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1
de
Junho
S. Justino
2 Pe 3, 12-15a.17-18 / Sl 89, 2-4.10-16 / Mc 12, 13-17
- Esperamos um novo céu e uma nova terra
- Senhor tens sido o nosso refúgio de geração em
geração.
- Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus
A cilada maliciosa que os fariseus aramaram a Jesus
saltou pelos ares sem ferir ninguém. Pensaram que,
qualquer que fosse a sua resposta o poriam contra o
imperador ou contra as gentes. Não contaram com a
inteligência de Jesus.
Jesus não se aliena das tarefas da terra mas apresenta
também as do céu. O ser humano vem de Deus e o poder
político tem um valor relativo; só Deus é absoluto.
Eu pensava que o homem era grande pelo seu poder, pelo
seu saber, pelo seu valor; mas enganei-me, pois só Deus
é grande.
FICOU ESCRITO
Nos grandes documentos do Concílio Vaticano II ficou
escrito que “Cristo Nosso Senhor, Pontífice escolhido de
entre os homens fez do novo povo um reino sacerdotal
para seu Deus e Pai. Na verdade, os baptizados, pela
regeneração e pela unção do Espírito Santo, são
consagrados para serem casa espiritual, sacerdócio
santo, para que, por meio de todas as obras próprias do
cristão, ofereçam oblações espirituais e anunciem os
louvores daquele que das trevas os chamou à sua
admirável luz …O sacerdócio comum dos fiéis e o
sacerdócio ministerial ou hierárquico, embora se
diferenciem essencialmente e não apenas em grau,
ordenam-se mutuamente um ao outro; pois um e outro
participam, a seu modo, do único sacerdócio de Cristo. (LG
10)
2
de
Junho
2 Tm 1, 1-3.6-12 / Sl 122, 1-2 / Mc 12, 18-27
-
Aviva em ti o fogo da graça que recebeste quando te impus as
mãos.
-
Levanto os meus olhos para Ti, Senhor!
-
Não é um Deus de mortos, mas de vivos.
O
evangelho de hoje apresenta-nos Jesus a dialogar com os saduceus
que manifestam a sua incredulidade na ressurreição e apresentam
um caso que toca o ridículo. Jesus, como anteriormente com os
fariseus, vai ao fundo da questão e responde desde outro ponto
de vista: o Deus de quem Ele fala é um Deus de vida, não de
morte.
Como é a minha fé na ressurreição?
Espero a ressurreição dos mortos e a vida do mundo futuro. Amén.
CARTA A TIMÓTEO
Timóteo, “venerador de Deus”, é o destinatário da carta que
começámos a ler hoje e que terminaremos no final da semana.
Dizemos que é de S. Paulo, mas não sabemos muito bem quem a
escreveu. O autor desta segunda carta a Timóteo parece estar
próximo da morte. Com sentimentos de verdadeiro pai, dá os seus
últimos conselhos. Exorta Timóteo a ser fiel para além de
qualquer dificuldade ou sofrimento. Fidelidade ao ensinamento
recebido, ao ministério assumido, fidelidade inclusive à amizade
humana.
3 de
Junho
Solenidade do
Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo
Gn
14, 18-20 / Sl 109, 1-4 / 1 Cor 11, 23-26 / Lc 9, 11b-17
-
Melquisedec ofereceu-lhe pão e vinho.
-
Tu és sacerdote eterno, segundo o rito de Melquisedec.
-
Sempre que comerdes deste pão e beberdes deste cálice, anunciais
a morte do Senhor.
-
Comeram todos até ficar saciados.
PARTIU E REPARTIU
Os
discípulos partilharam a missão de Jesus: levaram o pão da
Palavra pelas aldeias. Agora o Mestre diz-lhes: “dai-lhes vós de
comer”. Jesus conta com os nossos recursos. Os discípulos falam
em comprar; Jesus fala de dar. Pede que ponhamos os bens que
temos à disposição dos necessitados. Ele fará o resto. E com
gesto eucarístico, como na Última Ceia, tomou os cinco
pães…levantou os olhos ao céu…pronunciou a bênção…partiu-os e
deu-lhos para que os distribuíssem.
4 de
Junho
2 Tm 3, 10-17 / Sl 118, 157-168 / Mc 12, 35-37
- Quem se proponha viver como bom cristão será
perseguido.
- Os que amam as tuas leis, Senhor, têm muita paz.
- Como pode ser o Messias o filho de David?
Diz o evangelista Marcos que as pessoas escutavam Jesus
com agrado. Os mestres da lei entendiam que David é o
progenitor do Messias, portanto superior a ele; mas, o
Messias, Jesus, é maior que David, pois o próprio David
lhe chama Senhor.
Que origem dou a Jesus? De onde procedem, segundo a
minha crença, as palavras que Ele pronunciou, a mensagem
que pregou, tudo o que realizou, a sua morte e a sua
ressurreição?
Só tu tens palavras de vida eterna!
FICOU ESCRITO
“Os fiéis, incorporados na Igreja pelo Baptismo, são
destinados pelo carácter baptismal ao culto da religião
cristã e, regenerados para filhos de Deus, devem
confessar diante dos homens a fé que de Deus receberam
por meio da Igreja.” (LG 11)
5 de
Junho
2 Tm 4, 1-8 / Sl 70, 8-9.14-17.22 / Mc 12, 38-44
- Cumpre a tua tarefa de evangelizador.
- A minha boca cantará o teu auxílio, Senhor!
- Essa viúva pobre deitou mais do que ninguém.
O relato da viúva pobre e a sua esmola rica quer
contar-nos algo mais que a curiosidade de Jesus olhando
as pessoas no templo. Nós fixamo-nos no que sai da
carteira; Jesus fixa-se no que sai do coração.
6 de
Junho
Domingo X do Tempo Comum
1
Rs 17, 17-24; Sl 29, 2.4-6.11-13b / Gl 1, 11-19 / Lc 7, 11-17
O
povo descobre em Jesus um grande profeta, não só porque a sua
pregação toca o mais íntimo da alma, mas também porque se
debruça sobre a miséria humana, porque dá a paz aos que se
guerreiam, porque dá a alegria os tristes, como deu a paz e a
alegria à mulher que chorava a morte do seu filho único.
Senhor, torna-me sensível ao sofrimento dos meus irmãos e
ajuda-me a fazer algo para os aliviar!
7
de Junho
1 Rs 17, 1-6 /
Sl 120, 1-8 / Mt 5, 1-12
- Elias serve
ao Senhor, Deus de Israel.
- O meu auxílio
vem do Senhor que fez o céu e a terra.
- Felizes os
pobres em espírito.
A subida de
Jesus ao monte, segundo o evangelho de Mateus, evoca a
figura de Moisés no Sinai. O sermão que pronuncia, as
bem-aventuranças, é o programa que desenvolverá no seu
caminhar até ao monte Calvário. Os mandamentos de Moisés
eram a lei do comportamento para os libertos do Egipto;
as bem-aventuranças são as atitudes básicas para os
cristãos.
E se eu lesse
as bem-aventuranças como se fosse hoje a primeira vez?!
Dá-me, Senhor,
sabedoria para entender, capacidade para reter e
fortaleza para viver.
COMEÇO DO
EVANGELHO DE MATEUS
Até ao final do
mês de Agosto vamos ler cada dia uma passagem do
evangelho de S. Mateus. Este evangelho foi escrito por
volta do ano 80 para as comunidades cristãs da palestina
e da Síria. Começámos com o capítulo 5 porque os quatro
primeiros capítulos forma lidos no tempo de Natal e
Quaresma. Os seus destinatários são cristãos
provenientes do judaísmo que conheciam as Escrituras;
por isso Mateus cita tantas vezes o que “dizem as
Escrituras”, “o que está escrito na Lei de Moisés”.
8
de Junho
1 Rs 17, 7-16 / Sl 4, 2-8 / Mt 5, 13-16
- A tulha da farinha não se esgotou.
- Faz brilhar sobre nós, Senhor, a luz do teu rosto.
- Vós sois o sal da terra e a luz do mundo.
Depois de anunciar o programa, Jesus vai-o explicando
para os que o ouviram; não quer que se fiquem em
palavras: fá-lo com imagens quotidianas: sal e luz; sal
para dar sabor; luz para alumiar, não para deslumbrar.
Estas imagens simples que Jesus apresenta, ajudam-me a
rever a minha vida cristã? Reservo a minha fé só para
vivê-la em meu interior ou no recinto do templo, ou
misturo-me na sociedade para ser luz e sal neste mundo?
Faz brilhar o teu rosto sobre mim, Senhor!
IDE PELO MUNDO ANUNCIANDO O AMOR
Sois a semente que há-de crescer.
Sois a estrela que há-de brilhar
Sois a manhã que volta a nascer.
Sois a espiga que começa a dar grão.
Sois aguilhão e carícia ao mesmo tempo,
Sois testemunhas que vou enviar.
9
de Junho
1 Rs 18, 20-39 / Sl 15, 1-8.11 / Mt 5, 17-19
- Que saibam que Tu és o verdadeiro Deus e que Tu lhes
mudarás o coração.
- Protege-me, meu Deus, em ti me refugio!
- Não vim abolir mas dar plenitude.
O que Jesus programou para a construção do reino de Deus
não suprime, nem vai contra o programado por Moisés. É
como concluir o projecto de obra ressaltando os detalhes
de um bem acabado.
Jesus insiste na importância dos detalhes da nossa vida
cristã. O nosso testemunho, com palavras e com obras,
deve ser completo; não umas coisas sim e outras não. Daí
o ser necessário conhecer cada vez melhor as exigências
da nossa vocação cristã.
Ensina-me, Senhor, os teus caminhos!
A LEI
O grupo dos fariseus do tempo de Jesus era muito estrito
no cumprimento da Lei que receberam de Moisés. Só a
cumprindo em todos os detalhes se podia chegar à
santidade, tanto os sacerdotes como os leigos. Punham
todo o empenho em conhecê-la e em vivê-la. Não aceitavam
as mudanças sociais e religiosas que os gregos estavam a
promover com a sua cultura helenista. Também não viam
com bons olhos a proposta de Jesus: lei sim, mas a lei
do amor. O confronto mais forte entre fariseus e
cristãos fica reflectido nos escritos de Paulo e também
nos evangelhos.
10
de Junho
Santo Anjo da Guarda de Portugal
Dn 10, 2a. 5-6.12-14ab / Sl 91, 1.3.5.6b.10-11.14-15 /
Lc 2, 8-13
- Miguel, um dos chefes principais veio em meu auxílio.
- O Senhor mandará aos seus anjos que te guardem em
todos os teus caminhos.
- Glória a Deus nas alturas, e paz na terra aos homens
que Ele ama!
À semelhança do povo hebreu, todos os povos e nações têm
um anjo encarregado por Deus de os proteger e defender em todos
os perigos, de modo que a vida temporal se oriente para a eterna
e todos os povos possam vir a formar o único povo de Deus.
A tarefa dos anjos, mensageiros de Deus é proclamar a
paz, promover a paz entre os homens e entre os povos, a fim de
que se viva, plenamente, a fraternidade, que teve a sua origem
no nascimento do Salvador. Esta deve ser também a missão de
todos aqueles que receberam a Boa Nova da Salvação.
11 de
Junho
Sagrado Coração de Jesus
Ez 34, 11-16 / Sl 23, 1-6 / Rm 5, 5-11 / Lc 15, 3-7
- Hei-de apascentar com justiça.
- O Senhor é meu pastor nada me falta.
- Cristo morreu por nós quando éramos ainda pecadores.
- Alegrai-vos comigo porque achei a minha ovelha
perdida.
Revelando-se ao povo eleito sob a sugestiva imagem do
bom pastor, Deus manifestava a sua bondade, o seu
carinho, a sua compaixão e, ao mesmo tempo, mostrava o
género de relações, que o homem devia estabelecer com
Ele.
Jesus aplicará a si mesmo esta imagem, com palavras que
não deixam dúvidas de que Ele é o Pastor divino, o
libertador do seu povo, Aquele que busca a ovelha
perdida (Lc 15, 3-7), Aquele que procura alimento para
as suas ovelhas e defende as que estão em perigo, dando
por elas a vida (Jo 10, 7ss).
Na parábola do bom pastor, “uma parábola que transformou
o mundo” (Giovani Pascali), Jesus dá-nos a conhecer o
seu amor infinito e o do Pai pela humanidade.
12
de
Junho
Imaculado Coração da Virgem Santa Maria
Beato Ludovico Mzyk e Companheiros
Missionários do Verbo Divino, mártires da Polónia
Is
61, 9-11 / Sl Jdt 13, 23-25 / Lc 2, 41-51
-
Transbordo de alegria no Senhor.
-
Tu és o orgulho do nosso povo.
-
Conservava tudo isto em seu coração.
Maria é apresentada por Lucas como a mulher que escuta a Palavra
de Deus; embora se perturbe face a essa palavra, adere
plenamente a ela, medita-a no seu coração e cumpre-a na sua
vida. Por isso Maria é bendita porque acreditou e viveu a sua
fé. (Lc 11, 28).
13 de
Junho
Domingo XI do Tempo Comum
2
Sm 12, 7-10.13 / Sl 31, 1-2.5.7.11 / Gl 2, 16.19-21 / Lc 7, 36 –
8, 3
- O
Senhor perdoa o teu pecado, não morrerás.
-
Perdoa Senhor a minha culpa e o meu pecado.
-
Não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim.
-
Os seus muitos pecados estão perdoados, porque tem muito amor.
PARÁBOLA DOS CREDORES
Simão, o fariseu, que tinha convidado Jesus para comer em sua
casa, ao ver como este deixa acariciar-se nos pés por uma
prostituta, duvidou da vocação profética de Jesus. Como pode
falar em nome de Deus alguém que se permite estas liberdades? A
parábola que Jesus conta deixa Simão e os seus convidados ainda
mais desconcertados: põe aquela mulher adiante deles no Reino
dos céus. Pelo muito amor que manifestou, ficaram-lhe perdoados
os seus numerosos pecados. Os fariseus não podiam compreender a
lógica de Jesus: tanto amas, tanto te é perdoado. Tanto foste
perdoado, tanto amarás daí em diante. “A tua fé te salvou, vai
em paz!”
14 de
Junho
1 Rs 21, 1-16 / Sl 5, 2-7 / Mt 5, 38-42
- Nabot foi morto apedrejado.
- Atende os meus gemidos, ó Senhor!
- Eu digo-vos: não resistais ao malvado.
O evangelho de hoje apresenta a quinta antítese que Jesus vem
fazendo à lei de Moisés. Jesus vai para além dessa lei e propõe
a lei do amor.
O discípulo de Jesus é chamado a romper o círculo da violência.
Até que ponto estou consciente disso na minha vida diária?
Perdoa as nossas ofensas, assim como nós perdoamos.
O LIVRO DOS REIS
Os relatos que a liturgia nos apresenta estes dias não são
fáceis de entender se não os olharmos no seu conjunto. A
finalidade destes dois livros é mais teológica que histórica. A
catástrofe do ano 587 a.C. (queda de Jerusalém, destruição do
Templo, fim da monarquia, deportação, queda da própria terra) é
o foco de atenção de toda a história narrada. Os seus autores
tratam de oferecer uma explicação coerente e dão o seu
veredicto: Deus é inocente desta desgraça. Só o povo, com os
seus dirigentes à cabeça, é culpável e sofre o justo castigo
pela sua infidelidade à aliança, pelo seu abandono de Deus e a
sua desobediência à Lei e aos profetas.
15 de
Junho
1 Rs 21, 17-29 / Sl 50, 3-6.11.16 / Mt 5, 43-48
- Fizeste pecar Israel.
- Pecámos, Senhor, misericórdia.
- Amai os vossos inimigos.
O programa de Jesus que Mateus recolhe no capítulo 5 tem
como fundo o amor. Os últimos versículos que lemos hoje
põem de relevo: “amai os vossos inimigos, e orai pelos
que vos perseguem”.
O que Jesus propõe parece um disparate. Contudo tenho
que pensar em toda a sua argumentação. Deus Pai dá o sol
e a chuva a todos. Quero ser como é o meu bom Pai? Tenho
que ler de novo todo este capítulo 5 do evangelho de
Mateus.
Pai-nosso venha a nós o teu Reino.
FICOU ESCRITO
O dever e o direito do leigo ao apostolado deriva da sua
própria união a Cristo Cabeça. Os leigos são consagrados
como sacerdócio real e nação santa para oferecer hóstias
espirituais em todas as suas obras e para dar testemunho
de Cristo em todo o mundo. (VATICANO II, APOSTOLICAM
ACTUOSITATEM, 3)
16 de
Junho
2 Rs 2, 1.6-14 / Sl 30, 20-24 / Mt 6, 1-6.16-18- Um
carro de fogo os separou e Elias subiu ao céu.
- Sede fortes e valentes de coração, os que esperais no
Senhor.
Teu Pai que vê no escondido, te recompensará.
O evangelho de hoje apresenta três obrigações da lei: a
esmola, a oração e o jejum. Jesus não rejeita nenhuma,
mas convida a uma nova forma de cumpri-las: desde o
coração, onde está Deus.
Nem as aparências, nem a fama, nem o olhar dos outros
têm que ser o motivo do que fazemos. Jesus deixa sem
valor e sem recompensa todas essas coisas tão boas, se
as fazemos para que os outros nos coloquem medalhas e
nos aplaudam.
Cria em mim, ó Deus, um coração limpo de toda a vaidade,
renova-me por dentro.
DIA DA CRIANÇA AFRICANA
Este dia estabeleceu-se a partir de uma marcha que teve
lugar em 1976, quando milhares de meninos e meninas de
raça negra em idade escolar, saíram às ruas de Soweto,
África do Sul, para protestar porque a sua educação era
de qualidade inferior, e também para exigir o
cumprimento do seu direito a receber educação na sua
própria língua.
17 de
Junho
Sir 48, 1-14 / Sl 96, 1-7 / Mt 6, 7-15
- Elias foi arrastado num turbilhão e Eliseu recebeu
dois terços do seu espírito.
- Alegrai-vos, justos, no Senhor.
- Rezai assim…
A oração que Jesus ensina não tem muitas palavras, mas
muita profundidade; não é dirigida a uma Deus distante,
mas a um Pai; não tem palavras de temor, mas de
confiança. É o Pai-nosso.
Se ao rezar te sentes filho de Deus, dirige-te a Ele
como um Pai, com confiança, com simplicidade; expõe-lhe
os teus desejos mais profundos. Os que Jesus disse são
muito bons: o seu Reino, a sua vontade, o alimento de
cada dia, o perdão, a reconciliação.
Pai…
DIA MUNDIAL DE LUTA CONTRA A DESERTIFICAÇÃO E A SECA
Nos finais do ano de 1994, a Assembleia Geral da ONU
decidiu declarar o dia 17 de Junho, Dia Mundial de Luta
contar a Desertificação e a Seca para sensibilizar a
opinião pública sobre a necessidade da cooperação
internacional para lutar contra este processo que afecta
negativamente centenas de milhões de pessoas em 110
países do mundo
18 de
Junho
2 Rs 11, 1-4.9-18.20 / Sl 131, 11-14.17-18 / Mt 6, 19-23
- Ungiu a Joás e todos aclamaram: viva o rei.
- O Senhor escolheu Sião, desejou viver nela.
- Onde está o teu tesouro, aí está o teu coração.
Jesus fala da tendência que tem o ser humano em buscar
tesouros e em pôr neles o seu coração e a sua segurança.
Jesus não fala contra essa tendência humana, mas da
qualidade dos tesouros que buscamos e aonde os
acumulamos.
Quando pensamos a sério e valorizamos o que temos, sem
dúvida o que mais apreciamos é a saúde e uma vida feliz.
Jesus quer ampliar os nossos tesouros e fala-nos em todo
o seu evangelho de misericórdia, generosidade,
compreensão, ternura, fortaleza…Isso é acumular riquezas
no céu.
Senhor, tu és a minha riqueza; tu és a alegria do meu
coração.
DITOSOS OS QUE AMAM A VERDADE
Agora não são ditosos os que têm mais poder, os
atormentados pela sede de possuir. Não são mais felizes
os que mais dinheiro têm, os que sempre vão buscando o
interesse.
São muito mais ditosos os que amam a verdade, os que vão
brindando a sua alegria e a sua bondade. Os que nos
oferecem o amor de cada dia e recebem o amor dos outros.
19
de Junho
2 Cr 24,
17-25 / Sl 88, 4-5.29-30.31-34 / Mt 6, 24-34
-
Zacarias a quem matastes entre o templo e o altar.
-
Manterei eternamente o meu favor.
-
Não vos inquieteis com o dia de amanhã.
Será que Jesus pretende com a radicalidade destes versículos
dizer aos pais que não se preocupem com os seus filhos? Claro
que não. As suas palavras são um toque de atenção esse afã de
acumular e de ansiedade pelo amanhã que nos faz perder a
confiança em Deus e viver angustiados.
20
de
Junho
Domingo XII do Tempo Comum
Zc 12,
10-11 / Sl 62, 2-9 / Gl 3, 26-29 / Lc 9, 18-24
-
Derramarei um espírito de graça e de clemência.
- A
minha alma está sedenta de Ti, Senhor meu Deus.
Pelo
baptismo fostes revestidos de Cristo. Já não há distinção entre
uns e outros. Todos sois um em Cristo.
- Quem
quiser seguir-me, negue-se a si mesmo, carregue a sua cruz cada
dia e siga-me.
MESSIAS SIM, MAS QUE MESSIAS?
Os
discípulos não compreendem que tipo de Messias Jesus é; eles
esperavam que fosse poderoso, nacionalista, chefe para vingar e
derrotar os inimigos. Pelo contrário Jesus era um homem como
tantos outros. Mas um homem com um compromisso sério de ser o
homem que Deus quer, para dignificar a todo o homem, à margem de
títulos, méritos ou privilégios. Já não haverá mais judeu, nem
grego, escravo, nem livre, varão, nem mulher… todos sois um em
Cristo Jesus. A pessoa é o mais importante, não os seus títulos.
Talvez também nós tenhamos apenas respostas do catecismo para
responder quem é Jesus. Outra coisa é aceitar o seu programa e
segui-lo na realização do seu projecto. Carregar com a cruz como
Jesus. Catequizar não com um livro de papel, mas com a nossa
vida diária.
21
de Junho
2 Rs 17, 5-8.13-15a.18 / Sl 59, 3-5.12-13 / Mt 7, 1-5
- O Senhor lançou Israel para longe da sua presença e só
ficou a tribo de Judá.
- Que a tua mão salvadora, Senhor, nos responda.
- Tira primeiro a trave do teu olho.
Com uma comparação cheia de humor, Jesus chama a tenção
sobre a maneira que temos de olhar para os defeitos dos
outros e dos nossos. Onde os outros têm uma simples
palha, nós temos um tronco.
Somos mais propensos a julgar os outros com a nossa
subjectividade que com objectividade. Jesus convida a
ter umas relações sãs com os outros. Para isso
necessitamos mais reflexão, mais objectividade e mais
caridade. O que pedimos que Deus tenha para connosco,
isso devemos ter nós com os outros.
Perdoa as nossas ofensas, como nós perdoamos.
O ELEFANTE E A ESTACA
Os elefantes que nos divertem no circo, uma vez
terminada a actuação, permanecem sem mexer-se atados a
uma pequena estaca cravada no chão. Podia arrancá-la
facilmente com a sua força enorme, mas quando era
pequeno foi atado muitas vezes a uma estaca tão forte
que não podia arrancá-la. Isso acostumou-o a ver a
estaca pequena como se fosse grande e por isso não tenta
arrancá-la.
22
de Junho
2 Rs 19, 9b-11.14-21 / Sl 47, 2-4.10-11 / Mt 7, 6.12-14
- Eu escutarei a esta cidade para salvá-la, pela minha
honra e a de David.
- Deus fundou a sua cidade para sempre.
- Tratai os outros como quereis que eles vos tratem.
Aqui Jesus convida de novo a mudar de lugar: pôr-se no
lugar do outro. O que quero que o outro me faça, fazê-lo
eu a ele.
Sem dúvida, desejo que os outros me respeitem sem
limites, me amem sem limites, me perdoem sem limites, me
compreendam sem limites…É verdade que também desejo
fazer tudo isso aos outros sem pôr limites em nada nem a
ninguém?
Sem a tua ajuda, Senhor, não o conseguirei
O LIVRO DOS REIS
O autor julga os seus reis desde o modelo de virtude e
fidelidade que para ele representa David. Põe em realce
que a benevolência de Deus terminou pelas culpas de
idolatria, de incumprimento da aliança, de rejeição dos
profetas. Ao ler os dois livros dos Reis parece que o
balanço é bastante negativo e sombrio. Mas veladamente
há uma mensagem positiva. Em primeiro lugar as acusações
sobre a conduta do povo e dos reis contêm uma mensagem
de conversão. Em segundo lugar, o último episódio do
livro, o indulto concedido ao rei Joiaquim no exílio ( 2
Rs 25, 27-30), é um sinal de esperança. A “estrela de
David” não se apagou de todo e pode, todavia, iluminar
um futuro novo.
23 de
Junho
2 Rs 22,
8-13; 23, 1-3 / Sl 118, 33-37.40 / Mt 7, 15-20
- O
Rei leu ao povo o Livro da Aliança encontrado no Templo.
-
Mostra-me, Senhor, o caminho das tuas leis.
-
Pelos seus frutos os conhecereis.
Jesus conclui o sermão da montanha convidando a discernir. Fá-lo
com imagens muito rurais: pastores, ovelhas, lobos, árvores de
fruto, arbusto espinhosos… Linguagem muito compreensível para os
seus ouvintes.
Qual será o critério do meu discernimento para não me deixar
enganar pelos falsos profetas? O que Jesus põe: os frutos, as
acções das pessoas. “Pelos seus frutos os conhecereis”, também
me conhecerão a mim?
Senhor, poda os meus ramos viciosos; rega os meus bons desejos;
aduba os meus actos de fé, esperança e caridade.
CONDUZ-ME MAIS ADIANTE
Através das trevas que me rodeiam,
conduz-me Tu sempre mais adiante.
A noite é obscura e estou longe do lar;
conduz-me Tu sempre mais adiante.
Guia os meus passos torpes e vacilantes;
não posso ver já, o que se diz ver, lá em baixo;
um só passo de cada vez é suficiente para mim.
C. NEWMAN
24 de
Junho
Nascimento de S. João Baptista
Is 49, 1-6 / Sl 138, 1-3.13-15 / Act 13, 22-26 / Lc 1,
57-66.80
- Faço-te luz das nações.
- Dou-te graças porque prodigiosamente me escolhestes.
- João pregou antes que chegasse Cristo.
- Há-de chamar-se João.
Nesta festa do nascimento de João Baptista os textos
escolhidos fazem referência à sua figura. Para ele e
para nós, a presença do Baptista não tem outro objectivo
que manifestar e assinalar a proximidade de Cristo.
João é o que leva a luz às nações para que estas possam
descobrir aquele que é a verdadeira luz do mundo. Esta é
também a nossa tarefa hoje. Como cristãos, quem é que eu
anuncio?
Dou-te graças, Senhor, porque me escolhestes
prodigiosamente.
JOÃO, O PROFETA
Recordamos João como o profeta que
preparou o caminho ao Senhor. Junto a esta recordação
tomamos consciência de que temos necessidade de profetas
ao estilo de João Baptista. Homens e mulheres que falem
com Deus e da parte de Deus sem medos nem complexos;
pessoas dispostas a anunciarem e denunciarem com
valentia por onde conduzem os caminhos de Jesus, o
Messias, o Filho de Deus.
25 de
Junho
2
Rs 25, 1-12 / Sl 136, 1-6 / Mt 8, 1-4
-
Judá foi para o deserto.
-
Se me esquecer de ti, pegue-se-me a língua ao paladar.
-
Senhor, se quiseres, podes limpar-me.
Segundo o evangelista Mateus, Jesus desce do Monte e começa a
realizar o programado. Hoje lemos a cura de um leproso.
Aproxima-se do doente maldito e marginalizado, devolve-lhe a
saúde e a dignidade. Já pode conviver com os outros.
É
verdade, Jesus transgrediu várias normas legais nessa cura (ver
Lv 13 e 14). Ao implicar-se com este doente, ele próprio se
converteu num impuro religiosamente. Isso pode também
acontecer-me a mim se me envolvo em tarefas conflituosas, mas em
primeiro está a pessoa.
Dá-me valor, Senhor, para querer e poder socorrer os meus
irmãos.
DIA
INTERNACIONAL DE APOIO ÀS VÍTIMAS DA TORTURA
A
tortura é um dos maiores abusos contra os direitos humanos.
Porém, em mais de metade dos países do mundo, continuam a
praticá-la. A Declaração dos Direitos Humanos no seu artigo 5
diz que ninguém será submetido a torturas nem a penas ou a
tratamentos cruéis, inumanos e degradantes.
26 de
Junho
Lm
2, 2.10-14.18-19 / Sl 73, 1-7.20-21 / Mt 8, 5-17.
-
Grita ao Senhor, lamenta-te, Sião.
-
Não esqueças a vida dos teus pobres.
-
Virão muitos do Oriente e do Ocidente e sentar-se-ão com Abraão,
Isaac e Jacob.
O
relato de hoje é surpreendente: um pagão tem fé em Jesus e
recorre a Ele. Jesus está admirado com a sua fé e afirma algo
surpreendente para os judeus: o banquete de Deus está aberto a
todos.
27
de Junho
Domingo XIII do Tempo Comum
1
Rs 19, 16b.19-21 / Sl 15, 1-2.5-11 / Gl 4, 31b – 5, 1. 13-18 /
Lc 9, 51-62
-
Eliseu queimou o atrelado dos bois, levantou-se e foi atrás de
Elias.
- O
Senhor é o meu lote e a minha herança.
-
Cristo libertou-nos para vivermos em liberdade.
-
No caminho um disse-lhe: seguir-te-ei. Jesus disse a outro:
segue-me. Outro disse-lhe: seguir-te-ei mas…
TRÊS ATITUDES PARA SEGUIR JESUS
O
evangelho de Lucas apresenta-nos, nos dez capítulos que se
seguem, Jesus a caminho de Jerusalém. É um itinerário espiritual
mais que geográfico. Exprime a decisão de Jesus de ir a
Jerusalém, quer dizer, de dar a sua vida. E essa é também a
atitude que Ele pede aos que querem seguir o seu caminho. O
evangelho deste domingo apresenta-nos três atitudes. O
seguimento de Cristo exige não “instalar-se” nem
“aburguesar-se.” Há que deixar que “os mortos enterrem os seus
mortos”: não se pode pôr pretextos ou ir atrasando as opções
quando nos levantámos para seguir Jesus. Em definitivo, há que
soltar amarras e inclusive, “queimar as naves”, sem olhar para
trás. Como Eliseu fez, que queimou os apetrechos da lavoura,
para seguir a sua vocação de profeta.
28
de Junho
Am 2, 6-10.13-16 / Sl 49, 16-23 / Mt 8, 18-22
- Oprimem contra o pó, a cabeça dos miseráveis.
- Atenção, vós que esqueceis Deus.
- Segue-me.
SENHOR, IREI CONTIGO
Deixarei minha fazenda e meus bens,
Darei a meus irmãos o meu tempo e o meu afã;
Por minhas obras, saberão que Tu vives,
Com o meu esforço, abrirei novas sendas
De unidade e de fraternidade.
29
de Junho
S. Pedro e S. Paulo
Act
12, 1-11 / Sl 33, 2-9 / 2 Tm 4, 6-8.17-18 / Mt 16, 13-19
- O
Senhor enviou o seu anjo para me libertar.
- O
anjo do Senhor livrará os que temem a Deus.
-
Corri para a meta, guardei a fé.
-
Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja.
A
vida eterna dos dois santos que celebramos hoje está garantida
pela participação que eles tiveram na missão, morte e
ressurreição do Mestre. São considerados como pilares da Igreja;
mas não esqueçamos que a rocha em que cimentaram a sua vida é
Cristo.
Em
quê ou em quem fundamento a minha fé, a minha missão, a minha
esperança?
Senhor, tu sabes tudo; tu sabes que te amo.
SÃO
PEDRO E SÃO PAULO
Os
dois santos que celebramos hoje conheceram-se pessoalmente há
dois mil anos; viveram e evangelizaram juntos por algum tempo e
separaram-se depois. Os dois, segundo a tradição, morreram em
Roma, como testemunhas do evangelho. Convido-te a ler algo do
que cada um diz sobre o outro nas suas cartas. Paulo diz de
Pedro: Gl 2, 14. Pedro diz de Paulo: 2 Pe 3, 15-16.
30
de Junho
Am
5, 14-15.21-24 / Sl 49, 7-17 / Mt 8, 28-34
-
Que a justiça corra como torrente inesgotável.
-
Ao que segue o bom caminho farei ver a salvação.
-
Viestes atormentar os demónios antes de tempo?
Neste evangelho encontramos quatro detalhes negativos ou impuros
para os judeus: a terra de pagãos, os endemoninhados, o
cemitério e os porcos. Jesus vai também a esses ambientes para
tornar presente o evangelho; mas nem todos o aceitaram.
Todos viram a força de Jesus contra o mal; mas a força pagã do
negócio foi mais forte.
Não
me afastes de Tua presença nem retires de mim o Teu Espírito
Santo.
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