ORDENAÇÃO DIACONAL DO KEVIN PIZARRAS

O Kevin Pizarras foi ordenado diácono por D. José Cordeiro no dia 26 de abril 2026, na Sé de Braga. Eram cinco os candidatos: Quatro da arquidiocese de Braga e o Kevin Pizarras, missionário do Verbo Divino.

Terá sido a primeira vez que a Sé de Braga acolheu tanta gente de origem filipina. Os pais do Kevin chegaram das Filipinas para a ordenação do filho. Muitos outros amigos portugueses e filipinos chegaram de vários pontos do país. Depois da ordenação, houve um jantar/convívio no Seminário do Verbo Divino, em Guimarães.

O Kevin partilhou connosco o seu testemunho:

«Combinei com o tempo para esperar. Para ter mais tempo para te olhar. Se mais tempo tenho, mais eu me entretenho. A olhar para ti.» A minha banda preferida, Os Quatro e Meia, captura poeticamente a minha prece ao Tempo naquele momento que vivi no dia da minha ordenação diaconal. Queria que o Tempo parasse e olhasse para mim e eu para ele. Queria saborear, mastigar e digerir a graça que recebi do Senhor através das mãos de D. José Cordeiro, que nos desafiou para «ser porteiros (facilitadores e promotores da relação de Cristo com as suas ovelhas) exercendo o ministério diaconal com zelo e dedicação...» 

E sim, éramos quatro e meio – eram quatro diocesanos e era eu, o «meio» não só pelo meu tamanho físico ou por eu ter ficado no meio durante o rito, mas por ser único e um pouco mais diferente dos outros. Era religioso, missionário, estrangeiro, oriental entre as outras caraterísticas que levava comigo para chegar à Sé de Braga. A presença de um missionário do Verbo Divino foi um belo testemunho da universalidade, catolicidade e multiculturalidade da Igreja.

«Eu estou no meio de vós como Aquele que serve» (Lc 22,27). Não foi por acaso que os meus colegas escolheram este lema para a nossa ordenação diaconal. A minha própria caminhada vocacional sempre foi marcada pelo serviço para com os outros. Este novo capítulo é mais uma afirmação e confirmação daquilo que fui percorrendo pelas várias comunidades e pelos vários ministérios que fui exercendo ao longo dos anos. Reitero as palavras de D. José: «o diaconado não é uma promoção. É no fundo uma configuração com Cristo que veio para servir e não para ser servido». É um olhar constante para o Verbo Divino encarnado, cantando e talvez rezando com os Quatro e Meia: «És luz do sol, luz do sol. Sua explosão de graça, golo ganho na raça. Meu farol».