontade de abandonar, à necessidade de me
queixar, à necessidade de falar de mim mesmo em
detrimento do outro, às modas, às ambições mal sãs.
Resistir… e sorrir.
M. Levy
10
de Abril
Domingo V da Quaresma
Ez
37, 12-14 / Sal 139, 1-8 / Rm 8, 8-11 / Jo 11, 1-45
Quando nos encontramos no umbral da Páscoa, a festa mais
importante para os cristãos, Jesus revela-se como a Ressurreição
e a Vida. A última palavra não a tem a morte nem o mal, mas o
Pai que, por nosso amor e fidelidade, nos ressuscitará como
ressuscitou o seu Filho Jesus.
No
evangelho deste domingo convida-nos a pôr os olhos não só no
futuro, para além da morte, mas também no presente, porque a
Vida eterna tem o seu tempo antecipado aqui e agora, na vida
nova que Deus nos dá em Jesus Cristo.
Oxalá a vivência desta certeza de fé nos leve a proclamar como
Marta: “Sim, Senhor, creio que tu és o Messias, o Filho de Deus,
o que devia vir ao mundo”.
11 de Abril
Dan 13, 1-9. 15-17.33-62 / Sal 22,1-6 / Jo 8, 1-11
A mulher julgada nesta passagem é só um pretexto para
apanhar Jesus num deslize e ter assim motivo para o
condenar.
Quantas mulheres continuam hoje a ser julgadas e
condenadas por leis e normas obsoletas? Quanto teria de
dizer e fazer a Igreja de Jesus Cristo!
Peço-te, Senhor, que as mulheres se impliquem em
manifestar, cada vez com mais clareza, o rosto feminino
de Deus.
12
de Abril
Num 21, 4-9 / Sal 101,
2-3.16-18.19-21 / Jo 8, 21-30
Recordando o símbolo curativo da
serpente de bronze, Jesus proclama que o Pai o constitui
como Senhor e Salvador do mundo.
O dinheiro, o bem-estar…. Quais
são os senhores que levamos como estandartes na nossa
vida? Será que nos dão a salvação?
Só tu, Senhor, és o meu salvador.
13 de
Abril
Dan 3, 14-20. 91-92. 95 / Sal Dan 3, 52-56 / Jo 8, 31-42
Jesus fala de verdade, de liberdade, de fidelidade, de
verdadeira identidade.
São palavras, hoje em desuso, que têm muito que ver com
a responsabilidade para responder com maturidade aos
desafios da vida. Realmente, até que ponto sou
responsável perante a vida e a missão que Deus me
confiou?
Concede-nos, Senhor, a liberdade que brota de permanecer
fiéis a ti, tu que és a verdade.
14 de
Abril
Gn 17, 3-9 / Sal 104, 4-9 / Jo 8, 51-59
Abraão é o homem da aliança, da fé, da obediência a Deus. Ele e
Sara são os pais da promessa.
Que importância tem para mim viver em
aliança com Deus? Como a vivo?
Escutaremos a tua voz, Senhor.
15 de
Abril
Jr 20, 10-13 / Sal 17, 2-7/ Jo 10,
31-42
Jesus vivia uma intimidade
especial com o Pai. Assim o mostram as suas obras. Mas
nem todos compreendem e alguns acusam-no de blasfémia.
Se nós hoje vivemos um
cristianismo tranquilo, que não molesta ninguém, nem
sequer nós mesmos, teremos que questionar-nos até que
ponto seguimos o Jesus Cristo que nos mostram os
evangelhos.
Não nos deixes cair na tentação da
indiferença.
16 de
Abril
Ez 37, 21-28 / Sal Jr 31, 10-13 /
Jo 11, 45-56
Toda a história da salvação gira à
volta da aliança de Deus com a humanidade. Uma aliança
que, graças a Jesus Cristo, continua perpetuando-se hoje
em cada um de nós. Uma aliança de paz, uma aliança
eterna.
17 de
Abril
Domingo de Ramos
Procissão: Mt 21,1-11 / Is 50, 4-7
/ Sal 21, 8-9.17-24 / Filip 2, 6-11 / Mt 26, 14-27,66
Uma larga história de debilidades
e traições, de incompreensões e injustiças, de
esquecimentos e ingratidões, de ódios e torturas
inumanas. Mas também uma admirável história de fortaleza
e generosidade, de paciência e perdão, de amizade e
compaixão, de obediência e de entrega até ao fim; quer
dizer, de um amor como nunca se tinha dado na terra.
18 de
Abril
Is 42, 1-7 / Sal 26, 1-3.13-14 / Jo 12,1-11
Maria unge os pés de Jesus com perfume. E toda a casa se
impregnou de um agradável odor.
Como no caso de Maria, muitas das nossas acções estalam
no momento actual e expandem-se à nossa volta. São
fragrâncias agradáveis, ou desagradáveis, que marcam o
convívio e a justiça social.
O Senhor é a minha luz e a minha salvação.
19 de
Abril
Is 49, 1-6 / Sal 70, 1-6.15.17 /
Jo 13, 21-33.36-38
Judas decide entregar Jesus e diz
o evangelista: “Era de noite”.
É de noite cada vez que
atraiçoamos um irmão, sempre que não estabelecemos a
fraternidade, cada vez que comungamos com situações
injustas.
Converte-me em luz, Senhor, para
que sempre seja dia.
20
de Abril
Is 50, 4-9a
/ Sal 68, 8-10.22.31-34 / Mt 26, 14-25
Jesus organiza com os seus discípulos a celebração da ceia
pascal.
Podemos fazer nossa a pergunta dos discípulos, porque também
hoje Jesus nos diz a cada um “Desejo celebrar a Páscoa em tua
casa”.
Senhor, que queres que te preparemos?
Preparar a Páscoa
Preparar a celebração da Páscoa é:
- Fortalecer a fé em Cristo ressuscitado, e em Deus que o
ressuscitou.
- Viver em esperança, centrar o coração na vida eterna.
- Amar a Deus que nos salva e nos espera.
- Relativizar as coisas deste mundo, os bens e os males.
Situar-nos em adoração e no exercício da caridade como centro da
vida.
F. Sebastián
21
de Abril
Quinta-Feira Santa – Ceia do Senhor
Ex
12, 1-8.11-14 / Sal 115, 12-18 / 1 Cor 11, 23-26 / Jo 13, 1-15
Hoje é o dia do amor. Entramos no coração da Semana Santa.
Quem quiser seguir Jesus deve viver sempre
em Eucaristia; deixar-se partir e partilhar por amor num acto
perpétuo de serviço aos outros. Deste modo, estes dias santos
serão, mais do que recordação da morte de Cristo, memorial de
Cristo que é o Senhor da norte e dador da Vida eterna.
22
de Abril
Sexta-Feira
Santa –Paixão do Senhor
Is 52, 13-53,12 / Sal 30,
2.6.12-17.25 / Heb 4, 14-16; 5,7-9 / Jo 18, 1-19,42
Celebramos a Paixão porque a
paixão é também uma realidade humana. Junto ao homem que
cria vida e junto ao homem que goza a vida, está também
o homem que sofre a vida, está aí, junto a nós e em nós,
ainda que muitas vezes o não queiramos ver. E sofrimento
não é só humano, mas pode humanizar e fazer-nos
amadurecer.
Mas o dia de hoje não se dirige ao
sofrimento enquanto tal, mas sim ao sofrimento assumido
por Jesus. Então a paixão do homem fica redimida; não só
humaniza, mas santifica.
Cristo crucificado é o centro. Não
é preciso explicar. É preciso olhar. Olhar de tal forma
que o aprendamos de memória. Contemplar de tal forma que
cheguemos a uma verdadeira comunhão nos seus
padecimentos e na sua morte ao ponto de dizermos como S.
Paulo: “Levo no meu corpo as marcas de Jesus”(Ga 6,17).
23
de Abril
Sábado Santo
Esta é a noite em que quebradas as cadeias da morte, Cristo
ascende vitorioso do abismo.
Ninguém morto tinha escapado das suas garras. Quem poderia
esperar viver para além da morte? Quem poderia conquistar a
imortalidade? Cristo dá-nos o primeiro sinal da vitória da vida
sobre a morte.
A
Páscoa de Cristo reconcilia-nos com a vida. A vida é mais forte
que a morte. “Onde está ó morte a tua vitória?”(1 Cor 15,55).
A
Ressurreição de Cristo ilumina a vida e dá consciência a todos
os valores humanos.
24 de
Abril
Domingo de Páscoa – Ressurreição do Senhor
Act 10, 34a.37-43 / Sal 117, 1-2.16-23 / Col 3,1-4 / Jo
20, 1-9
Hoje celebramos a grande festa
cristã, a mãe de todas as festas. À noite na Vigília
pascal, a Igreja anunciava ao mundo inteiro a
ressurreição de Jesus Cristo. De uma maneira muito
sugestiva, no meio da noite – a do mundo e a nossa –
acendia-se uma luz vitoriosa, a luz de Cristo
ressuscitado.
Hoje é o dia que fez o Senhor.
Hoje é o DIA, sem mais nada. Hoje anuncia-se que
atemporalidade foi vencida, que Cristo é Luz que não se
apaga, Vida que não morre, Boa Nova que não termina.
Alegremo-nos com Cristo e
deixemo-nos contagiar pela sua Ressurreição.
25 de
Abril
S. Marcos Evangelista
Act 2, 14.22-32 / Sal 15, 1-2.5.7-11 / Mt 28, 8-15
O túmulo vazio é um sinal ambíguo que pode dar lugar a
diferentes interpretações. É a experiência do encontro
com Jesus Ressuscitado que constitui as mulheres em
anunciadoras, em mensageiras do acontecimento Pascal.
É essa mesma experiência que nos faz também a nós passar
de pessoas molhadas com água a cristãos baptizados no
Espírito Santo.
Vem Espírito Santo. Aleluia!
O Evangelista Marcos
Pouco sabemos do evangelista
Marcos, um escritor pertencente à segunda geração
cristã, que nos deixou um documento, o evangelho, com
uma profunda espiritualidade. Escreveu, segundo alguns
estudiosos da Bíblia, na Síria, por volta do ano 70 da
nossa era. Fala de Jesus Cristo desde a fé na
ressurreição e deixa claro que só desde o mistério da
cruz se pode proclamar que Jesus é o Messias e Filho de
Deus. Marcos deu o “ponta pé de saída” para que mais
tarde se escrevessem os outros evangelhos canónicos.
26 de
Abril
Act
2,36-41 / Sal 32, 4-5.18-22 / Jo 20, 11-18
Jesus ressuscitado aparece a Maria Madalena como o jardineiro.
Deus preparou uma nova criação. Após a Ressurreição de Jesus
Cristo, o Éden é o mundo inteiro.
Como e onde vejo eu os sinais desta nova criação?
Ressuscitou. Aleluia!
27 de
Abril
Act 3, 1-10 / Sal 104, 1-9 / Lc
24, 13-35
Jesus ressuscitado continua a
fazer-se presente. Podemos reconhecê-lo no caminho da
vida, nas Escrituras, na fracção do pão e na comunidade
reunida.
Em todos estes âmbitos, em qual
deles me custa mais reconhecer a presença do
Ressuscitado? O que posso fazer para o reconhecer em
todos?
Fica connosco, Senhor.
28
de Abril
Act 3, 11-26 / Sal 8, 2.5-9 / Lc 24, 35-48
O Ressuscitado apresenta-se aos discípulos. Perante a
sua admiração e temor, oferece-lhes a sua Paz. Perante a
sua incompreensão abre-os ao entendimento para que
compreendam as Escrituras.
Jesus Cristo ressuscitado este entre nós. Podemos
apresentar-lhe as nossas necessidades, as também as
necessidades da nossa sociedade, da nossa Igreja, do
nosso mundo, confiando que ele nos ajudará no que
necessitamos.Que é o
ser humano para que te lembres
dele, Senhor?
29
de Abril
Act 4, 1-12 / Sal 117, 1-2.4.22-27
/ Jo 21, 1-14
A pesca dos discípulos sem Jesus
Cristo não consegue nada. Mas à sua voz, a rede enche-se
de peixes.
Continua ocorrendo hoje. A
auto-suficiência e a soberba do ser humano deixam-nos
com as mãos vazias. Só reconhecendo-o como O Senhor, as
nossas vidas darão fruto.
Dai graças ao Senhor porque ele é
bom.
30
de Abril
Act
4,13-21 / Sal 117, 1. 14-21 / Mc 16, 9-15
O
encontro com o Ressuscitado empurra ao anúncio, à proclamação da
Boa Nova “a toda a criação”. Contudo, os resultados escapam-nos.
Há
que encontrar-se pessoalmente com Jesus Cristo, fazer a
experiência da Sua vida na nossa vida; do Seu amor no nosso
amor, para sermos também anunciadores da sua Ressurreição.
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