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Justiça e Paz e Integridade da Criação |

Os
pobres têm um lugar privilegiado no Evangelho.
Num mundo profundamente dilacerado pela injustiça e por
condições desumanas de vida, a nossa fé impele-nos a descobrir a
presença de Cristo nos pobres e oprimidos e a comprometermo-nos
com a realização da justiça e da fraternidade entre os homens e
com a extirpação do egoísmo e do abuso de poder.
Por isso, obrigamo-nos a promover a justiça segundo o Evangelho,
em solidariedade com os pobres e oprimidos.
Constituições SVD




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Santarém é “invadida”
pelo grito dos excluídos
A
cidade de Santarém, no Pará, Brasil, foi ocupada ontem, 7 de
Setembro, por mais de mil pessoas que participaram do Grito dos
Excluídos organizado pela pastoral social da diocese de Santarém,
pelos movimentos populares, a federação das associações de bairros,
associações de estudantes, professores e outras organizações do
interior.
Para o padre José Cortes, missionário verbita e coordenador da
Pastoral Social "o grande grito é aquele de que a transformação só
vai vir da organização popular. A solução não está nos partidos e
nem no poder, ela vem de baixo". "A segunda grande temática é a
ecologia a partir das grandes hidroeléctricas e das mineradoras.
Este tema deveria entrar na pauta de todas as dioceses',
acrescentou.
O bispo da diocese, D.
Esmeraldo Barreto de Farias, que caminhou com os participantes pelas
ruas da cidade, apontou como grande riqueza da região o seu povo e a
explosão de vida trazida pela natureza. Em contrapartida afirmou que
os grandes projectos como a construção das hidroeléctricas
projectadas para o rio Tapajós desafiam a Igreja e a população da
Amazónia. "Se a vida estiver em primeiro lugar, será protegida e
defendida por todos nós", afirmou o bispo. D. Esmeraldo, que foi
convidado a falar na última parada, aproveitou para ler trechos da
Carta aberta dos bispos do Pará e Amapá sobre a defesa da Amazónia.
"Sabemos que cada
motosserra que derruba a nossa mata, cada barragem que represa os
nossos rios, ceifa um pouco de vida e destrói esperanças e sonhos de
nossa gente. Interrogamo-nos, cada vez mais, qual será o futuro
desta região. Apelamos aos responsáveis na política e economia que
tomem consciência da real situação em que esta região se encontra e
optem por um desenvolvimento que vise uma Amazónia sustentável e
solidariamente compartilhada", salientou o bispo, repetindo um dos
trechos da carta.
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Fome mata 18 mil crianças por dia no mundo
Cerca de 18 mil
crianças morrem todos os dias à fome ou malnutrição e 850
milhões de pessoas vão para a cama todas as noites sem nada no
estômago, revela um relatório da Organização das Nações Unidas
para a Agricultura e a Alimentação (FAO).
"Uma menina no
Malawi que se alimente bem e vá à escola tem menos de 50 por
cento de probabilidades de contrair o vírus da sida e menos 50
por cento de ter um bebé subalimentado" disse o director da FAO.
Segundo o documento,
enquanto a percentagem de vítimas de fome ou malnutrição baixou
globalmente de um quinto para um sexto, o actual número de
pessoas com fome está a crescer ao ritmo de 5 milhões por ano
devido ao aumento da população.
"Isto é uma
vergonha - uma terrível acusação ao mundo", disse James Morris,
que apelou a grupos de jovens, religiosos e governos para agirem
depressa.
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Campanha da
Fraternidade 2009 |
Com
o tema “Fraternidade e Segurança Pública”, a Campanha da
Fraternidade 2009 (CF), promovida pela Conferência
Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), na Basílica
Nacional de Nossa Senhora Aparecida, no interior de São
Paulo. Segundo o secretário-executivo da CF, padre José
Adalberto Vanzella, a abertura da Campanha será durante
a missa da Quarta-feira de Cinzas, 25 de Fevereiro, às 9
horas, na Basílica de Aparecida, seguida de uma
entrevista colectiva. De acordo com o padre Vanzella, o
principal motivo para a realização do evento em
Aparecida, e não na sede da CNBB como de costume, é
mostrar o vínculo entre a Campanha da Fraternidade e o
tempo quaresmal. “Aparecida foi escolhida por ser o
Santuário Nacional, já que a Campanha da Fraternidade
também é nacional”, resume o secretário. A missa será
presidida pelo arcebispo de Aparecida, D. Raymundo
Damasceno Assis, e a homilia será proferida pelo
secretário geral da CNBB, D. Dimas Lara Barbosa.
Com a esta Campanha, conforme o texto base publicado
pela CNBB, a Igreja do Brasil quer “suscitar o debate
sobre a segurança pública e contribuir para a promoção
da cultura da paz nas pessoas, na família, na comunidade
e na sociedade, a fim de que todos se empenhem
efetivamente na construção de uma justiça social que
seja garantia de segurança para todos”. Segundo o padre
Vanzella, a Campanha da Fraternidade deste ano “mostra a
preocupação da Igreja no Brasil em criar condições para
que o Evangelho seja mais bem vivido numa sociedade que,
a cada dia, se torna mais violenta e insegura para as
pessoas e procura contribuir para que este processo seja
revertido através da força transformadora do Reino de
Deus”.
“A paz buscada é a paz positiva, orientada por valores
humanos como a solidariedade, a fraternidade, o respeito
pelo outro e a mediação pacífica dos conflitos, e não a
paz negativa, orientada pelo uso da força das armas, a
intolerância com os diferentes, e tendo como foco os
bens materiais”.
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Tráfico humano:
Uma afronta aos direitos humanos! |
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Cerca
de 50 pessoas de 20 diferentes nacionalidades participaram no dia 17
de Junho, na Casa Geral dos Missionários do Verbo Divino, em Roma,
numa conferência sobre o tráfico de pessoas no mundo. Em 2006, o
Capítulo Geral dos Missionários do Verbo Divino, que reuniu 160
pessoas de todo o planeta assumiu como resolução “a ampliação das
informações sobre o tráfico de pessoas e a busca de colaboração com
outros para liberar o mundo deste terrível flagelo”.
A conferencista foi a
indiana e irmã salesiana Bernadete Sangma. Desde 1999 ela coordena o
trabalho de promoção da mulher a partir de seu instituto. A
congregação conta com comunidades de assistência às mulheres vítimas
do tráfico na Itália e na Albânia. A religiosa define como missão do
grupo “espalhar informação para que o conhecimento gere medidas de
prevenção”. Trata-se de um projeto conjunto entre a USG e UISG
(União de Superioras e Superiores Gerais) e a OIM (Organização
Internacional para a Migração).
O filipino P. Antonio
Pernia, Superior Geral dos Verbitas, comenta que até o momento o
grupo de religiosas está envolvido nesta missão, mas não conta com
colaboração da parte masculina. Para ele, a importância da
conferência está na oportunidade de “um problema tão grande como
este ser conhecido pelas comunidades, especialmente do ramo
masculino. Embora seja uma responsabilidade de todos, a questão
sensibiliza mais as mulheres e menos os homens. Por isso, existe a
necessidade que sejamos mais informados do problema”, conclui.
Entre os casos citados
pelo dossiê está o de um senhor chinês, de nome Ngun Chai, que
vendeu a sua filha de 13 anos para a prostituição, ao preço de uma
televisão e ainda manifestou sentir pena de não a ter vendido por um
preço melhor. Outro caso é o da menina Berta, originária da vila de
Sapele, um estado que faz fronteira com Edo (Nigéria). Um conhecido
contactou-a perguntando-lhe se ela queria trabalhar com a sua irmã
num salão de beleza na Alemanha. Em vez disso, Berta encontrou-se na
Itália onde lhe deram roupas provocantes e a obrigaram a ir para a
estrada.
Quando entramos nos
dados a constatação se torna ainda mais escandalosa. Todos os anos,
entre 800 mil e dois milhões de pessoas são apanhadas no circulo do
tráfico. A maior parte das vítimas vem da Ásia. Em um ano, cerca de
225 mil mulheres são traficadas do Sudeste da Ásia e cerca de 150 da
Ásia do Sul. A ex-União Soviética é já considerada uma das maiores
fontes de tráfico: as mulheres envolvidas para a exploração sexual
são cerca de 100 mil. Todos os anos entre 200 mil e 500 mil mulheres
são traficadas da América Latina para os Estados Unidos e a Europa.
Milan Bubak,
Coordenador da Dimensão de Justiça e Paz dos Verbitas comenta que um
dos motivos da propagação deste flagelo é a “falta de informação e a
ingenuidade das pessoas que crêem em falsas promessas”. Bubak
recorda ainda que o trafico “não está relacionado apenas com o
comércio sexual, mas também com outros tipos de abuso, como a
escravidão no trabalho e até mesmo o assassinato de pessoas para
comercialização de órgãos”.
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