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Sangue novo

A
família renova-se com novos membros. Foi isto
que aconteceu há pouco na casa dos Missionários
do Verbo Divino, em Lisboa. Chegou sangue novo.
São dois seminaristas que deixaram o seu país –
Indonésia – e vieram fazer de Portugal a sua
nova casa. Temos entre nós o Fidelis Fallo –
conhecido já como o Fidel – e o Damianus
Paskalis Lelo – que dá pelo nome de Damião.
O
Fidel chegou com os seus 23 anos e o Damião com
26. Ambos vêm para continuar os seus estudos em
Portugal. Por isso, o primeiro passo é mesmo o
estudo da língua portuguesa. Neste momento
encontram-se na Faculdade de Letras da
Universidade de Lisboa.
E,
certamente, que gostamos de saber algumas coisas
mais destes dois jovens verbitas. Foi por isso
que, com a ajuda da Irmã Maria Mendes – das
Missionárias Servas do Espírito Santo –
conversámos um pouco com eles. Ficámos a saber
que o Fidel é o mais velho de três irmãos. Como
são todos rapazes, os pais decidiram adoptar uma
filha. O Damião é o penúltimo de oito irmãos,
sendo três raparigas e quatro rapazes.
Os
dois chegaram a Portugal não sem que tivessem
passado por algumas aventuras. Eram 55
seminaristas no mesmo curso. À Indonésia tinha
chegado a notícia de que os Missionários do
Verbo Divino, em Portugal, estavam abertos para
receberam estudantes vindos de outros países. E
os escolhidos foram os dois que, como eles mesmo
dizem, apoiados por colegas e superiores.
Claro que as informações sobre Portugal não eram
as mais abundantes. No entanto, tinham ouvido
falar da relação de Portugal com Timor-Leste, de
Fátima e de que era o país do Cristiano Ronaldo.
Para aterrarem no aeroporto de Lisboa lá foram
passando por algumas dessas aventuras bem
fresquinhas. Disseram-lhes que na Europa era
tempo de frio. Pensaram, então, no frio da
Indonésia. Só que entre a ideia do frio da
Indonésia e o de Portugal pode ir uma diferença
de 20 graus! Por isso lá viajaram com roupa para
o frio da Indonésia (27 graus). E ao chegarem ao
aeroporto de Amesterdão sentiram o frio europeu,
que não tinham imaginado. Por isso todos olhavam
para eles pela pouca roupa que traziam.
Foram descobrindo não só frios diferentes, mas
também colhendo impressões novas de outras
culturas. Por isso ao chegarem ao aeroporto a
Lisboa ficaram surpreendidos por ser o
Provincial a ir esperá-los ao aeroporto. Uma
pessoa muito importante à espera de dois
seminaristas!
Tanto um como o outro se sentem como
recém-nascidos, pois trata-se de aprender tudo
de novo. E que o diga o Fidel, com a história do
arroz! À hora do almoço lá se levantou da mesa e
foi à cozinha à procura duma colher para comer o
arroz. Quando a cozinheira lhe foi comunicando,
por gestos, que o arroz se come com o garfo, o
rapaz ficou meio atrapalhado. Mas, diga-se, não
deixou de comer! Primeiros passos num mundo que
querem abraçar e, por agora, estudar bem a
língua portuguesa.
A
terra natal que ficou para trás, no meio do
sofrimento daquilo que é deixar o já conhecido,
e novos passos em novos mundos que concretizam a
internacionalidade dos Missionários do Verbo
Divino.
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