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  Leitura crente da Bíblia: Maio

 

 

 

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1 de Maio

 

S. José Operário
 

Gn 1, 26 – 2, 3 / Sl 89, 2-4.12-16 / Mt 13, 54-58

- Enchei a terra e submetei-a.

- Faz prósperas, Senhor, as obras das nossas mãos.

- Não é ele o filho do carpinteiro?

S. José, o artesão, quase não aparece nos evangelhos. Todavia, recebe de Deus o encargo de cuidar de Maria e de Jesus. Educa Jesus e ensina-o a trabalhar com as suas mãos. O que Jesus dirá nas suas pregações e parábolas aprendeu-o de seu pai. Oxalá as nossas famílias sejam escolas de valores cristãos.

 


2 de Maio

V Domingo de Páscoa

Act 14, 20b-26 / Sl 144, 8-13 / Ap 21, 1-5a / Jo 13, 31-33a.34-35

- Regressaram a Antioquia de Síria, onde tinham sido encomendados à protecção de Deus para a missão que acabavam de realizar.

- Bendirei o teu nome para todo o sempre, meu Deus e meu Rei.

- Reconhecerão que sois meus discípulos pelo amor que tenhais uns aos outros.
 

O MELHOR DESEJO

Aos amigos, aos seres queridos, aos que apreciamos deveras, desejamos-lhe sempre o melhor; encaminhamos para eles os nossos melhores desejos. Jesus manifestou isso com os seus discípulos. O discurso que escutamos na liturgia deste domingo soa a testamento, a despedida final, às últimas vontades de uma mãe para seus filhos. Jesus deseja para os seus discípulos a riqueza maior, a convivência mais feliz: o amor. Onde há amor aí está Deus e está a paz. Além disso será o sinal mais claro de que somos seus discípulos de verdade, sem falsificações, sem hipocrisias. Amar-nos uns aos outros como Ele nos amou será utopia? Não. É um dom pascal. A Páscoa e a Eucaristia são a fonte da fraternidade cristã. A tarefa do cristão e da Igreja é criar fraternidade de qualidade, de reconhecimento.
 


3 de Maio

1 Cor 15, 1-11 / Sl 18, 2-5 / Jo 14, 6-14
 

- Cristo morreu pelos nossos pecados e ressuscitou ao terceiro dia.

- A sua mensagem chegou aos confins da terra.

- Quem me vê, vê o Pai.

Ao pedido de Filipe: “mostra-nos o Pai e isso nos basta”, Jesus convida à fé nele como Deus: “O que vê a mim, vê o Pai”.

O pedido de Filipe é de actualidade no mundo de hoje e não deixa de alimentar a fé de muitos crentes em busca do rosto de Deus. Vemos o rosto do Pai em Jesus Cristo, na sua Igreja, no irmão que está ao meu lado, nos pobres, etc.
Senhor, tu és o Messias, o Filho de Deus vivo, em Ti cremos!
 

S. FILIPE E S. TIAGO, APÓSTOLOS

Filipe, à semelhança de Pedro e André, tinha nascido em Betsaida e era discípulo de João Baptista; foi chamado pelo Senhor para que o seguisse. Tiago, por sua vez, era filho de Alfeu, de sobrenome “Justo”, considerado no Ocidente como familiar do Senhor. Foi o primeiro que animou a Igreja de Jerusalém. Quando apareceu a controvérsia sobre a circuncisão nas comunidades de Paulo, aderiu à opinião de Pedro, para que não fosse imposto aos discípulos vindos do mundo não judeu aquele antigo jugo. Cedo coroou o seu apostolado com o martírio.
 


4 de Maio

Act 14, 18-27 / Sl 144, 10-13.21 / Jo 14, 27-31a

- Contaram à comunidade tudo o que Deus tinha feito por meio deles.

- Os teus amigos, Senhor, anunciarão, a glória do teu Reino.

- Deveríeis alegrar-vos porque vou para o Pai.

Jesus promete a paz aos seus discípulos: “que não se perturbe o vosso coração nem se acobarde”. A paz que Deus nos oferece na pessoa de Jesus, é a paz verdadeira, sem condições.

Deus oferece-nos a sua paz, porque nos ama com um amor verdadeiro, um amor sem condições. Cremos e confiamos em Jesus como príncipe da paz e manifestação do amor do Pai para connosco?

Obrigado, Senhor, por amar-nos tal como somos e que possamos desfrutar da tua paz, a verdadeira paz.
 

OS ÚLTIMOS DIAS DE MAXIMILIANO KOLBE

Em finais de Julho de 1941 fugiu um preso do campo de concentração de Auschwitz, e – segundo uma norma repressiva dos nazis – por cada homem que fugia, deveriam morrer dez presos. A primeira escolha caiu sobre o sargento polaco Franciszek Gajowniczek (de 41 anos), que no meio do silêncio começou a chorar: “Meu Deus, tenho esposa e filhos, que vai cuidar deles?” Então Maximiliano Kolbe ofereceu-se com toda a serenidade para substituir esse homem, dizendo: “ eu ofereço-me para substituir este homem, sou sacerdote católico e polaco e não estou casado”. O oficial aceitou. No dia 14 de Agosto de 1941 foi assassinado com uma injecção de fenol. Tinha 47 anos de idade.
 


5 de Maio

Act 15, 1-6 / Sl 121, 1-5 / Jo 15, 1-8

- Contaram a conversão dos pagãos

- Que alegria quando me disseram: vamos para a casa do Senhor.

- Permanecei unidos a mim, como Eu estou unido a vós!

Viver unido a Jesus é o ensinamento que deu aos seus discípulos, e desde logo, a todos os que apostam por Ele.

Jesus faz-se presente na vida diária, nas minhas dificuldades e alegrias, nos momentos latos e baixos. Em todos os momentos Jesus quer estar comigo. Cristo também quer que eu me una a Ele. Quer que, junto a Ele, eu viva os afãs de cada dia. A comodidade, o egoísmo, a soberba, a impossibilidade poderão por vezes impedir essa unidade, mas a ela estou chamado.

Mantém-me unido a ti, Senhor, todos os dias da minha vida.
 

DIVISÕES NO MUNDO

O mundo romano do séc. I do cristianismo estava marcado por três oposições que dividem os homens. A oposição racial: judeus e gregos; a oposição social, escravos e livres; a oposição humana, homem e mulher. Paulo entende que é Jesus quem faz a reconciliação nestas divisões: “já não há nem judeu nem grego, nem livre nem escravo, nem homem nem mulher” (Gl 3, 28). Já passou este mundo? Será assim o nosso? Hoje vivemos outras formas de divisões no mundo: divisões de raça, de sexo, de classes sociais, de fronteiras, etc. Entenderemos o verdadeiro sentido do cristianismo só quando acabarmos com estes muros de divisões entre os seres humanos.
 


6 de Maio

Act 15, 7-21 / Sl 95, 1-3.10 / Jo 15, 9-11

- Cremos que, tanto eles como nós, somos salvos pela graça do Senhor Jesus.

- Anunciai aos povos a glória do Senhor- Como o Pai Me amou, assim Eu vos tenho amado; permanecei no Meu.O

é o tema central da pregação de Jesus. Jesus é a manifestação do amor de Deus ao mundo. O discípulo há-de permanecer fiel a esse amor com o serviço aos seus irmãos.

O verdadeiro amor demonstra-se melhor com obras do que com palavras.

Senhor, ensina-nos a permanecer em teu amor, amando-nos uns aos outros.

ORAÇÃO PASCAL

Deus todo-poderoso e Pai muito amável, o teu amor para connosco é tão grande, que nem sequer poupaste o teu próprio Filho, mas entregaste-o por todos nós (Rm 8, 32). Concede-nos que neste dia conheçamos o teu amor que nos revelaste na morte e ressurreição do teu Filho amado, nosso Senhor Jesus Cristo. Ensina-nos a guardar os teus mandamentos e a agir segundo a tua vontade toda a nossa vida, para que a sua alegria esteja em nós e a nossa alegria chegue à plenitude.
 



7 de Maio

Act 15, 22-31 / Sl 56, 8-12 / Jo 15, 12-17
 

- Decidimos o Espírito Santo e nós não impor-vos outras cargas para além das indispensáveis.

- Dar-te-ei graças, Senhor, diante dos povos!

- Amai-vos uns aos outros

Jesus chama aos discípulos amigos. Já não existe barreira, nem sequer secreta, entre eles e Deus. Os seus são membros privilegiados da família de Deus.

Somos amigos de Jesus. Pelo baptismo somos incorporados na família de Jesus Cristo para viver livres, em intimidade com Deus, amá-lo e amar o nosso próximo.
 

O ESPÍRITO SANTO E NÓS DECIDIMOS

A comunidade de Antioquia, constituída por cristãos provenientes do judaísmo e do paganismo, atravessou um momento crítico. Alguns cristãos judaizantes pretendiam que os pagãos se fizessem circuncidar e observassem a lei de Moisés. “Então – escreve S. Lucas – reuniram-se os apóstolos e presbíteros para tratar deste assunto”. Depois de “uma longa discussão”, chegaram a um acordo formulado com a solene expressão: “Decidimos, o Espírito Santo e nós…” (Act 15, 28). O Espírito actua através da mediação dos “ministérios” da Igreja.
 


8 de Maio

Act 16, 1-10 / Sl 99, 2-5 / Jo 15, 18-21
 

- As Igrejas robusteciam-se na fé e os cristãos cresciam em número de dia para dia.

- Aclamai ao Senhor terra inteira.

- Se o mundo vos odeia, lembrai-vos que primeiro me odiou a Mim.

A mensagem do evangelho vai muitas vezes contra a corrente de pensamento do mundo. Na verdade, os discípulos devem estar dispostos a correr o risco de sofrer o martírio.
 


9 de Maio

VI Domingo de Páscoa

Act 15, 1-2.22-29 / Sl 66, 2-8 / Ap 21, 10-14.22-23 / Jo 14, 23-29
 

- Ouvimos dizer que alguns de entre nós vos inquietaram e desconcertaram com as suas palavras.

- Ó Deus, que te louvem os povos, que todos os povos te louvem!

- Não vi Templo nenhum, porque o Senhor é o seu templo.

- O Espírito Santo será quem vos recordará tudo o que vos disse.
 

O ESPÍRITO SANTO

Ao aproximar-nos da festa de Pentecostes a liturgia orienta-nos para a celebração da nova presença de Jesus através do Espírito. Seguir Jesus é prova de amor. Chega-se a Deus por Jesus, que é a sua Palavra, o Filho, a revelação definitiva de Deus na nossa história humana. Por isso o caminho para Deus consiste em guardar a sua palavra. A presença de Jesus na história humana assume agora uma nova forma: o Espírito. Enviado pelo Pai, o Espírito ensinará e tornará possível a memória de Jesus, das suas palavras e obras. A confiança no Espírito dá sentido ao testamento de Jesus: o dom da paz. “A paz vos deixo, a minha paz vos dou”. Trata-se da palavra hebraica shalom, que traduzimos por “paz” e que nos lábios de Jesus expressa o seu desejo de que a vida em plenitude chegue aos seus discípulos. Que os seguidores de Jesus estejam cheios de vida!
 


10 de Maio
 

Act 16, 11-15 / Sl 149, 1-9 / Jo 15, 26 – 16, 4

- O Senhor abriu o coração de Lídia.

- O Senhor ama o seu povo.

- Vós próprios sereis minhas testemunhas.

O Espírito Santo assiste e acompanha Paulo na sua actividade missionária em Filipos e abre os corações de homens e mulheres para que aceitem a boa notícia de Jesus.

Quão importante é o testemunho e o serviço da mulher na nossa Igreja! Como poderíamos ajudar a que seja cada vez mis forte?

Pelas mulheres testemunhas, servidoras, apóstolos…
 

MULHERES DA BÍBLIA: LÍDIA

Diz Lucas que Lídia era proveniente da cidade de Tiatira, mas quando conheceu Paulo residia em Filipos. Em Filipos havia um lugar com sombra à beira do rio que servia para reunir-se a fazer oração. Paulo e Silas foram um sábado a esse lugar e puseram-se a falar às mulheres ali congregadas. Lídia a quem o Senhor abrira o coração para que estivesse atenta ao que Paulo falava, não se converteu porque Paulo lhe pregou; converteu-se porque o seu coração foi aberto pelo Senhor. Para ela o evangelho foi uma chama que fez arder o seu coração. Lídia acreditou. A sua casa foi “uma igreja doméstica”, um núcleo de difusão da boa nova de Jesus.
 


11 de Maio

Act 16, 22-34 / Sl 137, 1-8 / Jo 16, 5-11
 

- Paulo gritou-lhe: não te faças dano, que estamos todos aqui!

- Senhor, a tua mão direita me salva!

- Se eu não for, o Paráclito não virá a vós.

Jesus vê tristeza nas caras dos seus discípulos e promete-lhes o Paráclito, o mediador, o defensor, o Espírito Santo, que estará com eles tornando operante a missão salvadora de Jesus.

O Espírito Santo é o guia da comunidade cristã, da Igreja, família de Deus. Sustenta, ilumina a vida dos fiéis no discernimento do bem e do mal.

Damos-te graças, Senhor, por estares presente em nós, presente na tua Igreja, por meio do teu Espírito.
 

QUEM É O ESPÍRITO SANTO

Os nomes do Espírito santo são: o consolador, o advogado, o defensor, o guia, o Paráclito, etc. O Espírito Santo actuou durante toda a história. Na Bíblia menciona-se desde o princípio, embora de maneira velada. É Jesus quem o apresenta oficialmente, repetidas vezes, no evangelho de João. Pensa quantas vezes sentistes a sua acção sobre ti: sem saber como, suportas e superas uma situação, uma relação pessoal difícil e continuas para a frente; reconcilias-te, toleras, aceitas, perdoas, amas e até fazes algo pelo outro…Essa forca interior que não sabes donde sai, é nada menos que a acção do Espírito Santo, que desde o teu baptismo, habita dentro de ti.
 


12 de Maio

Act 17, 15.22 – 18, 1 / Sl 148, 1-2.11-14 / Jo 16, 12-15
 

- Já te ouviremos de novo falar disso!

- O céu e a terra estão cheios da tua glória!

- O Espírito Santo vos iluminará para que possais compreender a verdade completa.

Paulo, guiado pelo Espírito Santo, fala da ressurreição. O tema não é a colhido com agrado em Atenas.

O Espírito Santo vai revelando progressivamente as maravilhas de Deus na nossa vida e vai-nos ensinando os caminhos de Deus, os valores cristãos, vai-nos abrindo os olhos e o coração para chegarmos ao verdadeiro conhecimento de Deus.

Vem, espírito de Deus, enche e ilumina os nossos corações e transforma o nosso mundo.
 

SÍMBOLOS DO ESPÍRITO SANTO

Água: no baptismo, a água converte-se em sinal sacramental do novo nascimento.

Óleo: na confirmação unge-se o confirmando para prepará-lo para ser testemunha de Cristo.

Fogo: simboliza a energia transformadora dos actos do espírito.

Nuvem: desce sobre a Virgem Maria para “cobri-la com a sua sombra”; na Transfiguração e na Ascensão aparece uma nuvem.

Selo: fala da consagração do cristão.

Mãos: a imposição das mãos transmite o “dom do Espírito”.

Pomba: no baptismo de Jesus, o Espírito Santo aparece em forma de pomba sobre Ele.
 


13 de Maio

Nossa Senhora de Fátima

Ap 21, 1-5ª / Jdt 13, 18-20 / Jo 19, 25-27

Desde o momento do nosso baptismo, Maria é nossa mãe espiritual. Com efeito, juntamente com Cristo, ela estava presente, para colaborar na nossa incorporação no corpo místico, como “esteve junto da cruz, padecendo dolorosamente com o seu Filho Único e associando-se ao seu sacrifício “ (LG 58), para cooperar no nascimento da humanidade para a vida da graça. Confiemos, pois, na sua solicitude maternal e recorremos à sua intercessão, a fim de mantermos, até à morte, a vida sobrenatural, recebida no baptismo.
 

ORAÇÃO

Senhor Deus, que nos destes por mãe a mãe do vosso amado Filho, concedei, vos pedimos, que, seguindo os seus ensinamentos e com espírito de verdadeira penitência e oração, trabalhemos generosamente pela renovação do mundo e pela dilatação do reino de Cristo. Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo. Amén.


14 de Maio

S. Matias, Apóstolo

Act 1, 15-17.20-26 / Sl 112, 1-8 / Jo 15, 9-17
 

- Deitaram sortes e calhou a Matias e juntaram-no aos onze apóstolos.

- O Senhor sentá-lo-á com os príncipes do seu povo!

- Já não vos chamo servos: chamo-vos amigos

Jesus já não chama servos mas amigos aos seus discípulos. O servo está submetido totalmente à autoridade do seu Senhor. Isto significa que os discípulos partilham a intimidade de Jesus, que não há barreiras entre eles e Jesus; que têm algo em comum.

Somos amigos de Jesus desde o nosso baptismo. Fomos eleitos para participar na sua divindade.

Ó Senhor, à semelhança de Matias, queremos ser teus fiéis amigos.
 

S.MATIAS

Discípulo de Jesus, fica a fazer parte dos Doze depois da morte de Judas Iscariotes. O seu nome significa “prenda de Javé”. Matias aparece no Novo Testamento quando entrou no grupo dos Doze (Act 1, 21-26)
 


15 de Maio

Act 18, 23-28 / Sl 46, 2-3.8-10 / Jo 16, 23-28

- Áquila e Priscila expuseram a Apolo com maior precisão o caminho de Deus.

- Deus é o rei do mundo.

- Vós apresentareis as vossas súplicas ao Pai em meu nome.

Jesus é o mediador entre Deus e os seus discípulos. Mais do que ninguém conhece as suas necessidades, as suas debilidades, as suas paixões, os seus defeitos e as suas qualidades. Ele facilita a relação entre eles e o seu Pai.
 

AS NOSSAS ORAÇÕES

“Jesus, Cristo, Filho de Deus, Senhor, tem piedade de nós pecadores!” “Ninguém pode dizer ‘Jesus é Senhor’ a não ser pela acção do Espírito Santo” (1 Cor 12, 3). A Igreja convida-nos a invocar o Espírito Santo como mestre interior da oração cristã. Em virtude da sua singular cooperação com a acção do Espírito Santo, a Igreja ora também em comunhão com a Virgem Maria para exaltar com ela as maravilhas que Deus realizou nela e para confiar-lhe súplicas e louvores.

(Catecismo da Igreja Católica)
 


16 de Maio

Ascensão do Senhor

Act 1, 1-11 / Sl 46, 2-3.6-9 / Ef 1, 17-23 / Lc 24, 46-53
 

- Viram elevar-se, até que uma nuvem o ocultou da sua vista.

- Deus ascende entre aclamações; o Senhor, ao som de trombetas.

- Deus tudo submeteu aos pés de Cristo e pô-lo acima de todas as coisas como Cabeça da Igreja.

- Enquanto os abençoava separou-se deles e foi levado ao céu.
 

CÉU E TERRA

Apesar de celebrar a Ascensão do Senhor ao céu, hoje é a festa da terra e não do céu. Não podermos ficar a olhar o céu ou com o olhar perdido, como disse o anjo aos apóstolos. Somos a presença de Jesus ressuscitado no mundo. Deixou-nos essa tarefa. Há que pôr-se a caminho. Como os apóstolos que “regressaram a Jerusalém cheios de alegria”. Compreenderam que só pode esperar o céu quem se compromete com a terra. A Ascensão é uma festa de alegria para todos; o nosso caminho não é sem regresso. Como o próprio Cristo voltaremos ao Pai. A nossa vida não será inútil. Seremos artífices de fraternidade no mundo anunciando o evangelho. O triunfo de Jesus será também o nosso triunfo. E a alegria nos levará, com a força do Espírito, a ser testemunhas do ressuscitado até aos confins da terra.
 


17 de Maio

Act 19, 1-8 / Sl 67, 2-7 / Jo 16, 29-33

 

- O Espírito Santo veio sobre eles.

- Reis da terra, cantai ao Senhor!

- Digo-vos isto para que possais encontrar a paz na vossa união comigo.

Os discípulos reconhecem Jesus como Filho de Deus. Mas Jesus conhece a fé vacilante dos seus. Mesmo assim, confia neles e garante-lhes a sua presença e o seu apoio na luta diária.

Estou consciente da presença salvadora e vivificadora de Jesus nas minhas lutas diárias contra o mal?

Renova em nós a força do teu Espírito para que sejamos sempre teus discípulos fiéis.
 

OS SETE DONS DO ESPÍRITO SANTO

Sabedoria: comunica-nos o gosto pelas coisas de Deus.

Ciência: ensina-nos a dar às coisas terrenas o seu verdadeiro valor.

Conselho: ajuda-nos a resolver com critérios cristãos os conflitos da vida.

Piedade: ensina-nos a relacionar-nos com Deus como nosso Pai e com os nossos irmãos.

Temor de Deus: impulsiona-nos a afastar-nos de qualquer coisa que possa ofender a Deus.

Entendimento: dá-nos um conhecimento mais profundo das verdades da fé.

Fortaleza: desperta em nós a audácia que nos impulsiona ao apostolado e ajuda-nos a superar o medo de defender os direitos de Deus e dos outros.
 


18 de Maio

Act 20, 17-27 / Sl 67, 10-11.20-21 / Jo 17, 1-11ª
 

- Dar testemunho do evangelho da graça de Deus.

- Reis da terra, cantai ao Senhor!

- Pai, glorifica-me!

O capítulo 17 do evangelho de João recolhe a longa oração de Jesus ao Pai; chama-se a oração sacerdotal. Nela Jesus revela o Pai, reza por si mesmo e pelos seus discípulos.

A oração sacerdotal de Jesus é uma espécie de testamento que Jesus deixa à sua Igreja. Nele se destaca a missão que Jesus confia à sua Igreja: o anúncio do Reino de Deus no mundo.
Recorda-Te, Senhor, da Tua Igreja estendida por toda a terra!
 

PAI

“Pai, chegou a hora; glorifica o Teu Filho, para que o teu Filho te glorifique a Ti…” Jesus levanta os olhos ao céu: é o gesto clássico de Jesus quando ora a seu pai. O céu é o lugar simbólico da morada de Deus. Chegou a minha hora: a hora da salvação definitiva para a humanidade. A hora da sua obediência última ao Pai. A hora de entregar a sua vida por nós e, também, a hora da sua exaltação e glorificação. Para nós também é a nossa hora, a hora da nossa grande oportunidade: acolher a salvação que Jesus nos oferece.
 


19 de Maio

Act 20, 28-38 / Sl 67, 29-36 / Jo 17, 11-19
 

- Encomendo-vos a Deus e à sua mensagem de graça.

- Reis da terra, cantai a Deus!

- Que sejam um como Tu e Eu somos um.

Jesus pede pelos seus discípulos. Agora que os discípulos não gozarão mais da presença física de Jesus, Ele pede ao Pai que os preserve do mal, que os mantenha na verdade.

A oração de Jesus por nós, seus discípulos, continua a ser actual. Como os discípulos da primeira geração, necessitamos também da presença, da sua ajuda, da sua força e do seu Espírito para enfrentar as tribulações do mundo e o sofrimento.

Mantém-nos unidos a Ti, senhor, porque somos teus!

DIA INTERNACIONAL DAS COMUNICAÇÕES E DA SOCIEDADE DA INFORMAÇÃO

Como pessoas, sempre tivemos a necessidade de comunicar e para isso usámos diferentes métodos desde os sinais de fumo, acústicas, ópticas, até animais de transporte para levarem as nossas mensagens. Hoje é necessário que peçamos seriedade e objectividade na informação. Corremos o perigo de que sejam meios de desinformação e manipulação.
 


20 de Maio

Act 22, 30; 23, 6-11 / Sl 15, 1-11 / Jo 17, 20-26

 

- Irmãos, estou a ser julgado por crer na ressurreição dos mortos.

- Protege-me, meu Deus, em ti me refugio.

- Não te peço só por eles…

Jesus pede unidade e amor entre os seus. “Eu neles e Tu em Mim”

Não nos unimos pelas nossas ideias, nem pelas nossas diferenças, mas pelo amor de Deus que habitas em nossos corações. Esta união é o verdadeiro testemunho do evangelho no nosso mundo cheio de divisões de religião, de raça, ideologia, etc.

Senhor, queremos amar-te e servir-te em união com o teu Filho Jesus e em união com os nossos irmãos.
 

VEM, ESPÍRITO SANTO

Fecha os meus ouvidos a toda a murmuração e abre a minha boca à correcção. Quero ser tão bem intencionado e justo que todos os que se aproximem de mim ou eu deles sintam a tua presença. Reveste-me da tua bondade e que hoje eu seja, ao menos, um dos teus dons para os outros.
 


21 de Maio
 

Act 25, 13-21 / Sl 102, 1-2.11-12.19-20 / Jo 21, 15-19

 

- Só acusam Paulo de certas questões relativas à sua religião.

- O Senhor pôs no céu o seu trono

- Senhor, tu sabes tudo, tu sabes que te amo.

Pedro é submetido a um tríplice exame de amor: “amas-Me mais do que estes?” Pedro recorda-se do seu passado e está disposto a acolher a nova oportunidade que Jesus lhe oferece: “sim, Senhor, Tu sabes que sou deveras teu amigo”. Um exame rigoroso e uma resposta decisiva que convida Pedro à responsabilidade.
Jesus faz-nos hoje a mesma pergunta que fez a Pedro. Qual é a nossa resposta?
Senhor, Tu conheces tudo, tu sabes que te amo. Ajuda-me a amar também os meus irmãos.
 


22 de Maio

Act 28, 16-20.30-31 / Sl 10, 5-8 / Jo 21, 20-25

- Queria ver-vos e conversar convosco.

- Os bons verão o teu rosto, Senhor.

- Este discípulo é ele próprio que dá testemunho.

Termina a liturgia do tempo pascal com o testemunho de Pedro e do discípulo amado. A nossa fé está fundada sobre esse testemunho dos apóstolos. O mesmo Jesus que convidou Pedro, João e os outros apóstolos, convida-nos a segui-Lo e a ser suas fiéis testemunhas.
 


23 de Maio

Pentecostes

Act 2, 1-11 / Sl 103, 1.24.29-31.34 / Rm 8, 8-17 / Jo 14, 15-16.23b-26
 

- Todos ficaram cheios do espírito Santo.,

- Envia o teu Espírito, Senhor, e renova a face da terra.

- Os que se deixam conduzir pelo Espírito de Deus, esses são filhos de Deus.

- O Espírito Santo será quem vos ensinará tudo.
 

VENTO E FOGO

O Espírito é o grande protagonista da festa do Pentecostes. A sua chegada descreve-se com duas imagens: a do vento e a do fogo. O vento é imprevisível, surpreende. É inacessível, não se pode agarrar, nem empurrar. O vento é imparável, não se pode deter; até nos leva onde não queremos. O vento é uma realidade dinâmica, não estática. Não o possuímos, somos possuídos por ele. Pois, como o vento, assim actua o Espírito em nós. Mas, deixamo-lo actuar?... E o Espírito apresenta-se também sob a forma de fogo. O fogo ilumina, dá calor e purifica. Tende a propagar-se e a estender-se para além dos seus limites. Assim é o Espírito Santo: quer aquecer-nos, iluminar-nos, incendiar-nos. Deixamos que isso aconteça? E o mais importante: a única forma de pensar e viver no Espírito é dizer-lhe: Vem!

 


24 de Maio

Semana VIII do Tempo Comum

1 Pe 1, 3-9 / Sl 110, 1-2.5-6.9-10 /Mc 10, 17-27

 

- Não vistes Jesus Cristo e vós o amais.

- O Senhor lembra sempre a sua aliança.

- Vende o que tens e segue-Me.

O evangelho de hoje relata o caso de um homem rico que se aproxima de Jesus com uma inquietação nobre: ganhar a vida eterna. Jesus faz-lhe ver que antes da vida terna está a vida terrena, e que deve reorientar a sua. O rico, ao muito que tem aqui, quer somar o de ali; Jesus convida-o a partilhar os bens e a segui-lo.

Aquele homem que queria tudo, retirou-se só com o seu dinehiro e a sua tristeza. Há que tirar as tuas próprias conclusões.

Ó Deus, Tu que podes tudo, não me dês nem riqueza nem pobreza. Basta-me a tua graça.
 

VOLTAMOS AO TEMPO COMUM

Com a festa de Pentecostes terminou o Ciclo Pascal que tínhamos começado na quarta-feira de cinzas. No próximo domingo celebramos a solenidade da Santíssima Trindade e na quinta-feira seguinte a festa do Corpo e sangue de Cristo. Durante a semana retomamos a leitura do evangelho de Marcos, que tínhamos interrompido, e hoje começamos a primeira carta de Pedro.
 


25 de Maio

1 Pe 1, 10-16 / Sl 97, 1-4 / Mc 10, 28-31
 

- Aquele que vos chamou é santo; sede vós como Ele, santos.

- O Senhor dá a conhecer a sua vitória.

- Recebereis cem vezes mais.

Jesus põe como razão última para receber agora, neste tempo, cem vezes mais e na idade futuras, o que queria o rico no episódio anterior: a vida eterna – deixar tudo por Ele e pelo evangelho.

Como no relato de ontem, atreves-te a dizer a Jesus o que lhe disse Pedro naquele tempo?

Lado a lado contigo comecei a caminhar…passo a passo te sigo, sem olhar para trás.
 

DIA DE ÁFRICA

Cada ano o dia 25 de Maio é o dia de África. Esta data marca o aniversário da fundação da Organização da Unidade Africana que durante quase quatro décadas foi a voz de África na cena internacional e no continente africano um advogado para o progresso e a paz.

 


26 de Maio

1 Pe 1, 18-25 / Sl 147, 12-15.19-20 / Mc 10, 32-45
 

- Fostes resgatados a preço do sangue de Cristo.

- Glorifica Jerusalém o Senhor!

- O Filho do Homem vai ser entregue.

Jesus anuncia aos Doze, com mais detalhes do que nunca, o que se vai passar em Jerusalém. Tiago, João e os outros dez não entenderam nada do Reino que quer Jesus.

Será que aprendi estas duas lições para saber responder ao seguimento de Jesus e construir o Reino segundo os seus planos?

Como Maria, a escrava do Senhor, quero estar ao serviço dos meus irmãos.
 


27 de Maio

1 Pe 2, 2-5.9-12 / Sl 99, 2-5 / Mc 10, 46-52
 

Cristo é a Pedra fundamental do edifício da salvação da humanidade planeada por Deus. Os cristãos são as “pedras vivas”, são “raça eleita”, membros do “sacerdócio régio”, “povo de Deus”. Devem, pois, repelir todos os maus desejos e comportar-se bem diante dos não-cristãos, para os edificar e converter.

Ao dar a vista a mais este cego, Jesus continua a cumprir os oráculos dos antigos profetas acerca do Messias, e Bartimeu reconhece-o como tal (Filho de David). Uma fé mais esclarecida, a fé em Jesus, Filho de Deus, dará a vista a muitos outros, atingidos de cegueira espiritual.

 


28 de Maio

1 Pe 4, 7-13 / Sl 95, 10-13 / Mc 11, 11-26
 

- Que cada um se ponha ao serviço dos outros.

- Chega o Senhor para governar a terra.

- Tende fé em Deus.

No evangelho de hoje encontramos dos acontecimentos simbólicos: a maldição de uma figueira e a expulsão dos vendedores do Templo.

O que me diz este zelo de Jesus? O que me traz hoje ao templo? Quais são os meus frutos?

Senhor, dá-me a fé e a força necessárias para arrancar de raiz os meus defeitos e vaidades.
 

MISTÉRIO DE DEUS

“Quis Deus, na sua bondade e sabedoria, revelar-se a si mesmo e manifestar o mistério da sua vontade; por Cristo, a Palavra feita carne, e com o Espírito Santo, podem os homens chegar até ao Pai e participar da natureza divina. Nesta revelação, Deus invisível, movido de amor, fala aos homens como amigos, dialoga com eles para convidá-los e recebê-los na sua companhia.”

Dei Verbum 2
 


29 de Maio

Judas 17.20b-25 / Sl 62, 2-6 / Mc 11, 27-33

- Lembrai-vos do que pregaram aos apóstolos.

- A minha alma está sedenta de Ti, Senhor, meu Deus!

- Com que autoridade fazes isto?

Marcos com este diálogo de perguntas sem respostas, está dizendo que Jesus, e também João Baptista, é um enviado de Deus. Com as suas palavras e obras, Jesus está a pedir a conversão dos sacerdotes, dos mestres da Lei, dos anciãos e de todos os que nos aproximamos dele.
 


30 de Maio

Santíssima Trindade

Prov 8, 22-31 / Sl 8, 4-9 / Rm 5, 1-5 / Jo 16, 12-15
 

- Antes de começar a terra, a sabedoria já tinha sido engendrada.

- Senhor, nosso Deus, quão admirável é o teu nome em toda a terra!

- O amor de Deus foi derramado em nosso corações com o Espírito Santo que nos foi dado.

- O Espírito receberá do que é Meu e vos há-de anunciá-lo.
 

O QUE É A VERDADE?

A pergunta de Pilatos à qual Jesus não respondeu, respondê-la-á o Espírito da verdade. Di-lo Jesus nos versículos do evangelho de João deste Domingo. Necessitamos a luz do Espírito para compreender a nossa fé e dar testemunho dela. O Espírito pelo qual foi tudo feito, que se fez presente na encarnação de Jesus e no seu baptismo, tem que caminhar connosco. Fica muito por explorar sobre a verdade de Jesus. A nossa verdade ainda não é plena. Na nossa missão no mundo, o Espírito guia a comunidade para a verdade completa. Ele nos revela e explica a mensagem, o que Jesus é e significa como manifestação do amor do Pai. Quem de entre nós se considere em possessão da verdade absoluta guardou o Espírito na sua vida, volta as costas à mensagem de Jesus e manipulará Deus.
 


31 de Maio

Visitação da Virgem Santa Maria

Sof 3, 14-18a / Sl Is 12, 2-6 / Lc 1, 39-56
 

- O Senhor será no teu seio, o rei de Israel

- Que grande é no meio de ti o Santo de Israel.

- Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, o menino deu um salto no seu ventre

O mês de Maio termina com esta festa da Visitação de Maria a sua prima Isabel. É dia de louvor a Maria por ser a predilecta de Deus; mas é também dia de imitar Maria no serviço aos mais necessitados.

A visitação de Maria a sua prima Isabel esconde outra maior: a de Jesus a João. O Messias “abaixa-se” já desde o seio materno para saudar ao seu precursor. Deus continua a “baixar-se” hoje e a visitar o nosso mundo. Seremos capazes, ao menos os cristãos, de saltar de alegria pela visita de nosso Senhor?

Maria, mostra-nos o fruto do teu ventre, Jesus!
 

FICOU ESCRITO

Na carta de Pedro que temos lido na liturgia estes últimos dias ficou escrito que todos os baptizados “como pedras vivas vão construindo um templo espiritual dedicado a um sacerdócio santo, para oferecer, por meio de Jesus Cristo, sacrifícios espirituais agradáveis a Deus. A honra é para vós, os crentes”. (1 Pe 2, 5-7)
 

 

 

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