O anúncio do Evangelho é a expressão mais sublime do amor ao próximo - S. Arnaldo Janssen

 

 

 MISSÃO POR CÁ

ALMODÔVAR EM DIAS MARCANTES

Dia de Convívio Missionário

Na tarde do dia 26 de janeiro juntaram-se na casa paroquial os colaboradores das paróquias para uma tarde de convívio, celebrando os nossos santos Arnaldo Janssen e José Freinademetz. Foi também o coroar da Semana da Paróquia onde foram celebradas as festas de Santo Amaro e de Santo Ildefonso e, ainda, a visita aos doentes.   


Dia Mundial do Doente

A 15 de fevereiro comemorou-se o Dia Mundial do Doente, organizado pelo Movimento da Mensagem de Fátima. Iniciou-se com uma palestra pelo P. José Maria Coelho, Capelão do Hospital de Beja, subordinada ao tema “A Espiritualidade na Doença”.

Seguiu-se a Eucaristia presidida pelo P. José Maria e concelebrada pelos párocos de Almodôvar e pelo P. Hugo Gonçalves, na igreja do Convento de Nossa Senhora da Conceição, que se tornou pequena para acolher doentes e outros fiéis. Os jovens da Missão País 2020, em missão por terras de Almodôvar, animaram a Eucaristia, enquanto o grupo dos escuteiros acompanhou a celebração.

Culminou-se o dia com um almoço partilhado nos claustros da igreja, onde se viu a bonita relação entre estes jovens da Faculdade de Arquitetura da Universidade de Lisboa com todos os doentes e idosos.


Dia do Consagrado em Beja

“Um presente de memória nos 250 anos da restauração da Diocese de Beja”, foi o mote da celebração do Dia do Consagrado. D. João Marcos presidiu a Eucaristia, no Centro Pastoral. Seguiu-se uma conferência, proferida pelo Dr. Jacinto Guerreiro, sobre a presença das congregações religiosas no contexto da história da Igreja no Alentejo. O Presidente da República enviou um vídeo de felicitação por esta ocasião. Foi exibido um pequeno filme sobre a vida e a obra de D. José do Patrocínio Dias, Bispo soldado e restaurador desta diocese, seguida da visita à galeria a ele dedicada na Casa das Irmãs Oblatas do Divino Coração, por ele fundada.


AVEIRO: BISPO VISITA PARÓQUIAS DO BAIXO-VOUGA

D. António Moiteiro visitou as paróquias do Baixo-Vouga nos meses de janeiro e fevereiro. Os padres Ailton Lopes e João Vianey, com os paroquianos, receberam o Bispo com muito agrado. Desde o anúncio da visita, a comunidade mostrou alegria em receber e acolher o seu Bispo.

Nesta visita, D. António teve oportunidade de conhecer as realidades das três paróquias. Houve encontro e partilha de experiências e esperanças com os membros do conselho económico e pastoral; catequistas, catequizados e seus pais, membros do grupo coral, ministros da comunhão e visitadores dos doentes. Houve também visita aos doentes nas suas casas, às famílias, ao centro de dia, aos lares, às escolas e às empresas.

Foi um momento de alegria para a comunidade estar com o seu pastor e, para encerrar esta visita, houve a celebração da Eucaristia, presidida por D. António nas três paróquias.


FÁTIMA CELEBROU OS 80 ANOS DO P. JOAQUIM TEIXEIRA

Foi uma longa peregrinação entre o “berço da nação” e Fátima, depois de, aos 29 anos, ser ordenado sacerdote-missionário. Antes disso, foi o seu nascimento em Ribas, já na transição do verde Minho para as terras alterosas da serra do Marão, com a Senhora da Graça, quase ao alcance da mão. Filho mais novo de gente honrada e trabalhadora, a família ainda pensou fazer dele um bom alfaiate, mas a mão do Senhor trouxe-o, já o ano letivo de 1954/55 se havia iniciado, para a Costa. Agarrou-se com grande fervor e em breve estava perfeitamente integrado entre os seus companheiros de estudo e de brincadeiras.

Em 1956/57, como era costume na altura, juntou-se aos alunos de Tortosendo, em Fátima, onde iniciou o 3º ano, terminou os estudos básicos em 1961 e o Noviciado em 1961/1963. Seguiu-se um período de formação filosófica com os Dominicanos, em Fátima. À falta de uma escola de Teologia em Portugal, os Superiores enviaram o P. Teixeira e mais 4 colegas para Sankt Augustin, Alemanha. Decorria o ano de 1965 e ali permaneceu até fazer os votos perpétuos em 1968, ser ordenado Diácono e regressar a Portugal para a ordenação sacerdotal, que teve lugar em Fátima a 7 de junho de 1969.

É nesse ano que ele começa uma longa peregrinação entre Guimarães e Fátima. O P. Teixeira foi quase tudo entre nós… Há dias ocorreu-me o pensamento, que a única função que não exerceu foi a de Superior Geral ou membro do Conselho Geral. Foi Prefeito, Reitor de Guimarães e Fátima por diversas vezes, acumulando quase sempre o papel de Ecónomo local. E foi precisamente na administração dos bens temporais, que os seus notáveis talentos vieram ao de cima. Foi o primeiro Provincial português entre os anos 1977-83. Com 37 anos era, na altura o Provincial mais jovem no Capítulo Geral de 1977. Ocupou-se da Economia Provincial durante 24 anos e, atualmente, aos 80 anos e com muitas limitações de saúde, é o Ecónomo da casa de Fátima.

O P. Teixeira é um homem discreto, humilde, lento no falar e sempre pronto para ouvir, como recomenda S. Tiago (1,19). Gosta de cultivar uma certa distância na hora de aparecer publicamente. A nossa Província deve-lhe uma dedicação sem limites e uma entrega generosa à missão. No passado 27 de fevereiro reunimos um pequeno grupo de confrades para celebrarmos os seus 80 anos. Demos graças a Deus pela sua vida e pedimos ao Senhor que o conserve ao nosso lado e o encha das maiores bênção


MINDE COM ROSTO JOVEM

Jovens “Zaqueus” desceram a Minde

"Desce depressa, Eu fico contigo!” (Lucas 19,5) é o lema da Missão País 2020, centrado no convite de Jesus a Zaqueu para descer do sicómoro porque Ele queria ficar na sua casa. A paróquia de Minde recebeu 58 missionários jovens da Missão País, acompanhados pelo padre Eduardo Caseiro, da diocese de Leiria. Os jovens são do Instituto Politécnico de Leiria, mas são naturais de diferentes lugares do país e até do estrangeiro. De dia 15 a 22 de fevereiro, saíram das suas salas de aulas para fazer missão nas comunidades de Minde, Covão do Coelho e Vale Alto.

Durante uma semana, os jovens fizeram várias atividades na paróquia. Dividiram-se em grupos e cada grupo procurou viver o atual encontro de ‘Zaqueu (jovem)’ com Jesus na comunidade. Um grupo foi visitar os lares de terceira idade, outro ficou com as crianças da escola de infância, três grupos visitaram as casas particulares em Minde, Covão do Coelho e Vale Alto. Cada dia reuniam-se para a missa e recitação do terço na igreja paroquial. De noite dinamizaram também várias atividades. Na terça-feira foi a noite de serenata pelas ruas de Minde, na quinta-feira a vigília e na sexta-feira o espetáculo no cineteatro. No sábado fizeram o arraial com as crianças e adolescentes da catequese como encerramento do projeto.

“Hoje a salvação entrou nesta casa!” (Lucas 19,9). Os jovens gostaram da visita à comunidade. O encontro com Jesus mudou a vida de Zaqueu e, certamente, também as vidas dos jovens e dos paroquianos. Para o ano, a comunidade aguarda o regresso da Missão País.


O projeto ‘say yes’ nos Valinhos de Fátima

No dia 28 de fevereiro, à noite, os adolescentes do projeto ‘say yes’ organizaram uma via sacra nos Valinhos de Fátima. No meio da escuridão dos Valinhos, de lanternas na mão, fé e desejo no coração, iniciaram uma caminhada com Jesus neste tempo quaresmal. Os pais e as catequistas também participaram.


GUIMARÃES: BASÍLICA COMO DESAFIO EM SÃO TORCATO

O dia 27 de fevereiro constitui para a população de São Torcato, um marco importante numa história que já vem do século VIII: neste dia, pela primeira vez, tivemos a celebração litúrgica do Mártir e a elevação formal do Santuário à dignidade de Basílica. Para além do programa da tradicional “Feira dos 27”, realçamos aquele que o Arcebispo nos deixou na Carta Pastoral “Nos passos de São Torcato”, onde pontualiza a importância desse templo como símbolo do transcendente.

Desafia-nos para a responsabilidade acrescida em relação à vivência litúrgica, ao zelo do espaço e à beleza arquitetónica, sabendo que “ser cristão é agora o resultado de um caminho pessoal. E se a Igreja falha neste processo, corremos o risco de gerar ‘crentes sem religião’”.

Ao contrário das “novas catedrais” (estádios e centros comerciais), que oferecem uma realização pessoal pela via do consumo e do lazer, a Basílica deve proporcionar ao ser humano um encontro com o transcendente. A primeira preocupação terá de ser “buscar um encontro pessoal com Deus, deixando para segundo lugar as suas manifestações devocionais; trata-se da primazia de Deus a que os santos deram um valor primordial e que, hoje, teremos de repetir.”

Numa referência à “religiosidade popular”, afirma que ela “deixa de ser vista como um entrave ou obstáculo à evangelização, para ser vista como um ponto de partida”. Como consequência, recorda que “o mais importante numa festa não é contratar a banda musical mais famosa ou conseguir bater o recorde de fogo de artifício do ano anterior, porque o primeiro objetivo de cada festa é a promoção do culto e a celebração da fé… A alegria será mais motivada quando a basílica enriquece as festas com iniciativas de encontro com a palavra e momentos de oração. 

Tendo Torcato sido Mártir em tempos de confronto com o Islão, o Arcebispo aponta linhas de diálogo “ao estilo de São Torcato, que na busca do caminho da paz preferiu combater com as palavras e não combater com as armas”. “O grande objetivo deste diálogo não é o de tentar eliminar a outra religião, mas caminhar para um mundo mais fraterno, defendendo a dignidade humana, porque quem salva uma vida, salva toda a humanidade’ (Corão 5,32)”.

Termina a sua exortação convidando os peregrinos e devotos de São Torcato “para um estilo de vida santa e que o façam uns com os outros”. E conclui referindo-se à longa duração da construção desta Basílica, lembrando que “a Igreja não pode terminar com a colocação da última pedra, porque ela é composta de pedras vivas que somos todos nós… Há sempre caminhos novos a percorrer.


 

 

 BÍBLIA E VOCAÇÃO


UMA PARÁBOLA SOBRE O PERDÃO EM MATEUS: Quantas vezes devo perdoar? (Mt 18, 21-35)

- Joaquim Domingos Luís

 

Com frequência ouvimos estas expressões: Quem as fez há-de pagá-las! Perdoo, mas não esqueço! Há-de pagá-las todas juntas! Fê-las uma vez, não as fará mais! Porque nos custa tanto perdoar? Como cristãos, a nossa referência não são os valores da sociedade, mas os de Jesus. Foi assim que a comunidade de Mt também o entendeu, que recolheu no seu evangelho os ensinamentos que o Senhor oferecia nas diversas situações da vida. Vejamos o que tem para dizer sobre a nossa dificuldade em oferecer o perdão.

Ler Mt 18, 21-35

A parábola situa-nos num quadro da cultura oriental, mas o drama que nela se relata aponta para um significado distinto do aparente. Um rei chama os seus altos funcionários para prestar contas, talvez dos impostos que não lhe foram pagos. Um deles não pode pagar a dívida porque o que lhe deve são milhões (174,000 kg de ouro). Segundo o costume da época, é condenado a ser vendido com toda a família até que pague. Aquele homem, vendo-se perdido, suplica ao soberano com um gesto de humildade e submissão: tem paciência comigo e pagar-te-ei tudo: 18,25. Para nossa surpresa, aquele rei, mais do que conceder-lhe o prazo pedido, perdoou-lhe tudo.

Na segunda parte da parábola, o funcionário encontra-se com um colega, funcionário do mesmo rei. Deve-lhe o equivalente a três meses de salário de um trabalhador (o equivalente a 30gr de ouro), uma quantidade irrisória comparada com o que ele devia. Este colega, na sua súplica, repete as mesmas palavras que o alto funcionário tinha dirigido ao rei: tem paciência comigo e te pagarei: 18,29. Neste momento do relato, os ouvintes são alertados para as desproporções. Por um lado, na dívida; por outro, nas atitudes. O rei perdoa a dívida milionária com atitude magnânima, e o perdoado, falto de memória agradecida, mostra-se ingrato e nem tem paciência, nem perdoa: 18,30. O rei, posto ao corrente, chama de novo o seu funcionário para incriminá-lo pela sua postura, pela total incompreensão mostrada, pela atitude tão ruim que tinha mantido.

Não é difícil descobrir o sentido da parábola. O rei representa o Pai. O seu amor feito misericórdia saldou gratuitamente todas as nossas dívidas. Somos chamados a comportar-nos nas nossas relações uns com os outros seguindo o modelo de Deus: 5,48. Dito de outra maneira, a medida do perdão é a misericórdia de Deus, que não tem medida. Não se trata de um perdão superficial que deixa no fundo mágoa e amargura, mas um perdão “de coração”: 18,35, interiorizado, que envolva o ser humano na sua totalidade e o reconcilie a partir de dentro.

Na comunidade de Mt, em que havia ofensas pessoais, e em que existiam dificuldades para o perdão, ficariam a ressoar as palavras do rei da parábola: não devias tu ter tido compaixão do teu companheiro, como eu tive de ti? (Mt 18,33). Também entre nós, para a comunidade dos discípulos de Jesus, de qualquer tempo, o perdão converte-se não só numa consequência do perdão que se recebe de Deus, mas é também expressão de coerência pessoal no caminho do seguimento de Jesus.

 


 

 CONTACTO SVD RECOMENDA

 

SAL, NÃO MEL

- Emilia Moura

 

«Uma cristandade, tal como um homem, não se nutre de compota. O bom Deus não escreveu que fôssemos o mel da terra, meu rapaz, mas o sal. Ora, o nosso pobre mundo assemelha-se ao velho pai Job, cheio de chagas e úlceras, sobre os seus dejetos. O sal, sobre uma pele em ferida, é uma coisa que arde. Mas também a impede de apodrecer». Georges Bernanos

 

Partindo desta crua mas realística afirmação, Luigi Maria Epicoco, através de uma reflexão sobre as potencialidades da vida cristã, recorda que a vida do crente não depende de nenhuma lei, a não ser a da Caridade de Cristo, entregue no batismo, que nos transmite precisamente a Fé, a Esperança e a Caridade.

 

Proposta deste livro:

Refletir e repensar estas três virtudes, a partir da própria vida;

Testemunhar e anunciar;

Provocar e cuidar;

Sentir que a nossa Fé se joga na carne dos outros;

Saborear e levar a sério a Fé em Cristo…quando se vive num mundo “habituado” à Fé.

...e assim termina:

«A Fé não é um pouco de mel na boca para enganar o sabor de um comprimido amargo. Por vezes, é uma coisa que arde, como o sal numa ferida. Mas exatamente por isto impede-a de “apodrecer”. Somos chamados a ser sal, não mel».


 

 OPINIÃO
 

E DEUS ECLIPSOU-SE...

- Jorge Fernandes

Olhando a realidade espiritual do nosso tempo, facilmente se chega à conclusão, do eclipse de Deus. Não se trata de afirmar ou negar a existência de Deus, mas de constatar que Ele deixou de motivar a vida das pessoas e se eclipsou. A Semana Santa – tão importante na Liturgia das Igrejas Cristãs – é mais uma semana do calendário com um fim de semana prolongado. A própria Páscoa deixou de ter impacto na vida das nossas comunidades e – com exceção do “compasso” nortenho – não tem grande expressão festiva nos nossos ambientes. Na presente situação os não-crentes falam da “morte de Deus” e os crentes entram nessa noite escura de 6ª Feira Santa sem se darem conta de que os acontecimentos do Calvário são a passagem necessária para a manhã de Páscoa.

Haverá uma forma de tentar aproximar o mistério de Deus da consciência do homem do nosso tempo? Ou estaremos tão impressionados pelas estatísticas a ponto de alinharmos com os que entram na noite sem manter viva a esperança da manhã radiosa da Páscoa? Penso que existe uma realidade a quem ninguém consegue virar as costas e que poderia ser hoje a ponte entre crentes e não-crentes.

No Evangelho vemos Jesus preocupado em não separar o amor de Deus do amor do próximo. E quando lhe perguntam quem é o próximo, Jesus conta a parábola do homem caído entre os ladrões, que o roubam e deixam meio morto à beira do caminho. Passam por ali personagens ligados ao culto e olham para o lado. Aparece depois um samaritano, acerca-se do desgraçado, pensa-lhe as feridas com o que tem à mão, entrega-o aos cuidados de um estalajadeiro e paga adiantado as despesas. Deus acontece onde quer que nós amemos as pessoas e não olhemos de lado para quem está na valeta da vida. Quando nos perguntem quem é Deus e quem é o próximo, evitemos respostas apressadas e pré-fabricadas. Para derrubar esta barreira entre Deus e o mundo atual, é urgente alinharmos entre os buscadores e os inquietos.

É evidente que ao falar aqui de amor, como aquilo que dá substância à vida e pode unir a todos os buscadores de sentido, estou a pensar no amor como uma força incondicional e abrangente, como vem proposto no Evangelho. Os inimigos não podem ficar excluídos, pois o Pai do Céu ama a todos e faz cair a chuva sobre bons e maus. Essa é a proposta de Jesus, que responde assim a um sonho milenar e nos aproxima do mistério do Deus-Amor. Uma tal visão não tem nada a ver com a noção romântica do amor como emoção. Isso é rebaixá-lo e arrastar o amor para os baixios do sentimentalismo. Uma turbulência romântica pode ser objeto de canções e romances cor de rosa, mas está longe de se transformar na força que o carateriza. Amar é aprender a morrer para si próprio, é olhar o outro caído na berma da estrada lavar os pés aos irmãos, sair de si próprio e dar a vida pelo outro.

Estes dias de Páscoa revelam-nos o rosto de um Deus que se entregou, deu a vida, morreu por uma grande causa e mostrou-nos que a violência não terá última palavra na nossa História. Após a proclamada “morte de Deus” e de termos passado pelo drama da noite escura do Calvário, ressoa por toda a Terra um canto novo: o Amor está vivo. A Bondade e a Ternura de Deus não abandonaram Jesus. Num mundo sem coração, de gente triste e ferida, não vamos deixar de buscar a fonte da ternura. Só ela pode salvar o mundo. Estaremos longe uns dos outros – crentes e não-crentes – ao proclamar esta certeza?



 

 MISSÃO POR

A Missão acontece hoje, tal como sempre, na força do Espírito Santo, seu verdadeiro protagonista, que continua a agir em diferentes povos, culturas, contextos. Ela acontece na diversidade de rostos que dizem das maravilhas de Deus em Moçambique, Argentina, Indonésia, República Democrática do Congo, Paquistão…

Colaboradores: Lourenço Huller (Moçambique), Liliana Barrios (Argentina), Feliciano Sila (Portugal), Serge Tsunda (Congo)

BEIRA EM MISSÃO

Os leigos estão empenhados na animação do ano missionário (outubro 2019-outubro 2020) que está a ser vivido na diocese da Beira, Moçambique. Com leigos vindos de diversas paróquias, formou-se um grupo a nível da diocese. A missão deste grupo passa pelos caminhos de uma evangelização a acontecer em dinâmicas criativas e no diálogo com as diversas culturas.

Nesta etapa, este grupo visita as paróquias e faz a apresentação dos símbolos do ano missionário: Vela, Bíblia, Pão e Vinho, Cruz, Pomba.

A paróquia de S. Francisco Xavier, confiada ao cuidado da Congregação do Verbo Divino, conta com cinco leigos que, depois da missa dominical, fazem formação bíblica com as pessoas.


MISTURA DE SENTIMENTOS

Na cidade da Beira, Moçambique, o núcleo de Santo Arnaldo Janssen está localizado no Bairro de Ndunda 2, uma zona pantanosa e periférica da cidade que pertence à paróquia de São Francisco Xavier, onde atualmente estão os Padres Laurensius Huller e Philander Pinalgan e também o Irmão Bernardo Fernandes, todos eles missionários do Verbo Divino.

Este núcleo de Santo Arnaldo Janssen nasceu em 2016. No mês de janeiro de 2020 aconteceu ali uma celebração muito particular. Havia uma mistura de sentimentos de alegria e tristeza. Celebrava-se com fé e esperança, mas tudo isto acontecia no meio das inundações provocadas pelas fortes chuvas. A dor mais forte fazia-se sentir na perda de uma criança de seis anos que tinha morrido por afogamento.


DESENVOLVIMENTO HUMANO E INTEGRAL

Inspirados na carta encíclica Laudato si, Ana Maria Lucas e a equipa de leigos comprometidos com o projeto Cuidadores da Casa Comum, procuram encontrar oportunidades de integração para mais de 700 jovens em situação de vulnerabilidade psicossocial.

Todo este esforço está a acontecer na diocese de Jujuy, norte de Argentina. A inclusão social é verdadeiramente uma experiência de transformação na vida dos destinatários deste projeto.

No dia 2 de abril, o P. Bruno Duffé, representante do Papa, visita uma das localidades onde este projeto acontece.


INDONÉSIA EM NOTÍCIA

Entre outras nomeações feitas pelo Papa no dia 21 de fevereiro, D. Ignatius Suharyo Hardjoatmodjo, arcebispo de Jacarta e presidente da Conferência Episcopal da Indonésia, foi nomeado membro da Congregação para a Evangelização dos Povos. O mesmo tinha sido criado cardeal pelo Papa Francisco no consistório de 5 de outubro do ano passado. Cresce, entretanto, uma grande expetativa entre os cristãos no país, de uma possível visita do Papa Francisco em setembro próximo. O governo tornou público, no dia 29 de janeiro, o convite oficial do Presidente Joko Widodo.


OUTRO ROSTO EM KIKWIT

O missionário abraça a missão nos desafios que esta lhe apresenta. Isto pode significar a adaptação a outros estilos e ritmos de vida, bastando, neste sentido, que não haja energia elétrica. O trabalho pode ser, também ele, bem diferente. Em Kikwit é preciso, por exemplo, ajudar na luta contra as erosões e suas ameaças.

Quem fala desta maneira é o P. Serge Tsunda, que se encontra provisoriamente em Kikwit, a cerca de 500 quilómetros de Kinshasa, cidade capital da República Democrática do Congo.

 


 

MÁRTIRES DO NOSSO TEMPO

De acordo com a agência Fides, Saleem Masih, jovem cristão de 22 anos, foi torturado com um ferro em brasa, vindo depois a falecer. Tudo isto por ter usado a água de um poço! O Paquistão continua a ser testemunha de discriminações e perseguições por causa da fé.



 

 O REGADOR DA PAZ

 - José M. Teixeira e alunos

Educar com arte para o amor e para a beleza.

A arte é “uma força cuja finalidade deve desenvolver e apurar a alma humana”. (Wassily Kandinsky, Do Espiritual na arte, pág.114).

Jesus Feliz é o Senhor Ressuscitado que habita o coração humano. É aí que Ele se exprime com maior expressão e clareza: amor, misericórdia, paz e alegria. Nas minhas aulas de EMRC, falo muitas vezes com os meus alunos sobre esta figura da Páscoa: Jesus Feliz. Feliz porque vencedor sobre a morte e tudo aquilo que nos diminui e aniquila. Presença viva do amor de Deus em nós. Os meninos e as meninas das minhas aulas desenharam flores e retratos de Jesus e deles próprios segundo esta ideia: Jesus feliz, Jesus sorriso, Jesus Paz, Jesus abraço. Jesus ama-nos e nós amamos Jesus. Ele é o regador da paz, da vida e do amor. Nós, batizados, queremos ser também como ele e com ele regadores da paz, da solidariedade, do perdão, do amor e da alegria. Santa Páscoa!


 

 INTENÇÕES DO PAPA

ABRIL

Rezemos para que todas as pessoas sob a influência de dependências sejam bem ajudadas e acompanhadas.

MAIO 

Rezemos para que os diáconos, fiéis ao serviço da Palavra e dos pobres, sejam um sinal vivificante para toda a Igreja.



MISSAS PELOS BENFEITORES

Nos inícios de cada mês será celebrada uma Santa Missa pelas intenções dos benfeitores vivos

e uma outra pela alma dos benfeitores falecidos.

CONTACTO SVD



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